Em 2025, a SPTrans completou 30 anos de atividade, consolidando-se na gestão de um dos maiores sistemas de transporte público do mundo, com foco em sustentabilidade, inclusão e modernização tecnológica. A Empresa atuou estrategicamente para garantir a mobilidade diária de milhões de pessoas na Cidade de São Paulo, promovendo significativas transformações econômicas, sociais e ambientais.
A atuação da SPTrans, na garantia de mobilidade a milhões de pessoas, obteve reconhecimento global, em 2025, ao superar a marca de 1.149 ônibus movidos a energia limpa (bateria e trólebus): a Prefeitura de São Paulo foi laureada com o prêmio internacional Local Leaders Awards da Bloomberg Philanthropies, na categoria "Transporte Limpo e Confiável”, durante o Fórum de Líderes Locais da COP 30.
Auditoria Interna e Intervenções: A Auditoria Interna atuou ativamente como a terceira linha de defesa, com destaque para a mobilização de 50% de sua força de trabalho no processo de intervenção das empresas Transwolff e UPBus, garantindo conformidade técnica aos atos dos Interventores.
Proteção de Dados (LGPD): O Programa de Governança em Privacidade avançou com o Projeto de Mapeamento de Processos e de Dados Pessoais. Em 2025, o Encarregado de Dados atendeu 80 pedidos de titulares referentes a acessos e correções nos sistemas do Bilhete Único e 12 reclamações referentes a incidentes de segurança.
Comitê de Conduta: O Comitê recebeu 76 demandas no ano (aumento de 49% em relação a 2024), realizando 67 oitivas e demonstrando a credibilidade crescente dos canais de integridade internos.
Transparência: A SPTrans atingiu novamente a nota máxima no Indicador de Transparência Ativa (ITA) da Controladoria Geral do Município.
Expansão: O Sistema encerrou o ano com 1.149 veículos eletrificados (960 a bateria e 189 trólebus), operando em 99 lines exclusivas ou mistas. Esse avanço representa 52% da meta do Programa de Metas (PdM) de atingir 2.200 ônibus limpos até 2028.
Aprovação Tecnológica: Foram analisados 24 projetos (22 a bateria e 2 a biometano), resultando na aprovação de 5 novos modelos prontos para operação, somando-se a um portfólio de 19 modelos já aprovados de montadoras como Volvo, Mercedes-Benz e Volkswagen.
Infraestrutura de Recarga: O sistema operou com demanda instalada de 61.670 kW, suportada por carregadores de 180 kW nas garagens. Para o curto prazo, já foram solicitados mais 57.930 kW à Enel, praticamente dobrando a capacidade atual.
Considerado o coração tecnológico da nova operação, o SMGO consolida-se como a plataforma de suporte à operação em tempo real.
Foram concluídas as Fases 1, 2 e 3 do protocolo de comunicação International Tecnology for Public Transport – ITxPT, permitindo a interoperabilidade de dados como localização, contagem de passageiros e imagens de CFTV.
Em 2025, foi realizado o Factory Acceptance Test (FAT) de cerca de 300 funcionalidades, preparando o sistema para o teste piloto no início de 2026.
Aquático-SP: Em seu primeiro ano de operação plena na Represa Billings, o transporte hidroviário realizou mais de 46 mil viagens e transportou 931 mil passageiros, reduzindo o tempo de deslocamento de 1h20 para 17 minutos. Estudos batimétricos já foram contratados para a expansão do modal (Atracadouro Apurá) e a viabilização do Aquático Guarapiranga.
Veículo Leve Elétrico (DRT): A SPTrans avaliou a viabilidade técnica do DRT (Digital Rail Transit), veículo elétrico guiado digitalmente (sem trilhos), com capacidade para até 332 passageiros e vida útil de 30 anos, ideal para substituir VLTs em corredores de alto custo de implantação.
Teleférico Urbano: Foram realizados estudos para teleféricos (ex: Brasilândia-CEU Paz e Jabaquara-Jardim São Savério) como conectores de áreas de alta declividade e baixa acessibilidade, transportando até 3.000 passageiros/hora/sentido.
DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO
A SPTrans gerenciou um orçamento de R$ 12,7 bilhões em 2025, aplicados na manutenção da Empresa, por meio do contrato de prestação de serviços firmado com a SMT, na manutenção e operação do Sistema de Transporte e nos Programas de Investimentos.
Receita Tarifária: O Sistema arrecadou R$ 5,01 bilhões, um crescimento nominal de 11,5% impulsionado pelo reajuste tarifário de janeiro de 2025 (a tarifa básica passou de R$ 4,40 para R$ 5,00). Descontada a inflação, o crescimento real foi de 6,0%.
Remuneração às Concessionárias: A remuneração das Concessionárias, incluindo o Serviço Atende+ alcançou R$ 12,280 bilhões, em 2025, justificados pelos reajustes contratuais anuais e inclusão de novas tecnologias.
Compensações Tarifárias: Para cobrir a diferença estrutural entre arrecadação e custos, a Prefeitura (com apoio de dotações específicas) repassou R$ 7,12 bilhões em compensações tarifárias, um acréscimo de 6,9% frente ao ano anterior.
Os ingressos financeiros somaram R$ 601,48 milhões em receitas (receitas do gerenciamento, especialmente as decorrentes de serviços e taxas de comercialização; receitas próprias, oriundas dos aluguéis de equipamentos e imóveis; e receitas diversas, além das decorrentes da execução do Contrato de Gerenciamento com a SMT).
As despesas totais da SPTrans foram de R$ 700,15 milhões, com um aumento de 25,4% em relação a 2024, com impactos previstos, tendo em vista os reajustes contratuais das atividades existentes, a inclusão de novas atividades, bem como o Programa de Demissão Voluntária – PDV.
A SPTrans encerrou 2025 com um resultado financeiro negativo em R$ 65,2 milhões, passando de um saldo inicial de R$ 144,8 milhões, para um saldo final de R$ 79,5 milhões.
Foram aplicados R$ 285,1 milhões em programas e projetos de aprimoramento da infraestrutura do Sistema de Transporte. Deste montante:
R$ 160,5 milhões para manutenção de Terminais e bilheterias.
Mais de R$ 133 milhões em obras e projetos de Corredores e novos Terminais.
INCLUSÃO SOCIAL, GRATUIDADES E GESTÃO TARIFÁRIA
Domingão Tarifa Zero: Completando dois anos de operação, o programa transportou mais de 310 milhões de passageiros aos domingos e feriados. O programa possui 97,51% de aprovação geral, tendo como principais destinos parques (destaque para o Ibirapuera) e centros culturais.
Linhas Paulistar: Para otimizar o fluxo aos domingos, foram criadas três linhas temáticas (Cultura, Parques, Lazer) operadas por ônibus 100% elétricos, com intervalos de 20 minutos e aprovação de 100% dos usuários.
Mamãe Tarifa Zero: Lançado em março de 2025, o benefício atendeu famílias inscritas no CadÚnico, com crianças entre 0 e 4 anos, devidamente matriculadas em uma creche da rede municipal e que morem a mais de 1,5 quilômetro da instituição. Foram entregues 4.539 cartões, beneficiando majoritariamente mulheres negras, responsáveis exclusivas pelo sustento familiar (98,92% de satisfação) e com 99% de aprovação entre os beneficiários.
Consolidado como o maior Sistema de Bilhetagem Eletrônica do país, o Bilhete Único gerencia 13 milhões de cartões ativos.
Facilidades Digitais: O site de atendimento teve um salto de 1,9 milhão (2024) para 4,2 milhões de acessos (2025). O serviço de entrega em casa distribuiu mais de 40 mil cartões diretamente na residência dos usuários em até 10 dias úteis no endereço escolhido.
Evolução da Infraestrutura de Segurança dos Cartões: Houve a ativação dos appliances criptográficos THALES, em substituição às antigas placas criptográficas IBM e houve a migração dos módulos de segurança (SAM) utilizados nos validadores embarcados e na rede de recarga, substituindo o modelo legado SAM PIC pelo moderno chip P71 da NXP, habilitando a elevação do nível de segurança dos cartões para o padrão Security Level 3 (SL3).
Combate à Fraude: Por meio do Sistema de Reconhecimento Facial (RECON) e regras de inteligência, 630.943 cartões foram apreendidos ou cancelados por uso indevido. O Processo de Apuração de Irregularidades (PAI) focou em fraudes de operadores, detectando 1.074 utilizações indevidas e gerando recuperação e multas de R$ 152 mil em 2025.
O Serviço Atende+ mobilizou 662 veículos adaptados e 134 táxis acessíveis para realizar 3,15 milhões de viagens programadas a 19.471 beneficiários atendidos.
O Transporte Escolar Gratuito (TEG) operou com mais de 4.100 veículos, atendendo cerca de 146 mil alunos por mês durante o ano letivo, com rigorosa supervisão logística.
A SPTrans trabalhou em cooperação técnica com o Governo do Estado para garantir conectividade entre o sistema de ônibus e as redes sobre trilhos e intermunicipais:
Metrô: Análise dos terminais e readequação de linhas para a expansão da Linha 2 – Verde (Aricanduva/Penha), Linha 4 – Amarela, Linha 6 – Laranja, Linha 15 – Prata, Linha 17 – Ouro e diretrizes para as futuras linhas 19 – Celeste, 20 – Rosa e 22 – Marrom.
CPTM: Planejamento e vistorias para implantação do Terminal anexo à nova Estação Varginha (Linha 9 – Esmeralda).
BRT ABC: Elaboração de estudos técnicos para o pré-dimensionamento do futuro Terminal Tamanduateí e para a definição das estratégias de integração com o Terminal Sacomã do Expresso Tiradentes, ambos com alocação de linhas municipais de São Paulo.
São Paulo detém a maior rede de prioridade viária do Brasil: 135 km de Corredores Municipais e 590 km de Faixas Exclusivas. A velocidade média em faixas exclusivas alcançou 19 km/h, e em corredores, 20 km/h (desempenho 25% superior às vias comuns).
Novos Projetos BRT: Avanços nos projetos do Corredor BRT Aricanduva, participando da definição conceitual, técnica e funcional dos sistemas de tecnologia ITS – Intelligent Transportation System (Sistema Inteligente de Transporte), e do Corredor BRT Radial Leste (Trechos I e II).
Melhorias: Acompanhamento técnico das melhorias propostas no âmbito da requalificação do Corredor Itapecerica-João Dias-Santo Amaro e avaliação técnica para melhoria de continuidade operacional do Corredor Itaquera-Líder.
A infraestrutura de transbordo passou por profundos estudos e modelagens:
Em desenvolvimento: Projetos operacionais e de dimensionamento físico para os Terminais Itaim Paulista, Perus, Pedreira e Cocaia (estes dois últimos essenciais para a integração com o Aquático-SP, na zona sul).
Obras em Andamento: O Novo Terminal Itaquera teve sua Fase 1 concluída (ampliação das áreas de plataforma, implantação de passarela, melhoria de acessos e da circulação no setor do terminal) e segue em obras para a Fase 2.
A modernização da frota e a substituição do diesel resultaram em melhorias tangíveis na qualidade do ar da Cidade.
Redução de Poluentes: A introdução da frota elétrica evitou a emissão de 63.464 toneladas de CO2, 153 toneladas de NOx e 1,28 toneladas de Material Particulado.
Adequação ao Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE): A SPTrans garantiu 99,9% da frota em conformidade com o padrão P7 (EURO V), tendo a substituição dos veículos de tecnologia da fase P5 – EURO III reduzido drasticamente a carga de poluentes locais.
A SPTrans gerenciou 45 processos administrativos de licenciamento ambiental e avançou na regularização de garagens e terminais:
Terminais: 100% dos Terminais do bloco Sul obtiveram a Licença Ambiental de Operação (LAO). Obtenção de Licença Prévia para o Terminal São Mateus e início dos processos de licenciamento ambiental para os Terminais Anhanguera e Perus.
Termos de Compromisso Ambiental (TCAs) e Termos de Ajustamento de Conduta (TACs): A SPTrans geriu importantes Termos de Compromisso Ambiental (TCAs) e firmou Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) compensatórios, incluindo o compromisso de plantio compensatório de mudas arbóreas.
IQT: O desempenho das 39 Concessionárias foi monitorado por 11 indicadores e a nota média do Sistema manteve o conceito "Bom” (entre 76 e 92,99 pontos). Além disso, 100% das Concessionárias obtiveram certificações ISO 9001, 14001 e 39001.
IPTC:95,91% da população tem acesso a um ponto de ônibus em até 300 metros de sua residência. A Rede Noturna alcançou 65,3% de cobertura da malha viária atendida por linhas de ônibus.
A fiscalização para garantir o cumprimento das obrigações contratuais e legais exigiram forte atuação em campo.
Foram realizadas 113.259 ações de fiscalização em campo, resultando em 1.866 veículos suspensos e 171 apreendidos. Além disso, o Transporte Diferenciado (Táxis, Escolar, Fretamento, lotação, moto frete, OTTC e carga-frete) passou por 205.011 vistorias preventivas e repressivas.
Foram emitidos 328.469 Autos de Infração às empresas, aplicando penalidades que ultrapassaram R$ 92 milhões.
O Programa de Redução de Acidentes (PRAT) analisou a conduta de 1.830 motoristas, afastando 281 para reciclagem e exames psicotécnicos. Essa política reduziu os sinistros fatais: a Cidade registrou um intervalo médio de 5 dias entre ocorrências de sinistros fatais, uma redução de cerca de 4% em relação a 2024.
A pesquisa geral (8.000 amostras) registrou o Índice de Satisfação do Usuário (ISU) em 3,50 (escala de 1 a 5). O aspecto "Atendimento e Comunicação” foi o melhor avaliado (3,83). O tempo médio de viagem aumentou para 1h24min, mas a satisfação dos usuários em relação ao tempo total de viagem subiu de 37,8% (2024) para 44,4% (2025). Apesar da elevação no tempo percebido de deslocamento, observou-se melhora na satisfação dos usuários.
Operações Especiais: A SPTrans criou linhas especiais e geriu logística intensa para grandes eventos na Cidade, como o Carnaval (mobilizando mais de 12 mil veículos para 7,7 milhões de passageiros), GP de Fórmula 1, Lollapalooza, Natal Iluminado e Virada Cultural.
NOSSA GENTE, RELAÇÕES INSTITUCIONAIS E COMUNICAÇÃO
Perfil do Quadro: A SPTrans encerrou 2025 com 1.627 empregados. A redução de 10,35% em relação a 2024 deu-se pela execução planejada de um Plano de Demissão Voluntária (PDV).
Diversidade e Inclusão: 32,45% do quadro é composto por pessoas autodeclaradas pretas ou pardas. O contínuo esforço contra o racismo e por equidade garantiu à SPTrans a renovação do Selo Igualdade Racial, conferido pela SMDHC. Há também 80 profissionais com deficiência integrados no corpo funcional.
Capacitação: A Empresa investiu cerca de R$ 366 mil no treinamento de 1.582 empregados, além de manter 70 jovens aprendizes e 53 estagiários.
Nova Marca: Para marcar os 30 anos da SPTrans e refletir a era da transição energética, a Empresa renovou sua identidade visual. O novo logotipo mantém o histórico da marca, mas incorpora um design associado ao processo de modernização, sobretudo, com a chegada de novos serviços, como o Aquático-SP, o Programa "Domingão Tarifa Zero”, ônibus a bateria e outras tecnologias de energia limpa, o SMGO e tantos outros projects em andamento, que farão parte do futuro da Empresa e da mobilidade urbana na Cidade.
Campanhas de Cidadania: A SPTrans ampliou as campanhas Ponto Final ao Abuso Sexual e Ponto Final ao Racismo, com forte presença nos ônibus e redes sociais. Teve destaque, também, a campanha "Todos Colaboram, Todos Viajam Melhor”, com dicas divertidas de como cada um pode ajudar a viagem a ser mais confortável para todos.
Presença Digital: O alcance nas redes sociais foi expressivo. A SPTrans encerrou o ano com 378.440 seguidores (conquista de 56.720 novos seguidores em 2025) e gerou mais de 26 milhões de visualizações em suas publicações, adotando linguagem cidadã e educativa, para aproximar a Empresa da rotina do cidadão.
Engajamento Comunitário: Com o Aquático-SP, a SPTrans realizou ações de educação ambiental com 250 estudantes do CEU Navegantes, ensinando sobre a preservação da Represa Billings, logística de transporte fluvial e promovendo o pertencimento cidadão sobre os ativos públicos da Cidade. Como estratégia de engajamento, também, foi apresentada a mascote do Aquático-SP, uma capivara, cujo nome Capi Tânia foi escolhido por votação popular.
MENSAGEM DA DIRETORIA
GRI 2-22
Em 2025, a SPTrans completou 30 anos de atividade, mas contabiliza mais de 75 anos de
história, considerando toda a experiência herdada da nossa antecessora: a Companhia
Municipal de Transportes Coletivos – CMTC. Há tempos, nossas ações são impulsionadas pelo
comprometimento e orgulho em promover entregas para garantir a mobilidade diária de milhões
de pessoas por toda a Cidade.
Destacamos nossa contribuição significativa para que a maior Cidade da América Latina
assumisse seu protagonismo sustentável. Com um programa inovador de aquisição e
financiamento para eletrificação da frota de ônibus, superamos a marca de mil ônibus movidos
a energia limpa à disposição da população e, com isso, a Prefeitura de São Paulo recebeu o
prêmio internacional Local Leaders Awards (Líderes Locais Pelo Clima), na categoria
“Transporte Limpo e Confiável”, da Bloomberg Philanthropies, durante o Fórum de
Líderes Locais da COP 30, no Rio de Janeiro.
O Aquático-SP, primeiro Transporte Público Hidroviário da Cidade, ligando o Parque Mar
Paulista – Bruno Covas e o Parque Linear Cantinho do Céu pela represa Billings, completou um
ano de operação, com o registro de mais de 931 mil passageiros transportados de forma
gratuita. O Aquático - SP recebeu de braços abertos a sua mascote Capi Tânia, que teve o
nome escolhido com 52% dos mais de 20 mil votos. A capivara, Guardiã da Natureza, representa
o nosso compromisso com o respeito e a preservação do meio ambiente.
O acesso à Cidade, o fortalecimento do Sistema de Transporte e a melhoria da qualidade de
vida também foram contemplados por meio do Programa Domingão Tarifa Zero que, em 2 anos,
transportou mais de 310 milhões de passageiros. O Programa cresceu e ganhou as linhas
Paulistar, 1, 2 e 3, com os circuitos Cultura, Parque e Lazer, para facilitar ainda mais a
apropriação das pessoas das principais atrações da Cidade.
A população ganhou com a modernização de mais três Terminais: Amaral Gurgel, Lapa e Vila Nova
Cachoeirinha, além da conclusão do processo de Parceria Público Privada – PPP para os
Terminais do Bloco Leste, que receberão um novo conceito de atendimento, principalmente, nas
áreas de sustentabilidade e inclusão.
Avançamos com a implantação e a capacitação dos empregados para uso da nova ferramenta do
Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional – SMGO, garantindo um salto significativo nos
processos de planejamento, monitoramento e gestão, com benefícios para o trabalho das
equipes e para a comunidade que servimos.
Fechamos as comemorações dos 30 anos da Empresa com uma nova marca e com visual mais moderno.
A nova identidade preserva a trajetória da SPTrans, mas comunica inovação, tecnologia e
sustentabilidade, refletindo os nossos projetos e compromissos.
Neste Relatório, comprovamos que a SPTrans tem grande capacidade de inovação e é muito
valiosa e necessária para São Paulo. Convido você a conhecer as nossas entregas e conquistas
em 2025 e como estamos construindo o futuro da mobilidade em nossa Cidade.
VICTOR HUGO BORGES Diretor Presidente
ABRANGÊNCIA
GRI 2-3 | 2-14
Os dados e as informações apresentadas neste Relatório correspondem à gestão da São Paulo Transporte – SPTrans no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025, contempladas, quando pertinente, com informações relativas aos primeiros meses de 2026. Esses dados se referem às principais atividades desenvolvidas pela Empresa, como responsável pelo planejamento, gerenciamento e fiscalização do Sistema de Transporte Coletivo Público de Passageiros, na Cidade de São Paulo, a seguir denominado Sistema de Transporte.
Os dados de prestadores de serviços e fornecedores envolvidos nas atividades da Empresa, assim como parte das informações das Concessionárias que operam no Sistema de Transporte, não foram abordados neste Relatório.
Dessa forma, a Diretoria da SPTrans, atendendo às determinações legais e estatutárias, submete este Relatório Integrado à apreciação e aprovação da Assembleia Geral, formado pelo Relatório da Administração e de Sustentabilidade, acompanhado das Demonstrações Contábeis.
SOBRE ESTE RELATÓRIO
GRI 3-3
Para a definição dos temas relevantes e estratégicos para o Relato, foram considerados o Programa de Metas da Prefeitura de São Paulo – 2025/2028, o Planejamento Estratégico SPTrans 2022/2026, o CDI – Compromisso de Desempenho Institucional 2022/2026 e os critérios ESG correspondentes às ações positivas da Empresa nos aspectos ambientais, de responsabilidade social e de governança corporativa, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Foram consideradas, também, as demandas recebidas dos nossos principais stakeholders, por meio dos diversos canais de relacionamento e mídias e das pesquisas realizadas junto aos usuários do Sistema de Transporte e munícipes e empregados. Este Relatório Integrado da Administração foi desenvolvido adotando como referência os parâmetros do Global Reporting Initiative – GRI.
IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA
GRI 2-1 | 2-6
SÃO PAULO TRANSPORTE S/A
CNPJ: 60.498.417/0001-58
Sede: São Paulo – SP
Tipo de Estatal: Sociedade de economia mista
Acionista Controlador: Prefeitura do Município de São Paulo
Tipo Societário: Sociedade anônima
NIRE: 3530001471-5
Tipo de Capital: Fechado
Abrangência de Atuação: Municipal
Setor de Atuação: transporte público e mobilidade urbana
Representamos a seguir, nossa composição acionária.
COMPOSIÇÃO ACIONÁRIA EM 2025
CAPITAL
EM AÇÕES
EM MOEDA (R$)
Autorizado
538.035.332.545
1.966.770.254,00
Realizado
116.122.565.661
1.399.373.719,00
Fonte: Gerência Contábil
ACIONISTAS
AÇÕES INTEGRALIZADAS
PARTICIPAÇÃO (%)
EM MOEDA (R$)
Prefeitura de São Paulo
116.082.534.220
99,965527%
1.399.200.141,00
Governo de São Paulo
40.015.290
0,034460%
173.499,00
Light Serviços de Eletricidade S/A
9.710
0,000008%
42,00
Nelson de Lara Cruz
378
0,000000%
2,17
Antonio Carlos Rizeque Malufe
1
0,000000%
0,01
Caio Luz Cibella de Carvalho
1
0,000000%
0,01
Carlos Galeão Camacho
1
0,000000%
0,01
Clovis de Barros Carvalho
1
0,000000%
0,01
Francisco Vidal Luna
1
0,000000%
0,01
Gilberto Nascimento Silva
1
0,000000%
0,01
Manuelito Pereira M. Júnior
1
0,000000%
0,01
Marcelo Cardinale Branco
1
0,000000%
0,01
Roberto Antonio Vallin Bellocchi
1
0,000000%
0,01
Roberto Susuqui
1
0,000000%
0,01
Outros*
6053
0,000005%
34,73
TOTAL
116.122.565.661
100,000000%
1.399.373.719,00
*Acionistas detentores de ações “ao portador” que não se apresentaram para a transformação em ações “nominativas”, conforme artigo 19 da Lei Federal nº 8.088, de 31/10/1990.
Fonte: Gerência Contábil
OBJETO SOCIAL – MISSÃO, VISÃO, PRINCÍPIOS E VALORES DE CONDUTA
GRI 2-23
Somos uma Companhia que tem por objeto a prestação de serviços de planejamento, gestão e fiscalização do serviço de transporte coletivo urbano de passageiros, e a realização de estudos para sua exploração, nos termos da Lei Municipal nº 13.241, de 12 de dezembro de 2001.
A consecução de nosso objeto compreende, também, a contratação de terceiros para a execução de obras, serviços e atividades diversas, englobados na prestação do serviço ou a ele vinculados.
Conforme nosso Estatuto, podemos assumir outras atribuições afins ao Sistema de Transporte, que tenham por finalidade contribuir para sua racionalização e aperfeiçoamento nos termos do artigo 29 da Lei Municipal nº 13.241, de 12 de dezembro de 2001.
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Composição dos Órgãos Estatutários GRI 2-9 | 2-10 | 2-11
Conselho de Administração Eurípedes Sales – Presidente do Conselho
Membros Clara Bezerra Edson Coelho Araújo Filho Fabiano Martins de Oliveira Jessica Souza Ferreira (representante do acionista minoritário) Luciana Sant’Ana Nardi Luis Felipe Vidal Arellano Paulo Cesar Tagliavini Paulo Roberto Ligeiro (representante dos empregados)
Diretoria Executiva Victor Hugo Borges - Diretor Presidente Caio Vinicius de Moura Luz – Diretor de Planejamento de Transporte Claudio Bispo dos Santos (representante dos empregados) Fábio Papaléo Marins – Diretor de Gestão da Receita e Remuneração Fernando Candido da Silva – Diretor de Operações Mauro Antônio Gumiero Voltarelli – Diretor de Administração e de Infraestrutura
Conselho Fiscal Enzo Lúcio Ondei – Presidente do Conselho Membros Adolfo Cascudo Rodrigues - Titular Adriana Azevedo Pannunzio – Titular (representante do acionista minoritário) Ricardo Cezar de Moura Jucá - Suplente (representante do acionista minoritário)
Comitê de Auditoria Estatutário – CAE Demetrio Cokinos Geraldo Affonso Ferreira Filho Ricardo Lemos
Comitê de Elegibilidade – COE Laura Lopes de Araujo Maia Roberta Russo Rosana Roque do Nascimento
RELACIONAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE (STAKEHOLDERS)
GRI 2-29
Diariamente a SPTrans tem a responsabilidade de garantir o transporte de milhões de pessoas, que se deslocam para diferentes pontos em toda a Cidade, na sua maioria, com destino ao local de trabalho, o que torna a informação e o relacionamento questões estratégicas para que o serviço de transporte seja executado de maneira segura e confiável.
Os públicos de interesse que tem impacto e têm influência na prestação dos serviços de transporte coletivo público de passageiros estão identificados no quadro a seguir.
INFLUÊNCIA
Prefeitura do Município de São Paulo (acionista controlador), Governo do Estado de São Paulo (acionista minoritário) SMT/SETRAM, Departamento de Transporte Público – DTP, Companhia de Engenharia de Tráfego – CET, outros órgãos e empresas municipais e estaduais, cidadãos, usuários do Sistema de Transporte, empregados (ativos e afastados), estagiários e menores aprendizes, comunidade, fornecedores, Concessionárias, outros operadores de transporte e imprensa.
RESPONSABILIDADE
Prefeitura do Município de São Paulo, Órgãos Reguladores, SMT/SETRAM, DTP, Conselho de Administração, Fornecedores, Concessionárias e Prestadores de Serviço.
PROXIMIDADE
Setores: transporte, trânsito, construtivo, publicitário, comunicação e marketing, comércio e serviços, tecnologia e órgãos públicos.
O Programa de Integridade e Boas Práticas (PIBP) é um conjunto de mecanismos e procedimentos internos destinados a detectar e prevenir fraudes, corrupção, irregularidades e desvios de conduta, além de promover a melhoria da gestão, transparência e eficiência.
Instituído pela Portaria CGM nº 117/2020 e fundamentado no artigo 46 do Decreto Municipal nº 59.496/2020, o PIBP estrutura-se em ciclos de implementação e é monitorado por meio do Indicador de Maturidade do PIBP (IM-PIBP), que compõe o Índice de Governança e de Integridade (IGI) da CGM-SP.
Até o presente momento, não foram estabelecidos prazos e cronogramas específicos às unidades da Administração Indireta. Tem-se a expectativa de publicação das diretrizes para desenvolvimento e implementação do Programa de Integridade e Governança Estatal (PIGE) nas empresas municipais, fundamentado nos princípios ESG (Ambiental, Social e de Governança), com previsão de entrada em vigor em 2026, conforme Meta 123 do Programa de Metas 2025-2028 (versão final) da Prefeitura do Município de São Paulo.
Comitê de Conduta – CON
Instituído pelo Diretor Presidente, o Comitê é composto por três empregados, com a atribuição de receber manifestações ou denúncias, no âmbito interno, sobre possíveis desvios ao disposto no Código de Conduta e Integridade da SPTrans.
Em 2025, o Comitê de Conduta recebeu 76 (setenta e seis) atendimentos, um aumento de 49% (quarenta e nove por cento) com relação ao ano anterior, considerando consultas, orientações, denúncias e, além dos atendimentos, realizou 67 oitivas, o que demonstra a credibilidade crescente nesse Canal.
No gráfico a seguir podemos observar as demandas por natureza:
Fonte: Comitê de Conduta
Toda demanda recebida é analisada junto às respectivas Áreas, a fim de possibilitar adoção de medidas cabíveis para resolução. Dos 76 registros de atendimento, três tornaram-se Processos de Sindicância.
Código de Conduta e Integridade
Em 2025, foi aplicado treinamento referente ao Código de Conduta, no formato de Ensino à Distância – EaD, a 135 empregados, difundindo seus preceitos e regras com a finalidade de tornar o ambiente de trabalho confiável, amigável, sadio e seguro, no qual todos possam exercer suas funções.
Nosso Código de Conduta e Integridade está disponível no Portal da Transparência da Prefeitura de São Paulo, no nosso site e na intranet, conforme os links abaixo:
Comitê de Governança de Atendimento ao Cidadão – CGA
Em 2025, as ações do CGA seguiram as premissas e objetivos dispostos na Política Municipal de Atendimento ao Cidadão que serviram de base para a elaboração de nossa Política de Atendimento, avançando na qualidade do atendimento aos usuários do Sistema de Transporte Público Municipal e contribuindo com os serviços prestados pela SPTrans.
Dentre as principais ações empreendidas pelo CGA, destacam-se: a análise sobre os avanços da implantação do Bilhete Único Mamãe Tarifa Zero; a explanação sobre a migração dos cadastros do Bilhete Único para o site de Atendimento; a análise de ferramenta de Avaliação da Satisfação do Cidadão, quando do atendimento no Posto Central; apresentação de nova plataforma mais intuitiva e moderna de Atendimento do Bilhete Único; elaboração e apresentação do Manual para uso dos Totens de Autoatendimento; aprovação do Plano de Comunicação de temas tratados pelo CGA para divulgação na intranet para os empregados; e a disponibilização de forma permanente aos empregados de informativos sobre “Orientações para boas respostas” e “Cartas de Serviços”.
Além dessas ações, destaque para a aquisição de Totens de Autoatendimento, a serem disponibilizados em duas áreas que realizam atendimento presencial, contribuindo com maior autonomia, reduzindo o tempo de espera do cidadão, agilizando e contribuindo com todo o processo.
Assim, buscando atingir os objetivos e diretrizes da Política de Atendimento ao Cidadão, o CGA buscou escalar a qualidade dos serviços prestados, facilitando o acesso dos cidadãos aos serviços e informações e fortalecendo a confiança na SPTrans, na Administração Pública e em seus Agentes Públicos.
Proteção de Dados Pessoais (GRI 418-1)
Em 2025, em atendimento à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), a SPTrans consolidou e deu continuidade ao seu Programa de Governança em Privacidade, em Proteção de Dados Pessoais e em Segurança da Informação, estruturando ações integradas voltadas à proteção dos direitos dos titulares de dados pessoais e à redução de riscos institucionais.
Em 2025 houve a reorganização do Comitê reuniu-se em seis oportunidades ao longo do ano de 2025, que implementou, em julho de 2025, o Plano de Governança em Privacidade, em Proteção de Dados Pessoais e em Segurança da Informação para o biênio 2025-2027, que constitui o planejamento tático das ações institucionais da SPTrans quanto à proteção de dados pessoais.
O Comitê também deliberou, no contexto do Programa, a implementação do Projeto de Mapeamento de Processos da SPTrans; do Projeto de Mapeamento de Dados Pessoais, destinado à instituição do registro das operações de tratamento de dados pessoais, nos termos do art. 37 da LGPD; do Projeto de Mapeamento de Contratos, com a finalidade de promover o registro das operações de tratamento de dados pessoais existentes nos contratos, acordos de cooperação e instrumentos congêneres firmados pela SPTrans; do Projeto de Inventário de Ativos de Tecnologia da Informação, destinado a inventariar softwares e hardwares utilizados pela Empresa, a partir de metodologia em desenvolvimento; e da Política de Cookies para as páginas institucionais da SPTrans, com previsão de entrada em funcionamento no exercício de 2026.
Em 2025, todos os pedidos recebidos por intermédio do Encarregado de Dados da SPTrans foram devidamente analisados e atendidos, nos termos da legislação aplicável, tendo sido recepcionados 80 pedidos relacionados ao acesso, à correção, à atualização e à eliminação de dados pessoais constantes dos sistemas do Bilhete Único; e 12 reclamações de titulares referentes a incidentes de segurança relacionados a violações à privacidade e à proteção de dados pessoais.
Auditoria Interna
Em 2025, a Auditoria Interna consolidou seu papel como a terceira linha de defesa da SPTrans, como um instrumento essencial de suporte à governança corporativa, provendo avaliações independentes que garantiram a eficácia dos controles internos e da gestão de riscos, contribuindo diretamente para a sustentabilidade organizacional e a transparência dos atos de gestão.
Destaque para a atuação no processo de intervenção das empresas Transwolff e UPBus (Decreto Municipal nº 63.328/24), com a mobilização estratégica de 50% da força de trabalho para o Grupo de Trabalho de Apoio à Intervenção, para a garantia de respaldo e conformidade técnica dos atos administrativos dos Interventores.
A Auditoria Interna também atuou no fortalecimento da Governança Corporativa, junto ao Comitê de Auditoria Estatutário (CAE) e ao Conselho Fiscal (CF) da SPTrans, por meio do aprimoramento de ações para garantir o fluxo constante de informações relacionadas ao processo de intervenção, além de avaliações permanentes do desempenho das Concessionárias, permitindo que os Conselheiros e Membros do Comitê tomassem decisões tempestivas, embasadas e protegidas de riscos informacionais, garantindo deliberações fundamentadas nas melhores práticas de auditoria. O uso da Inteligência Artificial Generativa permitiu uma redução de 40% no tempo dedicado a processos operacionais da Área, permitindo alocação do trabalho do corpo técnico em análises de maior complexidade, sob as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD.
Além disso, a Auditoria Interna manteve a fiscalização rigorosa do contrato de auditoria independente, mediante supervisão direta e o acompanhamento in loco, garantindo que as auditorias refletissem a real qualidade dos controles internos, aumentando a confiança dos usuários das demonstrações contábeis e assegurando a estrita conformidade das medições financeiras à qualidade acordada, protegendo o patrimônio e a imagem da SPTrans.
Transparência - Índice de Transparência Ativa – ITA
Em 2025, a SPTrans manteve seu compromisso em divulgar informações de interesse público, independente de solicitação, com o objetivo de facilitar o acesso e reduzir custos com a prestação de informações.
Assim, a Empresa, novamente, atingiu a nota máxima no Indicador de Transparência Ativa – ITA.
Evolução do Indicador de Transparência Ativa
Fonte: CGM - Coordenadoria de Promoção da Integridade – Divisão de Transparência Ativa e Dados Abertos
Melhoria Contínua dos Processos da SPTrans
Entre os meses de setembro e outubro de 2025, foi realizado o Projeto de Mapeamento de Processos da SPTrans, resultando em 397 processos documentados por todas as Áreas, com a finalidade de promover a melhoria contínua dos processos da Empresa e o tratamento de riscos relacionados à segurança da informação, à privacidade e à proteção de dados pessoais. Este projeto precedeu o Mapeamento de Dados Pessoais, iniciado em novembro de 2025, no contexto do Plano de Governança em Privacidade, em Proteção de Dados Pessoais e em Segurança da Informação da SPTrans.
Sistema Normativo
No exercício de 2025, visando o fortalecimento dos Controles Internos foram implantados diversos Instrumentos Normativos destacando-se: 13 Normas e Procedimentos, Manuais e Instruções de Trabalho, totalizando 127 instrumentos normativos vigentes.
BOAS PRÁTICAS DE GESTÃO DE RISCOS E CONTROLES INTERNOS
Os responsáveis pelo controle interno de cada órgão e entidade da Administração Pública integram o sistema de controle interno municipal, sendo a Controladoria Geral do Município (CGM) o órgão central do sistema de controle interno na Cidade de São Paulo.
Atualmente, a SPTrans detém 2 (dois) RCI(s) (titular e suplente), que atuam como pontos focais para interlocução entre CGM e SPTrans no que diz respeito ao controle interno.
Conformidade
O Comitê de Conformidade, Gestão de Riscos e Controle Interno - CCG da SPTrans é uma instância permanente desde 2018, reunindo membros de diversas Áreas e apoiando a Assessoria de Conformidade, Gestão de Riscos e Controle Interno em atividades de prevenção, identificação de riscos e proposição de ações corretivas.
Durante o período de relato, não foram identificadas na SPTrans situações significativas de não conformidade com leis e regulamentos ou multas pagas decorrentes de inconformidades da Empresa.
Gestão de Riscos e Controles Internos
Em 2025, a SPTrans iniciou o monitoramento de uma nova matriz de riscos, atualizada e revisada ao final de 2024. Abaixo, a evolução das matrizes elaboradas pela SPTrans:
Uma das métricas utilizadas para observar a evolução no processo de Gestão de Riscos da SPTrans é a evolução da formalização dos controles internos, conforme demonstrado na tabela abaixo:
NOSSO NEGÓCIO
GRI 2-6
GRANDES NÚMEROS
Fonte: Superintendência de Planejamento Estrutural e Avaliação de
Transporte
BALANÇO SOCIAL
GRI 3-3 | 203-2
O Papel do Sistema de Transporte por Ônibus
O Sistema de Transporte por Ônibus opera de forma ininterrupta, 24 horas por dia,
consolidando-se como o principal meio de transporte público da Cidade, realizando cerca de
148 mil viagens em dias úteis, assegurando ampla capilaridade territorial e o atendimento a
áreas não alcançadas por outros modais, em razão da flexibilidade operacional e da
capacidade de adaptação da rede de ônibus às dinâmicas urbanas.
Atendimento da Rede de Transporte por Ônibus
A SPTrans realiza o mapeamento da população residente em até 300 metros de um ponto de ônibus
e estações de metrô ou trem, com o objetivo de avaliar o nível de capilaridade e
acessibilidade da rede de transporte coletivo.
O gráfico a seguir apresenta a comparação dos resultados obtidos em 2023, 2024 e 2025, a
partir de dados dos pontos de parada da SPTrans e dos setores censitários do IBGE.
95,91% da população tem acesso a um ponto de ônibus em até 300 m de sua
residência
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência dos Usuários
Permeabilidade do Sistema Transporte por Ônibus
O Índice de Permeabilidade do Transporte Coletivo - IPTC foi desenvolvido pela SPTrans com a
finalidade de caracterizar e mensurar espacialmente a qualidade da oferta dos serviços de
transporte e sua distribuição por região da Cidade. O detalhamento de seus indicadores e o
detalhamento dos resultados referentes a 2025 constam em uma seção própria deste Relatório.
O gráfico a seguir mostra um resumo comparativo dos resultados de 2023, 2024 e 2025.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência dos Usuários
De modo geral, o IPTC apresentou uma redução de 0,03 pontos percentuais em 2025 em relação a
2024, indicando uma leve variação no nível de permeabilidade da rede, a ser analisada à luz
das dinâmicas operacionais, territoriais e de oferta do Sistema de Transporte, ao longo do
período.
Emissões de Poluentes pelos Veículos do Sistema de Transporte por Ônibus
O Município de São Paulo reafirmou seu compromisso com as metas de redução de emissões de
gases poluentes e de efeito estufa, inclusive perante os governos locais de outras nações,
com o Plano de Ação Climática de São Paulo (PlanClima 2020-2050). Esses compromissos se
traduziram em metas e iniciativas específicas voltadas à mitigação das emissões associadas à
frota de ônibus do transporte público municipal, em seu Plano de Metas 2025-2028.
O gráfico a seguir apresenta uma estimativa de kg de dióxido de carbono (CO2) por
quilômetro e por passageiro referente a 2023, 2024 e 2025.
Redução dos indicadores de poluentes, em razão da alteração do perfil
tecnológico da frota
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência dos Usuários
Em 2025, encerramos o ano com um total de 99 linhas operadas com a frota de ônibus movidos a
bateria elétrica.
Acompanhamento de Sinistros Fatais envolvendo os Veículos do Sistema de Transporte
por Ônibus
O Gráfico a seguir compara a ocorrência de sinistros fatais a cada 1 milhão de km rodados,
entre 2023 e 2025.
Na análise da série histórica, verifica-se que houve uma variação no indicador, com aumento
em relação ao ano anterior, após um período de resultados mais favoráveis. A evolução do
indicador deve ser analisada considerando a quilometragem operada e o número de sinistros
fatais.
O gráfico a seguir compara o intervalo de dias entre as ocorrências de sinistros fatais, de
2023 a 2025.
Associando à quilometragem operada na média diária (considerando os 365 dias do ano),
verifica-se que, para ocorrer um sinistro fatal no Sistema de Transporte, em 2025, foram
levados, em média, 5 dias, representando redução de cerca de 4% em relação a 2024,
refletindo alterações no comportamento do indicador, ao longo do período analisado.
Índice de Qualidade do Transporte (IQT)
O Índice de Qualidade do Transporte (IQT) tem como objetivo avaliar o atendimento, pelas
Concessionárias responsáveis
pela operação do Sistema de Transporte, aos requisitos de qualidade estabelecidos pela
SPTrans. O detalhamento dos
indicadores e dos resultados para 2025 constam em seção específica deste Relatório. O
Gráfico a seguir compara a
média do IQT de 2023, 2024 e 2025.
Entre 2023 e 2025, os resultados mantiveram-se classificados como "bom"
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência dos Usuários
Variação dos Indicadores Sociais
O gráfico a seguir apresenta a variação dos indicadores sociais, entre 2024 e 2025.
Os resultados dos indicadores revelam um desempenho globalmente estável
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência dos Usuários
O Balanço Social de 2025 evidencia uma organização em processo de aprimoramento contínuo, que
reconhece seus avanços,
enfrenta seus desafios de forma transparente e reafirma o compromisso com a melhoria da
qualidade do transporte público,
a inclusão social, a segurança e o atendimento às necessidades da população.
INOVAÇÃO NO SISTEMA DE TRANSPORTE POR ÔNIBUS
GRI 3-1 | 3-3 | 203-1 | ODS 9
Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional – SMGO
Ao longo de 2025, a SPTrans intensificou o desenvolvimento e a implantação do SMGO. Esse
sistema consolida-se como
uma plataforma estratégica, concebida para dar suporte à operação em tempo real, ao
planejamento operacional
inteligente e à integração com serviços e sistemas correlatos, estabelecendo avanços
relevantes em infraestrutura
digital, governança da informação e interoperabilidade sistêmica.
Um dos eixos centrais desse processo foi a adequação e a parametrização do módulo de
planejamento operacional. De
forma complementar, avançou o desenvolvimento do General Transit Feed Specification
-GTFS++, iniciativa
estruturante para integração robusta de dados entre o Infotrans – repositório corporativo de
informações
operacionais do sistema – e o módulo de planejamento do SMGO.
Paralelamente, foi realizado o mapeamento detalhado dos processos operacionais dos serviços
Atende+ e Transporte
Escolar Gratuito – TEG.
No âmbito da conectividade e da comunicação entre plataformas, a SPTrans concluiu, em 2025, o
desenvolvimento das
Fases 1, 2 e 3 do protocolo de comunicação International Tecnology for Public
Transport - ITxPT, entre a
Unidade Central de Processamento (UCP), equipamento instalado nos veículos, e o SMGO.
A estrutura de protocolos desenvolvida permite a interoperabilidade dos principais conjuntos
de dados operacionais do
sistema, abrangendo, entre outros, informações de localização dos veículos, eventos de
abertura e encerramento de
viagens, contagem de passageiros, comunicações por Voice over Internet Protocol -
VoIP entre veículos,
Centros de Operação das Concessionárias COC(s) e o Centro de Operações da SPTrans - COP,
além de imagens de sistemas
de Circuito Fechado de Televisão - CFTV.
A SPTrans, em articulação com os fornecedores dos equipamentos embarcados do tipo UCP e do
Validador de Bilhetagem
Eletrônica, acompanhou o desenvolvimento do novo protocolo de comunicação para envio, em
tempo real, de dados
relacionados ao uso do Bilhete Único nos veículos, contemplando, entre outros elementos, o
momento da validação do
cartão, a localização do veículo e informações de identificação do cartão (tipo e
numeração).
As informações resultantes dessa comunicação serão consumidas pelo SMGO e utilizadas para
exibição da quantidade de
passageiros transportados no Módulo de Operação, além de subsidiar a geração de relatórios
gerenciais e
operacionais.
Essas fases de desenvolvimento estabeleceram uma base tecnológica robusta para o
compartilhamento de dados em tempo
real entre os equipamentos de bordo e os centros de operação. A Fase 4, última etapa
prevista do protocolo, com
implantação programada para 2026, contemplará a integração da telemetria, ampliando
significativamente o escopo de
dados disponíveis e fortalecendo as capacidades de suporte à operação preditiva e
prescritiva.
Adicionalmente, em 2025, foi realizado o Factory Acceptance Test (FAT) das
funcionalidades correspondentes à
Fase 1 de implantação do SMGO, totalizando aproximadamente 300 funcionalidades, de um
conjunto de 726 previstas no
escopo global do sistema. O FAT consistiu na validação técnica e funcional das soluções
desenvolvidas, assegurando a
aderência aos requisitos operacionais, técnicos e de usabilidade estabelecidos.
Em complemento, foram realizados treinamentos práticos e imersivos, reproduzindo condições
reais de uso do SMGO, com
profissionais da SPTrans e das Concessionárias.
A evolução do SMGO, ao longo de 2025, evidencia o compromisso da SPTrans com a inovação
tecnológica, com a
modernização da gestão operacional e com a melhoria contínua da qualidade dos serviços
prestados à população. A
previsão é de que a solução entre em uso no início de 2026, no contexto do teste piloto do
SMGO.
Nomenclatura de Pontos de Parada e Integração com o SMGO
No contexto da implantação do SMGO, estão em desenvolvimento diversas atividades de ajuste e
adaptação das
informações existentes nas bases de dados da SPTrans. Entre elas, destaca-se a atribuição de
nova nomenclatura a
todas as paradas do sistema, incluindo paradas comuns, desmembradas, paradas em corredores,
paradas de passagem em
estações metroferroviárias, paradas em Terminais e pontos iniciais e finais de linhas
(Terminais Principais – TP(s)
e Terminais Secundários – TS(s)).
Em 2025, foi estabelecida rotina de atualização mensal da nomenclatura das paradas, com
inclusão de novos nomes e
ajustes decorrentes de desativações ou alterações operacionais. A base atualizada está
disponível em formato de mapa
geoespacial, desenvolvido pela SPTrans, fortalecendo a consistência da informação, a
integração entre sistemas e a
qualidade dos dados disponibilizados para gestão e para o público.
A participação dos usuários e cidadãos no acompanhamento da prestação dos serviços de
transporte coletivo público de
passageiros é assegurada pelos nossos canais de comunicação e de relacionamento, além do
contato direto com os
empregados, conforme descrito a seguir.
Serviço de Informação ao Cidadão – e-SIC
O e-SIC, sob a responsabilidade da Ouvidoria, possibilita aos cidadãos o acesso a
informações, documentos,
estatísticas e dados de responsabilidade da SPTrans, respeitando a Lei de Acesso à
Informação e contribuindo com a
Transparência Passiva e Ativa, com 447 registros de pedidos de informação, em 2025.
Posto de Apoio à Mulher
Em parceria com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania – SMDHC e a Secretaria
Municipal de Mobilidade
e Trânsito – SMT, o Posto de Apoio à Mulher, localizado no Terminal Sacomã, conta com
profissionais qualificados
para prestar atendimento humanizado, que acolhe, orienta e encaminha, de acordo com a
demanda, mulheres vítimas de
assédio ou abuso no transporte público, além das denúncias de violência doméstica.
A Ouvidoria também acompanha as demandas registradas sobre importunação sexual praticada no
interior dos ônibus, que
segue procedimento junto às áreas técnicas, em busca de identificar o autor da importunação
e cobrar ações em casos
de funcionários de operadoras, com o registro de acolhimento de 79 mulheres, em 2025.
PROCON
Em 2025, foram registrados 627 requerimentos realizados por meio do PROCON. Esses processos
foram devidamente
encaminhados às áreas técnicas responsáveis para análise, com rigoroso acompanhamento dos
prazos e subsequente envio
das manifestações ao Órgão e ao cidadão interessado.
SP156/Portal 156 da PMSP
Em 2025, a SPTrans recebeu, triou e encaminhou 90.982 demandas originadas do SP156/Portal 156
da Prefeitura de São
Paulo, canal de comunicação aberto ao cidadão e aos usuários do Sistema de Transporte,
conforme quadro comparativo
por tipo de demanda, a seguir.
Essas demandas forneceram indicadores que colaboraram no direcionamento das ações de melhoria
do Sistema de
Transporte e, consequentemente, na qualidade dos serviços prestados aos usuários.
Ouvidoria
Com o intuito de ser um canal permanente de diálogo com a sociedade, a Ouvidoria da SPTrans,
em 2025, manteve o
compromisso com o cidadão que utiliza o Sistema de Transporte, assegurando imparcialidade em
seu atendimento e
buscando soluções de forma ética e transparente para suas demandas.
Em 2025, foram registradas 3.979 demandas (recepcionadas por meio de cartas, atendimento
presencial e principalmente
por e-mail), que representaram um decréscimo de 10,70% em relação ao total de 2024.
Monitoramento de Demandas: Ouvidoria Geral do Município
No exercício de 2025, foram registradas 680 novas demandas oriundas da OGM, enquanto, no
exercício de 2024, foram 707
demandas (queda de, aproximadamente, 3,82%.)
Nota-se, também, que o tempo médio de respostas, em dias, no acumulado do exercício de 2025,
foi de 13,49 dias,
while no acumulado do exercício de 2024, foi de 15,16 dias, tendo havido melhora no tempo
médio de respostas, em
2025.
Integração Territorial
Canal de diálogo com Subprefeituras, órgãos públicos, comunidades e instituições,
identificando demandas relacionadas
à operação do Sistema de Transporte, apoiando o planejamento urbano e contribuindo para a
definição e o ajuste dos
serviços de transporte.
Para garantir um diálogo efetivo e qualificar o tratamento das demandas, a SPTrans adotou
processos organizados,
análises técnicas, reuniões e visitas técnicas, além da elaboração de Carta Orientativa para
o Portal SP 156,
voltada à padronização das solicitações relacionadas ao transporte coletivo. No período,
também foram realizadas
reuniões de integração com Subprefeitos e governos locais, e encontros com Conselheiros
Participativos, em
articulação com a CET e a Casa Civil, ampliando o diálogo institucional e territorial.
Em 2025, foram analisados cerca de 939 processos, envolvendo solicitações de apoio e
alterações operacionais,
avaliação de impactos territoriais e acompanhamento de ações conjuntas com outros órgãos,
conforme apresentado a
seguir.
Atendimento à Imprensa
Em 2025, prestamos atendimentos às Rádios, TV(s), Jornais e Revistas para coleta de dados
e/ou informações e
acompanhamento de entrevistas, sendo que, desse número, 63 foram Notas Preventivas que
anteciparam a divulgação de
mudanças ou novidades relativas ao Sistema de Transporte.
No quadro a seguir demonstramos o comparativo das atividades realizadas, entre 2024 e 2025.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
GRI 2-12 | ODS 8 | ODS 11
Ao final do ciclo de metas 2021-2024, a SPTrans alcançou 81% dos compromissos estratégicos estabelecidos. O planejamento para o período 2025-2028 está alinhado aos planos municipais vigentes, ao Termo de Compromisso de Desempenho Institucional – CDI, firmado com a Prefeitura do Município de São Paulo, em conformidade com os princípios e requisitos estabelecidos pela Lei nº 13.303/2016.
A futura revisão do PlanMob deverá incorporar as diretrizes e metas do Programa de Metas – PdM 2025-2028, atualmente em implantação, assegurando coerência entre planejamento estratégico, programação governamental e execução das políticas públicas. Em 2025, a SPTrans manteve acompanhamento permanente do contexto da política de transporte municipal e metropolitana, com o objetivo de atualizar informações, alinhar estratégias e garantir a aderência dos planos setoriais às diretrizes vigentes.
Em 2025, o Programa de Metas foi finalizado após a realização de audiências públicas presenciais e consulta pública no Portal Participe+ da PMSP, sendo posteriormente publicado e disponibilizado para consulta online. Para o quadriênio em vigência, foram selecionadas metas prioritárias para o setor de transporte público coletivo e mobilidade urbana, orientando a atuação institucional da SPTrans e da SMT.
Para o quadriênio em vigência foram selecionadas como prioritárias as seguintes Metas para o setor do transporte público coletivo e mobilidade urbana, cujas destacadas, no total de 12, têm a participação da SMT/SPTrans como responsáveis pela execução.
Metas do PdM 2025-2028 | Mobilidade e Infraestrutura
Tabela 5 - Metas do PdM 2025-2028 – PMSP
Fonte: Gerência de Planejamento Estrutural
O Planejamento Estratégico da SPTrans é estruturado a partir da metodologia do Balanced Scorecard – BSC. A utilização das perspectivas do BSC no Planejamento Estratégico permite à SPTrans estabelecer uma visão integrada de desempenho, assegurando o alinhamento entre estratégia, metas, indicadores e iniciativas, bem como o monitoramento sistemático dos resultados.
Foi definido o conjunto inicial de 72 metas finalísticas, desdobradas em 114 ações a serem monitoradas, que orientam a atuação institucional da Companhia no Ciclo 2025-2028, conforme gráfico a seguir.
Fonte: Superintendência de Planejamento e Avaliação de Mobilidade
O gráfico a seguir apresenta a comparação da distribuição das metas estratégicas da SPTrans por objetivo estratégico, nos ciclos 2021-2024 e 2025-2028, evidenciando mudanças relevantes no foco estratégico da SPTrans, ao longo do tempo.
Fonte: Superintendência de Planejamento e Avaliação de Mobilidade
Na comparação entre os ciclos, fica evidenciada a evolução da estratégia corporativa da SPTrans, com a transição de um foco predominantemente interno e operacional para uma abordagem mais equilibrada, orientada ao cidadão, à imagem institucional e à sustentabilidade da gestão no médio e longo prazo.
Os gráficos a seguir, apresentam o Percentual de Execução das Ações/Ano e o Grau de Completude das Metas.
Fonte: Superintendência de Planejamento e Avaliação de Mobilidade
Fonte: Superintendência de Planejamento e Avaliação de Mobilidade
Sob a orientação da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte – SMT, a SPTrans elabora, atualiza e implementa planos, estudos e projetos que integram o planejamento da rede de transporte coletivo público do Município de São Paulo – MSP, assegurando sua compatibilização com os planos e projetos da Prefeitura, do Governo do Estado e do Governo Federal. Essa atuação visa garantir conformidade com as políticas públicas, diretrizes de desenvolvimento urbano, ordenamento territorial e mobilidade urbana, promovendo uma abordagem integrada, sistêmica e alinhada às estratégias de longo prazo da cidade.
Com esse objetivo, são desenvolvidos estudos técnicos, diagnósticos, modelagens e propostas estruturantes que subsidiam a formulação de projetos e ações voltadas à qualificação do transporte coletivo público urbano, ao aumento da eficiência operacional, à melhoria da acessibilidade e à ampliação da atratividade do sistema, em consonância com os princípios da sustentabilidade, inclusão social e eficiência no uso do espaço urbano.
Planos Setoriais e Legislação Urbana
A atuação da SPTrans no planejamento, monitoramento e apoio à implementação dos principais instrumentos de política urbana e de mobilidade demonstra alinhamento consistente com os princípios de transparência, responsabilidade pública, gestão baseada em evidências e foco no impacto social e ambiental. A integração entre planejamento urbano, mobilidade, uso do solo e desenvolvimento econômico evidencia uma abordagem sistêmica e de longo prazo, orientada à promoção da eficiência no uso dos recursos públicos, à redução de externalidades negativas, como congestionamentos e emissões, e à ampliação do acesso equitativo aos serviços de transporte.
Em 2023, foi realizada a revisão intermediária programada do PDE, promulgada pela Lei Municipal nº 17.975, de 8 de julho de 2023. Essa revisão manteve as diretrizes estruturantes do Plano, seu período de vigência e o eixo central de articulação entre uso do solo e transporte, promovendo ajustes pontuais em dispositivos legais, quadros e mapas, de modo a atualizar e aperfeiçoar o instrumento sem descaracterizar sua estratégia original.
A participação ativa na elaboração, revisão e monitoramento do PDE, revisado em 2023, do PlanMob e do Programa de Metas reforça o compromisso institucional com processos participativos, com a prestação de contas à sociedade e com a melhoria contínua das políticas públicas.
Projetos em parceria com o Governo do Estado de São Paulo para Integração Física dos Sistemas Municipal e Metropolitano de Transporte em São Paulo
Os Serviços de Transporte de São Paulo compreendem, além das linhas de ônibus municipais, as linhas de metrô, de trem metropolitano e de ônibus intermunicipais, que conectam a Capital aos demais municípios da Região Metropolitana de São Paulo – RMSP.
Nesse contexto, a SPTrans atua de forma articulada com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos – STM, a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM (e suas concessionárias) e, no que se refere às linhas intermunicipais, com a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo – ARTESP, assegurando alinhamento técnico e institucional entre o sistema municipal e os sistemas metropolitanos.
No âmbito da atuação integrada, são analisadas e acompanhadas ações relacionadas à implantação e requalificação de corredores e Terminais de ônibus, criação e adequação de baias, dimensionamento de infraestrutura, ajustes no viário interno e externo de Terminais e estações metropolitanas, revisão de circulações operacionais e aprimoramento da integração física entre os modais.
A articulação institucional é operacionalizada por meio de reuniões técnicas presenciais e virtuais, grupos de trabalho interinstitucionais, vistorias conjuntas em campo e acompanhamento sistemático das áreas de intervenção. Esse modelo de governança colaborativa fortalece o planejamento integrado, assegura maior previsibilidade na implantação das ações e contribui para a entrega de soluções consistentes, com foco na eficiência da gestão pública, na redução de riscos e na melhoria contínua da experiência do usuário.
Cooperação Técnica Metropolitana: Participação no Comitê Diretor de Transporte Integrado – CDTI
A atuação da SPTrans no âmbito do CDTI reforça o modelo de governança colaborativa adotado pelo Município, contribui para a redução de sobreposições e conflitos entre intervenções estaduais e municipais, amplia a previsibilidade na execução de projetos estruturantes e fortalece a coerência entre planejamento e operação, em benefício da eficiência do sistema e da qualidade do serviço prestado à população.
O CDTI está estruturado em quatro Câmaras Temáticas, dentre as quais se destaca a Câmara de Planejamento de Transportes, responsável pela análise e compatibilização de ações com impacto direto na rede de mobilidade. No exercício de 2025, a SPTrans participou ativamente das reuniões técnicas dessa Câmara, contribuindo para a avaliação, articulação e compatibilização de projetos e intervenções com impacto sobre o sistema de transporte por ônibus, com foco na mitigação de riscos operacionais, na otimização da implantação das obras, na preservação da continuidade do serviço e na melhoria da integração entre os modais.
A SPTrans atua de forma sistemática no âmbito do Comitê Diretor de Transporte Integrado – CDTI na análise e discussão de projetos das Companhias do Metropolitano de São Paulo – Metrô e Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM e da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo – ARTESP, com o objetivo de assegurar a adequada integração física, funcional e operacional entre os sistemas metroviário, ferroviário metropolitano e o de ônibus municipais, assim como de projetos de novos Corredores e/ou Terminais de Ônibus Intermunicipais, ampliações e reformas de infraestrutura existente que estejam inseridas no perímetro municipal ou que interfiram na operação do sistema municipal. Essa atuação busca antecipar impactos, mitigar riscos de descontinuidade operacional e maximizar os benefícios das intervenções para os usuários do transporte público.
A atuação da SPTrans nesse processo contribui para a entrega de soluções integradas, orientadas à eficiência do Sistema de Transporte, à melhoria da experiência do usuário e à ampliação do acesso da população aos serviços de transporte coletivo, em consonância com os princípios de planejamento integrado, gestão de riscos e gestão orientada a resultados.
Projetos em Cooperação Técnica: SPTrans – Metrô
Linha 2 – Verde (extensão em implantação e trechos em projeto)
Em 2025, as discussões abrangeram, em especial, as interfaces entre a extensão da Linha 2 – Verde e as obras do futuro Corredor Aricanduva (BRT), bem como a integração com as futuras estações Aricanduva, Penha de França e Gabriela Mistral, além da extensão Dutra, incluindo a definição da localização da estação Fernão Dias e do Pátio Paulo Freire. Essas análises tiveram como foco a mitigação de riscos de sobreposição de intervenções, a preservação da continuidade do atendimento por ônibus, a adequada organização dos fluxos de embarque e desembarque e a otimização da integração intermodal.
No que se refere à extensão da Linha 2 – Verde no sentido Oeste, foram realizadas tratativas específicas sobre a localização de paradas de ônibus, a reorganização da circulação viária e a integração de passageiros no entorno da futura estação Cerro Corá, visando compatibilizar diretrizes de projeto, minimizar impactos operacionais e assegurar acessibilidade, segurança e eficiência na integração entre os modos.
A atuação da SPTrans nessas tratativas contribui para o alinhamento entre planejamento e execução das obras, para a redução de riscos associados à implantação de grandes empreendimentos de infraestrutura, para a racionalização de investimentos públicos e para a entrega de soluções integradas, orientadas à eficiência do sistema e à melhoria da experiência do usuário, em consonância com os princípios de governança, planejamento integrado e gestão orientada a resultados.
Linha 4 – Amarela (extensão em projeto)
A atuação da SPTrans concentra-se na análise técnica dos efeitos da nova infraestrutura metroviária sobre o sistema de ônibus municipal, incluindo a redistribuição de demanda, a necessidade de ajustes na rede, a reconfiguração de itinerários, a adequação de pontos de parada e a reorganização dos fluxos de embarque e desembarque. Essas avaliações visam antecipar impactos operacionais e maximizar os benefícios da integração entre os modos.
Linha 6 – Laranja (em implantação)
A SPTrans, em conjunto com a Companhia de Engenharia de Tráfego – CET, participou ativamente da elaboração de análises técnicas e estudos relativos aos projetos de Terminais de Ônibus associados às novas estações, bem como das interfaces de integração com as lines de ônibus municipais. Essa atuação teve como objetivo assegurar a adequada integração física e operacional entre o sistema metroviário e o sistema sobre pneus, antecipando impactos e mitigando riscos à continuidade e à eficiência da operação.
Dentre os estudos desenvolvidos, destacam-se o projeto funcional para atendimento e as estimativas de volume de passageiros no entorno do futuro terminal da estação João Paulo I; o projeto funcional e as análises de acessibilidade e acesso viário ao terminal da estação Brasilândia; e o levantamento de linhas de ônibus, associado ao projeto funcional do terminal junto à futura estação Maristela, anteriormente denominada Vila Cardoso. Esses trabalhos subsidiaram a definição de layouts, dimensionamento de áreas operacionais e organização dos fluxos de embarque e desembarque, com foco em segurança, acessibilidade e eficiência operacional.
Adicionalmente, foram realizadas avaliações operacionais e análises técnicas dos projetos de geometria viária no entorno das futuras estações Santa Marina, Água Branca, Sesc Pompéia e PUC, visando compatibilizar as intervenções viárias com a circulação dos ônibus, reduzir conflitos de tráfego, melhorar a fluidez operacional e assegurar condições adequadas de integração entre os modais. No caso da Estação Santa Marina, foi considerada de forma específica a conexão com o corredor de ônibus Inajar–Rio Branco–Centro, ao longo da Avenida Marquês de São Vicente, em articulação com a Estação de Transferência Pedro Corazza, de modo a garantir a adequada integração física, funcional e operacional entre o metrô e o sistema de ônibus estruturador da região.
A atuação conjunta da SPTrans e da CET nesse processo contribui para o alinhamento entre planejamento e execução das obras, para a racionalização de investimentos públicos, para a redução de riscos associados à implantação de novas infraestruturas e para a entrega de soluções integradas, orientadas à eficiência do sistema e à melhoria da experiência do usuário, em consonância com os princípios de governança colaborativa, planejamento integrado e gestão orientada a resultados.
Linha 15 – Prata (extensão em implantação)
A SPTrans cooperou com a elaboração de estudos técnicos necessários ao desenvolvimento dos projetos de extensão da Linha 15 na direção Leste, até as futuras estações Boa Esperança e Jacu-Pêssego, bem como na direção Centro, até a Estação Ipiranga, com integração à Linha 10 – Turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM.
Linha 17 - Ouro (em implantação)
A SPTrans, em cooperação com a Companhia de Engenharia de Tráfego – CET e empresa de consultoria especializada contratada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, participou da compatibilização técnica entre o projeto da estação Chucri Zaidan e o Terminal Água Espraiada, com vistas à adequada integração física, funcional e operacional entre os dois modos de transporte.
Adicionalmente, foram realizados estudos técnicos para a análise e reconfiguração das paradas de ônibus ao longo da Avenida Jornalista Roberto Marinho, considerando os impactos das obras e da futura operação da Linha 17 – Ouro, com o objetivo de preservar a continuidade do atendimento, reduzir interferências no tráfego, otimizar a localização dos pontos de parada e melhorar a experiência dos usuários durante e após a implantação do empreendimento.
Linha 19 - Celeste (planejada)
A SPTrans realizou representação técnica no Comitê Diretor de Transporte Integrado – CDTI, participando das reuniões do subgrupo responsável pela implantação da Linha 19 – Celeste, com foco no acompanhamento sistemático do projeto, na articulação interinstitucional e na compatibilização das interfaces com o sistema de ônibus municipal.
Além da participação nas reuniões do subgrupo, a SPTrans, em parceria com a Companhia de Engenharia de Tráfego – CET, atuou na análise operacional dos projetos básicos, dos desvios de tráfego e dos aspectos da situação final nas regiões de Jardim Julieta, São Bento e Anhangabaú, incluindo estudo específico do entorno do Terminal Bandeira e da área dos Correios.
Linha 20 Rosa (planejada)
Representação técnica nas reuniões do subgrupo da câmara temática da Linha 20 – Rosa no CDTI que tratam do projeto de implantação dessa linha. A SPTrans trabalhou nas avaliações de pré-dimensionamento das futuras estações Livieiro, Cursino, Abraão de Morais e Indianópolis. Outro tema que esteve em debate foi a localização da futura estação Cerro Corá que fará a conexão entre a Linha 20 – Rosa e a Linha 2 – Verde. Todas as estações da Linha 20 atualmente têm projetos em desenvolvimento pelo Metrô e estão em discussão com a SPTrans.
Linha 22 Marrom (planejada)
A SPTrans participou das reuniões do Subgrupo do Comitê Diretor de Transporte Integrado – CDTI da Linha 22 – Marrom, com foco no acompanhamento dos estudos de traçado da linha, a articulação interinstitucional e na compatibilização das interfaces com o sistema de ônibus municipal. No período, foram abordados, entre outros temas, a continuidade da diretriz do Terminal Monte Belo, na região da Rodovia Raposo Tavares, os projetos básicos com definição e localização das estações ao longo do traçado, desde Cotia até o bairro do Sumaré, bem como a apresentação de informações operacionais da linha pela Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô. A atuação da SPTrans nas discussões técnicas busca maximizar os benefícios dessa interligação, otimizar a reorganização das linhas de ônibus no entorno das futuras estações e minimizar impactos sobre a operação existente.
Projetos em Cooperação Técnica: SPTrans – CPTM
Linha 9 – Esmeralda (extensão em implantação)
A extensão Sul da Linha 9 – Esmeralda foi concluída com a operação normal e regular da estação Varginha a partir de outubro de 2025. Com a inauguração da estação seguem as tratativas para a implantação do terminal de ônibus anexo. Nesse sentido foi realizada atualização dos estudos referentes à implantação do futuro terminal junto à estação, com a participação de técnicos da CPTM e da SPTrans. Foram realizadas vistorias às obras do futuro terminal, assim como a atualização preliminar do modelo operacional proposto e estimativa da população beneficiada.
A extensão Sul da Linha 9 Esmeralda foi concluída, com início da operação normal e regular da estação Varginha a partir de outubro de 2025. Com a entrada em operação da estação, foram intensificadas as tratativas para a implantação do terminal de ônibus anexo, com foco na integração física, funcional e operacional entre o sistema ferroviário metropolitano e o sistema de ônibus municipais.
Foi realizada a atualização dos estudos técnicos referentes à implantação do futuro terminal junto à estação, com a participação de equipes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM e da SPTrans. Essas análises abrangeram a revisão do layout funcional, a organização dos fluxos de embarque e desembarque, a adequação do viário de acesso e a compatibilização das circulações operacionais, visando antecipar impactos, mitigar riscos e assegurar acessibilidade, segurança e eficiência na integração entre os modos.
Adicionalmente, foram vistorias técnicas às obras do futuro terminal, bem como a atualização preliminar do modelo operacional proposto e a estimativa da população beneficiada. Esses insumos subsidiam o planejamento da oferta, a reorganização das linhas de ônibus no entorno da estação e a priorização de investimentos, contribuindo para a racionalização do uso da infraestrutura existente e para a ampliação do acesso da população aos serviços de transporte coletivo.
Projetos em Cooperação Técnica: SPTrans – Artesp/EMTU
Corredor BRT ABC
O Corredor BRT ABC é um projeto estruturador de ligação entre os municípios de São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul e a Estação Tamanduateí (Metrô e CPTM), com terminal de ônibus anexo no Município de São Paulo. O empreendimento substituiu a proposta anterior de ligação por monotrilho (antiga Linha 18 – Bronze) e constitui eixo estratégico de integração metropolitana e de requalificação da mobilidade no eixo sudeste da Região Metropolitana de São Paulo.
Para o desenvolvimento do projeto, foi instituída, no âmbito do Comitê Diretor de Transporte Integrado – CDTI, uma Câmara Temática específica do BRT ABC, com representação técnica da SPTrans. Essa instância tem como finalidade a articulação interinstitucional, a compatibilização de diretrizes e a coordenação das interfaces entre os sistemas municipais e metropolitanos de transporte.
As obras do novo corredor metropolitano foram iniciadas em 2022 e tiveram continuidade em 2025. No período, a SPTrans participou da elaboração de estudos técnicos para o pré-dimensionamento do futuro Terminal Tamanduateí e para a definição das estratégias de integração com o Terminal Sacomã do Expresso Tiradentes, ambos com alocação de linhas municipais de São Paulo.
O Corredor BRT ABC será integrado à Linha 10 – Turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, à Linha 2 – Verde do Metrô e ao sistema Expresso Tiradentes, configurando-se como eixo estruturador de redistribuição de demanda, ampliação da capilaridade do sistema e fortalecimento da intermodalidade. A atuação da SPTrans nesse processo busca maximizar os benefícios dessa integração, otimizar a reorganização das linhas municipais no entorno dos Terminais e reduzir impactos sobre a operação existente.
Planos e Projetos Urbanos em Cooperação Técnica: SPTrans – PMSP
Projetos em Cooperação Técnica: SPTrans – CET
Faixas Exclusivas
As ações de implantação e requalificação de faixas exclusivas visam ampliar a velocidade operacional dos ônibus, aumentar a regularidade e a confiabilidade do serviço, reduzir tempos de viagem e contribuir para a atratividade do transporte coletivo, com impactos diretos sobre a qualidade da experiência do usuário, a inclusão territorial e a redução de externalidades negativas do transporte individual.
A análise da viabilidade de implantação e de melhorias na sinalização das faixas exclusivas é parte de um esforço coordenado de cooperação entre a SMT, a SPTrans e a CET, no sentido da unificação de uma política de mobilidade e transporte que atenda às diretrizes do Plano de Mobilidade Urbana de São Paulo – PlanMob. Assim, foram realizados estudos e emitidos pareceres técnicos para desativação, ampliação ou modificação do horário de diversas faixas existentes, bem como identificados e selecionados novos trechos para implantação.
Faixa exclusiva de ônibus na Av. 23 de Maio - SP Foto: Renato S. Cerqueira / Fonte: Agência Estado
O sistema viário da Cidade possui cerca de 20 mil quilômetros de extensão, dos quais aproximadamente 4.600 quilômetros são percorridos pelo serviço municipal de ônibus, o que representa cerca de 23% de cobertura do sistema viário total. Considerando ainda os cerca de 135 quilômetros de corredores municipais, 15 quilômetros de corredores metropolitanos em operação e os 590 quilômetros de faixas exclusivas, São Paulo dispõe de aproximadamente 740 quilômetros de vias com prioridade ao transporte coletivo, o que corresponde a cerca de 4,0% da malha viária da cidade. Esse percentual configura o maior volume de vias dedicadas ao transporte por ônibus no país, consolidando São Paulo como referência nacional em políticas de priorização do transporte coletivo no viário urbano.
Faixas Exclusivas em São Paulo
Fonte: SPTrans/CET
Dentre outras colaborações e parcerias com a CET em 2025, podem ser destacadas: a duplicação da Av. Paulo Guilguer Reimberg; a duplicação do trecho Sul da Estrada do M’Boi Mirim; o estudo do viário no entorno do Museu de Arte de São Paulo - MASP, incluindo a Rua Carlos Comenale e levantamentos de informações operacionais para a Rua Sena Madureira. Ainda em parceria com a CET foram avaliadas pesquisas volumétricas para o VLT na área central.
Sistema SICLO
Continua em implantação o Sistema Cicloviário do Município de São Paulo – SICLO, nesta etapa a SPTrans colaborou com a avaliação do projeto de lei encaminhado pela CET e PMSP, que visa a regulamentação da Lei Municipal nº 16.885/2018, que criou o SICLO. Ainda sob essa temática foram analisadas propostas de implantação de ciclofaixas de lazer na Subprefeitura Mooca.
Projetos em Cooperação Técnica: SPTrans – SIURB e SPObras
A SPTrans e a SIURB mantêm diversos projetos desenvolvidos conjuntamente, com destaque para o planejamento, projeto e construção de corredores de ônibus. Em 2025, a SPTrans prestou suporte técnico à SIURB e à SPObras em projetos viários estratégicos, com foco na análise de interfaces com o Sistema de Transporte, na avaliação de impactos operacionais e na compatibilização das intervenções com a rede de transporte coletivo.
Como exemplos de intervenções viárias analisadas no período, destacam-se:
Parque Linear da Avenida Jornalista Roberto Marinho;
Ligação Viária Pirituba – Lapa;
Ponte Graúna–Gaivotas (Represa Billings);
Boulevard Juscelino Kubitschek;
Avenida Celso Garcia (Meta 17 do Programa de Metas); e
Requalificações Viárias – Avenidas Amador Bueno da Veiga, Imirim e Interlagos (Metas 19, 20 e 22).
A participação da SPTrans nesses processos reforça o modelo de governança colaborativa adotado pelo Município, contribui para o alinhamento entre planejamento e execução das obras, reduz riscos associados à implantação de grandes intervenções viárias e assegura que os investimentos em infraestrutura urbana estejam orientados à eficiência do Sistema de Transporte, à melhoria da experiência do usuário e à promoção da mobilidade sustentável.
Projetos em Cooperação Técnica: SPTrans – SMUL e SPUrbanismo
Bonde SP
A SPTrans deu continuidade, em 2025, à colaboração técnica para a elaboração do projeto Bonde SP, iniciativa voltada a implantação de um novo sistema de transporte coletivo utilizando veículos leves elétricos, no contexto de um projeto mais amplo de requalificação e revitalização das áreas centrais do Município. O Projeto Bonde SP representa oportunidade estratégica de diversificação da matriz de transporte, de indução à mobilidade sustentável, de requalificação urbana e de fortalecimento da atratividade do transporte coletivo na região central da cidade. A cooperação intersecretarial entre SPTrans, SMUL e SPUrbanismo reforça o modelo de governança integrada adotado pelo Município, contribui para o alinhamento entre planejamento urbano e planejamento da mobilidade e amplia a capacidade institucional de entrega de soluções inovadoras orientadas à eficiência, à inclusão e à melhoria da experiência do usuário.
A proposta está estruturada em dois itinerários circulares ao longo das principais vias da região central da Cidade e na implantação de um pátio de manobras nas proximidades do Rio Tamanduateí, na Avenida do Estado. Os dois circuitos previstos são a Linha I – Sibipiruna (anteriormente denominada Linha Vermelha) e a Linha II – Jequitibá (anteriormente denominada Linha Azul), concebidos para promover a conexão entre polos de atração, equipamentos urbanos e áreas de interesse cultural, comercial e institucional do Centro.
Imagem: Bonde SP na área Central Estudos de viabilidade/Fonte: SMUL
Com o objetivo de subsidiar tecnicamente o projeto desenvolvido pela SMUL, em 2025 foi realizado estudo em colaboração entre a SPTrans e a Companhia de Engenharia de Tráfego – CET, voltado à definição da localização de pontos de pesquisa para contagem volumétrica veicular, visando avaliar as condições de circulação, os padrões de tráfego e os potenciais impactos da implantação do sistema sobre o viário existente. Paralelamente, a SPTrans acompanhou o processo de publicação da Proposta de Manifestação de Interesse – PMI, assegurando alinhamento institucional e monitoramento das etapas do projeto.
No mesmo exercício, a SPTrans desenvolveu estudos específicos para a integração do Bonde SP ao sistema municipal de transporte por ônibus, com foco na articulação entre os serviços e na racionalização da oferta. Foi elaborada proposta operacional detalhada para as linhas municipais que se integram ou interagem com os traçados previstos para o Bonde SP, considerando ajustes de itinerário, seccionamento, unificação de linhas com características similares, eliminação de sobreposições e reorganização da oferta, quando necessário.
A abordagem adotada buscou otimizar o uso da infraestrutura existente, reduzir redundâncias, melhorar a eficiência operacional, ampliar a legibilidade da rede e assegurar uma integração funcional e equilibrada entre os modos, contribuindo para a mitigação de riscos operacionais e para a qualificação da experiência do usuário.
A atuação da SPTrans nesse processo tem se concentrado na análise da compatibilidade das propostas com a rede de transporte por ônibus, na avaliação das interfaces operacionais, na estimativa de demanda potencial, na organização dos fluxos de integração modal e na verificação dos impactos sobre a circulação viária e sobre o atendimento aos usuários. Esta participação visa assegurar que as soluções em desenvolvimento estejam alinhadas às necessidades operacionais do sistema de transporte coletivo, às diretrizes de mobilidade urbana e aos objetivos de qualificação do espaço público.
O Projeto Bonde SP configura-se, assim, como oportunidade estratégica de diversificação da matriz de transporte, indução à mobilidade sustentável, requalificação urbana e fortalecimento da atratividade do transporte coletivo na região central da Cidade.
Imagem: Bonde SP área Central – Volumes de embarque e desembarque em linhas centrais / Fonte: SPTrans
Boulevard Marquês de São Vicente
Em 2025, a SPTrans colaborou com o desenvolvimento do projeto do Boulevard Marquês de São Vicente, via equivalente ao antigo Apoio Sul da Marginal Tietê. A proposta da SPUrbanismo prevê a continuidade da Avenida Marquês de São Vicente e sua extensão até as proximidades da Penha, configurando uma nova ligação viária estruturadora entre a Lapa de Baixo e a Penha. O novo viário deverá assegurar a prioridade ao transporte coletivo, em conformidade com as diretrizes do Plano Diretor Estratégico – PDE 2014 e sua Revisão 2023.
A proposta viária contempla a utilização de parte da área da SPTrans conhecida como Complexo Santa Rita. Nesse contexto, foram realizadas tratativas técnicas entre a SPTrans e a SPUrbanismo para definição das dimensões das áreas necessárias à abertura da nova via, bem como para a compatibilização do projeto com a manutenção das atividades operacionais atualmente desenvolvidas no Complexo e com a implantação do futuro Centro de Operações – COP da SPTrans.
Teleférico
Em 2025, a SPTrans prestou suporte técnico à SPUrbanismo no desenvolvimento de estudos voltados à melhoria da acessibilidade em equipamentos urbanos notáveis e em bairros de difícil acesso, por meio da avaliação de soluções de transporte por teleférico urbano. A atuação concentrou-se na análise de viabilidade operacional, na estimativa de carregamento do modo em função da capacidade ofertada e na avaliação da demanda potencial das áreas de influência, com base em dados da Pesquisa Origem e Destino 2023.
Os estudos incluíram a elaboração de cenários e a análise de alternativas para subsidiar a tomada de decisão quanto à adoção dessa tecnologia em contextos urbanos com restrições topográficas, baixa conectividade viária e elevada vulnerabilidade social, visando ampliar a capilaridade do sistema, reduzir tempos de deslocamento e promover inclusão territorial.
No âmbito da proposta do Teleférico Brasilândia, apresentada pela SPUrbanismo para implantação de teleférico na região da Brasilândia, com integração à Linha 6 – Laranja do Metrô, a atuação concentrou-se na análise de viabilidade operacional, na estimativa de carregamento do modo em função da capacidade ofertada e na avaliação da demanda potencial das áreas de influência, com base em dados da Pesquisa Origem e Destino 2023, bem como a construção de cenários para macrossimulação de alternativas de atendimento. As análises consideraram padrões de deslocamento, geração e atração de viagens, redistribuição de demanda e impactos sobre a rede de ônibus municipal, com vistas a antecipar efeitos operacionais, mitigar riscos de sobreposição de oferta e assegurar integração funcional entre os modos.
Projetos Viários e de Espaços Abertos
A SPTrans, prestou, ainda, suporte técnico em estudos voltados à remodelação, requalificação e ativação de espaços urbanos, incluindo propostas de uso e reorganização do entorno de corredores de ônibus e áreas estratégicas da Cidade. A atuação teve como foco a análise das interfaces com o sistema de transporte coletivo, a avaliação de impactos sobre a circulação, a acessibilidade e a mobilidade ativa, bem como a compatibilização das intervenções com as necessidades operacionais da rede de ônibus municipal.
Estação Bruno Covas – Mendes – Vila Natal
Largo da Batata
Viaduto Diário Popular
Regulamentação da ZEP e ZEUP
Operações Urbanas Consorciadas e Planos de Intervenção Urbana
A SPTrans presta suporte técnico às Operações Urbanas Consorciadas – OUC e aos Planos de Intervenção Urbana – PIU elaborados pela Prefeitura do Município de São Paulo – PMSP, contribuindo de forma estruturante para a qualificação das propostas de transporte público coletivo e mobilidade urbana em áreas objeto de intervenções urbanísticas estratégicas. Esta participação é fundamental para assegurar que o desenho urbanístico e as diretrizes de ocupação do solo sejam compatíveis com a capacidade de atendimento do sistema de transporte coletivo, promovendo coerência entre adensamento, oferta de infraestrutura e acessibilidade, além de mitigar riscos de sobrecarga operacional e de degradação da qualidade do serviço.
No âmbito das Operações Urbanas e dos PIU, o papel da SPTrans consiste em defender os interesses do transporte coletivo público frente às demais demandas da gestão municipal e às contribuições apresentadas por representantes da sociedade civil, que participam das audiências públicas, consultas e grupos de trabalho desses instrumentos. A atuação busca assegurar que as propostas incorporem soluções adequadas de mobilidade, priorização do transporte coletivo, integração modal e qualificação do espaço público.
Operações Urbanas Consorciadas – OUC
As Operações Urbanas Consorciadas – OUC configuram-se como instrumentos de intervenção urbana de grande porte e de longo prazo, envolvendo de forma integrada a maioria das secretarias municipais, com o objetivo de promover transformações urbanas profundas, estruturantes e de impacto territorial significativo. Estes processos demandam coordenação intersetorial, planejamento integrado e governança robusta, dada a complexidade das intervenções e a multiplicidade de interesses envolvidos.
As OUC incorporam, em seu escopo, elementos urbanos estruturantes, incluindo: planos de intervenção viária, geralmente amparados por leis de alinhamento específicas; propostas de revisão dos parâmetros urbanísticos de uso e parcelamento do solo; e planos urbanísticos integrados destinados a orientar a transformação de amplos territórios urbanos, abrangendo tanto o perímetro da Operação quanto suas áreas de influência.
A participação da SPTrans nas Operações Urbanas Consorciadas – OUC contribui para o alinhamento entre planejamento urbano, financiamento da infraestrutura e planejamento da mobilidade, para a mitigação de riscos de desequilíbrio entre adensamento e oferta de transporte, para a racionalização do uso de recursos públicos e para a promoção de uma Cidade mais acessível, eficiente e inclusiva.
Em 2025, a SPTrans acompanhou os desdobramentos dos anúncios de venda de Certificados de Potencial Adicional de Construção – CEPAC das Operações Urbanas, avaliando os potenciais impactos sobre a geração de recursos para aplicação em transporte coletivo por meio do Fundo de Desenvolvimento Urbano – FUNDURB, bem como eventuais alterações nos planos de obras viárias associadas.
Operações Urbanas no Município de São Paulo / Fonte: PMSP
Sobreposição de áreas ao longo dos EETU e perímetros das OUC / Fonte: PMSP – SPUrbanismo
Atualmente estão em andamento as seguintes Operações Urbanas:
OUC – Água Branca;
OUC – Água Espraiada;
OUC – Faria Lima;
OUC – Bairros do Tamanduateí; e
Operação Urbana Centro.
Planos de Intervenção Urbana – PIU
Os Planos de Intervenção Urbana – PIU possuem escala territorial mais localizada e destinam-se a formular soluções específicas para setores da cidade que demandam atenção diferenciada, seja em função de processos de degradação urbana, subutilização do espaço, conflitos de uso, necessidade de requalificação de equipamentos públicos ou de reorganização da mobilidade. Estes instrumentos envolvem, entre outras ações, a estruturação de parcerias para a gestão de equipamentos e próprios municipais, o redesenho urbano, a recuperação de áreas degradadas, intervenções pontuais em perímetros de Operações Urbanas, o desenvolvimento de projetos de melhorias viárias e a compatibilização de intervenções setoriais.
A atuação da SPTrans nesses processos tem como objetivo assegurar que as propostas de intervenção urbana sejam compatíveis com a capacidade de atendimento do sistema de transporte, promovam a priorização do transporte coletivo, garantam a acessibilidade universal e contribuam para a melhoria da experiência do usuário, além de mitigar riscos operacionais decorrentes de alterações no uso e ocupação do solo.
Em 2025, os Planos de Intervenção encontravam-se divididos nos seguintes grupos:
Em desenvolvimento pela SMUL e SPUrbanismo: PIU Arco Tietê; PIU Arco Leste; PIU Polo Barra Funda;
Em tramitação no Poder Legislativo: PIU Arco Pinheiros; PIU Ginásio do Ibirapuera;
Em fase de regulamentação pela PMSP: PIU Setor Central; PIU Vila Leopoldina – Villa Lobos; PIU Arco Jurubatuba; PIU Bairros do Tamanduateí;
Em fase de implantação pela PMSP: PIU NESP (imp.); PIU Pacaembu (imp.);
Concluídos e ainda não implantados: PIU Anhembi; PIU Princesa Isabel;
Em espera, temporariamente suspensos ou descontinuados: PIU Jockey Club; PIU Minhocão; PIU Nações Unidas; PIU Rio Branco; PIU Terminal Campo Limpo; Terminal Capelinha; PIU Vila Olímpia.
No âmbito dos desdobramentos mais recentes dos Planos de Intervenção Urbana relacionados à atuação da SPTrans sobre o Sistema de Transporte, podem ser destacados: PIU Polo Barra Funda, PIU Arco Leste e PIU Arco Tietê.
Corredores Exclusivos de Ônibus – SPTrans
Do ponto de vista ambiental, os corredores contribuem para a redução das emissões de poluentes locais e de gases de efeito estufa ao priorizarem o transporte coletivo de alta capacidade, estimularem a migração modal do transporte individual para o coletivo e potencializarem os ganhos decorrentes da renovação da frota com veículos de matriz energética mais limpa. Ao reduzir tempos de viagem e períodos de marcha lenta, também colaboram para a diminuição do consumo energético e da poluição sonora, reforçando o compromisso com a sustentabilidade ambiental e a mitigação dos impactos da mobilidade sobre o clima e a saúde pública.
Sob a ótica social, os corredores ampliam o acesso da população — especialmente dos grupos mais dependentes do transporte público — às oportunidades de emprego, educação, saúde e serviços, promovendo inclusão, equidade territorial e redução das desigualdades no acesso à cidade. Por meio da qualificação dos pontos de parada, da melhoria das condições de acessibilidade universal e da integração com os modos ativos, contribuem para a segurança, o conforto e a autonomia de pessoas com deficiência, idosos e demais usuários com mobilidade reduzida.
Além disso, os corredores são elementos estratégicos para a integração física e funcional com os sistemas de alta capacidade sobre trilhos, fortalecendo a intermodalidade, a racionalização da rede e o uso eficiente dos recursos públicos, em consonância com princípios de planejamento responsável e gestão orientada por evidências. Sua implantação está associada a processos de planejamento, avaliação técnica, acompanhamento de desempenho e participação social, reforçando a transparência, a prestação de contas e a boa governança na condução das políticas públicas de mobilidade.
Por se tratar de infraestruturas permanentes no tecido urbano, reconhecidas pelos usuários e consolidadas como referências espaciais e funcionais na cidade, os corredores são concebidos de forma a assegurar a melhor inserção urbana possível. Neste sentido, incorporam soluções de qualificação paisagística e arquitetônica, promovem a requalificação do espaço público, a valorização do entorno urbano e a melhoria da caminhabilidade, contribuindo para cidades mais humanas, seguras e resilientes. Dessa forma, os corredores de ônibus não apenas qualificam o sistema de transporte coletivo, mas também geram valor público de longo prazo, alinhado aos princípios de desenvolvimento sustentável, responsabilidade social e gestão eficiente dos recursos urbanos.
Exemplo de corredor exclusivo de ônibus - Corredor Berrini / Fonte: SPTrans
Propostas para Corredores Previstos no PDE, PdM e PlanMob/SP
A implantação de novos corredores representa um investimento estruturante com elevado retorno social, especialmente quando direcionada a áreas que ainda não dispõem desse tipo de infraestrutura, contribuindo para a redução de desigualdades territoriais no acesso ao transporte coletivo. Ao priorizar o ônibus em corredores dedicados, promove-se maior regularidade, confiabilidade e previsibilidade do serviço, ampliando a atratividade do transporte público, estimulando a migração modal e gerando impactos positivos na qualidade de vida, na inclusão social e na mobilidade cotidiana da população.
A seguir, estão apresentadas as ações referentes aos corredores planejados ou em implantação, as quais estão inseridas nos principais instrumentos de planejamento do Município — Plano Diretor Estratégico (PDE 2014 e sua revisão em 2023), Programa de Metas da gestão 2025–2028 e Plano de Mobilidade Urbana de São Paulo (PlanMob/SP) —, evidenciando o alinhamento entre diretrizes estratégicas, investimentos em infraestrutura e a promoção de uma mobilidade urbana mais eficiente, inclusiva e sustentável.
Corredor BRT Aricanduva (Meta 15 – PdM 2025-2028)
A proposta do Corredor BRT Aricanduva tem como objetivo qualificar de forma estruturante o fluxo de ônibus e o desempenho operacional das linhas que utilizam o eixo viário da Avenida Aricanduva, gerando reflexos positivos em uma ampla área de influência da Zona Leste do Município de São Paulo. A intervenção visa promover maior regularidade, confiabilidade e velocidade operacional, reduzindo tempos de viagem e custos de deslocamento, com impactos diretos na qualidade de vida dos usuários, na produtividade urbana e na atratividade do transporte coletivo. O BRT Aricanduva integra a Meta 15 do Plano de Metas da Prefeitura 2025–2028, evidenciando seu caráter estratégico no conjunto das políticas públicas de mobilidade.
Localização do BRT Aricanduva no Município de São Paulo Fonte: Gerência de Planejamento Estrutural
O projeto conta com financiamento do Banco Mundial (BIRD), tendo a SPTrans participado ativamente das várias missões técnicas voltadas à elaboração do relatório para concessão do empréstimo. Este processo envolveu o levantamento de dados e a sistematização de dados do projeto do corredor e de sua área de influência, análise dos aspectos operacionais, econômico-sociais e ambientais, a definição de indicadores e metas e a simulação das diversas etapas de implantação. Esta abordagem reflete práticas de planejamento orientadas por evidências, avaliação de impactos e gestão responsável dos recursos públicos, em consonância com princípios de transparência, eficiência e prestação de contas.
Em 2025, foram realizadas reuniões técnicas com as Concessionárias do Sistema e com a SPObras, para avaliação dos pontos de intersecção e de integração operacional com o futuro BRT Radial Leste. Esta compatibilização é fundamental para assegurar a continuidade da rede estrutural, a eficiência operacional, a racionalização da oferta e a melhor experiência do usuário, fortalecendo a intermodalidade e o desempenho sistêmico do transporte coletivo.
ITS do BRT Aricanduva
Os sistemas eletrônicos de ITS – Intelligent Transportation System (Sistema Inteligente de Transporte) são componentes essenciais para a modernização e qualificação operacional dos corredores de ônibus, proporcionando aumento significativo da eficiência do transporte coletivo por meio do gerenciamento integrado do tráfego, do controle de prioridade semafórica, do posicionamento preciso dos ônibus nas plataformas, da gestão de diferentes tipologias veiculares e da supervisão em tempo real da operação.
Imagem ilustrativa do futuro BRT Aricanduva Fonte: SPObras
A SPTrans participa da definição conceitual, técnica e funcional dos sistemas de ITS, contribuindo para a elaboração dos requisitos operacionais, especificações técnicas e parâmetros de desempenho, de modo a assegurar a plena aderência desses sistemas às necessidades da operação do transporte coletivo municipal, à lógica da rede estrutural e aos padrões de qualidade do serviço. Esta atuação envolve a definição dos sistemas de controle operacional, informação ao usuário, monitoramento de frota, integração com bilhetagem, comunicação de dados, segurança e apoio à regulação, em articulação com a SPObras responsável pela implantação do projeto.
Os ITS permitem o gerenciamento do tráfego no corredor, a otimização do embarque e desembarque de passageiros, o alinhamento automático dos veículos nas plataformas, a priorização do transporte coletivo nos cruzamentos, bem como a coleta e o tratamento de dados operacionais em tempo real. Estes recursos resultam em maior segurança operacional, pessoal e patrimonial, elevação da qualidade e confiabilidade dos serviços, redução de custos operacionais por meio da automação de processos, otimização da manutenção a partir da contagem de tempos, ciclos e quilometragem, e maior eficiência energética, inclusive na gestão da geração e do consumo de energia nas estações.
Além disso, a atuação da SPTrans na definição dos ITS assegura a compatibilização desses sistemas com as plataformas corporativas de gestão e monitoramento do sistema municipal, potencializando a integração futura com o Centro de Operações – COP e com o Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional – SMGO, ambos em implantação pela SPTrans, e com iniciativas de informação em tempo real ao usuário. Esta abordagem reforça a governança tecnológica, a padronização de soluções, a sustentabilidade dos investimentos e a capacidade de evolução contínua do sistema, garantindo que os corredores implantados estejam preparados para operate com elevados níveis de desempenho, segurança, transparência e qualidade de serviço ao longo de todo o seu ciclo de vida.
Corredor BRT Radial Leste (Meta 16 – PdM 2025-2028)
O Corredor BRT Radial Leste será implantado ao longo do principal eixo viário estruturador da Zona Leste do Município de São Paulo, configurando-se como uma das mais relevantes intervenções de qualificação da mobilidade urbana na região. Com implantação sob responsabilidade da SPObras, essa infraestrutura está inserida na Meta 16 do Plano de Metas da Prefeitura 2025-2028 e será implementada, em sua primeira fase, no trecho central da cidade, entre a região do Parque Dom Pedro II e as proximidades do cruzamento com a Avenida Aricanduva. O Plano de Metas prevê, durante sua vigência, o início da operação do Trecho I e o início das obras do Trecho II, evidenciando o caráter estratégico e estruturante do empreendimento.
Localização do BRT Radial Leste - Trecho 1 no Município de São Paulo / Fonte: Gerência de Planejamento Estrutural
Sob a perspectiva operacional e de integração modal, o BRT Radial Leste permitirá a conexão direta com estações da Linha 3 – Vermelha do Metrô e das Linhas 11 – Coral, 12 – Safira e 13 – Jade da CPTM, ampliando a capilaridade e a eficiência da rede de transporte coletivo. Ao longo do eixo, o corredor também viabilizará a integração com os futuros corredores BRT Aricanduva e Itaquera–Líder, bem como com a futura extensão da Linha 2 – Verde do Metrô, fortalecendo a intermodalidade, a racionalização da rede e o uso eficiente dos recursos públicos, em consonância com princípios de planejamento responsável e gestão orientada por evidências.
Do ponto de vista social, a implantação do BRT Radial Leste contribuirá para a redução dos tempos de deslocamento, aumento da confiabilidade do serviço e melhoria do acesso da população a oportunidades de emprego, educação, saúde e serviços, especialmente em uma região de alta densidade populacional e elevada dependência do transporte público. A priorização do transporte coletivo de alta capacidade promove inclusão, equidade territorial e redução das desigualdades no acesso à cidade, com impactos positivos diretos na qualidade de vida e na mobilidade cotidiana dos usuários.
Imagem ilustrativa do futuro BRT Radial Leste em São Paulo Fonte: Prefeitura de São Paulo
Em 2025, foram realizadas vistorias técnicas conjuntas entre a SPTrans, a CET e a São Paulo Obras – SPObras, voltadas ao esclarecimento de pontos específicos das obras do Trecho I, assegurando a compatibilização entre projeto, operação e condições de circulação no entorno. Para o Trecho II, a SPTrans realizou análises detalhadas dos projetos de geometria viária e de sinalização desenvolvidos pela SPObras, com a elaboração de relatório técnico específico, contribuindo para o aprimoramento da proposta sob a ótica da operação do transporte coletivo e da segurança viária.
Ainda no âmbito do Trecho II, foram discutidos o posicionamento dos pontos de parada previstos em projeto e a supressão de paradas associada à implantação de obras de arte, de forma a avaliar os impactos sobre a acessibilidade dos usuários, os tempos de caminhada, a cobertura do serviço e a qualidade da experiência de viagem. Esta atuação técnica da SPTrans reforça o compromisso com o planejamento orientado por evidências, a defesa do interesse público, a segurança operacional e a centralidade do usuário na concepção da infraestrutura.
Região Leste de São Paulo com o traçado do corredor / Fonte: SPTrans – imagem: Google
Melhorias em Corredores Existentes – SPTrans
A melhoria contínua do desempenho dos corredores de ônibus, por meio do aprimoramento de seus aspectos físicos, operacionais e funcionais constitui atividade sistemática e estratégica da SPTrans. A realização de estudos voltados à reforma e ampliação dessas infraestruturas, à melhoria das condições de acessibilidade, à integração intermodal, ao aperfeiçoamento da operação e à elevação do desempenho operacional tem como finalidade assegurar o adequado dimensionamento da oferta, a regularidade dos serviços e a eficiência na operação das linhas de ônibus.
O Corredor Itaquera–Líder configura-se como uma infraestrutura estratégica de interligação com o futuro BRT Aricanduva e com o Trecho III do futuro BRT Radial Leste, desempenhando papel relevante na articulação da rede estrutural de transporte coletivo da Zona Leste. Ao atravessar os Terminais Carrão e Itaquera, o corredor possibilitará integração direta com a Linha 3 – Vermelha do Metrô, com a Linha 11 – Coral da CPTM, com a Estação de Transferência Itaquera e com o polo regional de comércio e serviços de Itaquera, ampliando a conectividade, a capilaridade e a eficiência do sistema.
Trecho do Corredor Itaquera-Líder em operação – parada com ultrapassagem / Foto: Paulo Guereta / Fonte: SECOM
A maior parte da extensão do corredor foi concluída em 2024, consolidando importante avanço na qualificação da infraestrutura de transporte coletivo na região. Em 2025, a SPTrans realizou a avaliação técnica de traçados complementares entre o trecho existente e a Estação de Transferência Itaquera, com vistas à melhoria da continuidade operacional, à otimização da acessibilidade dos usuários e à plena integração funcional do corredor com os demais eixos estruturais, reforçando a coerência da rede e a qualidade da experiência de deslocamento.
Corredor Itapecerica – João Dias – Santo Amaro (Meta 21)
Constituído eixo estruturante fundamental para a mobilidade da região Sudoeste do Município, conectando áreas de elevada densidade populacional e forte geração de viagens. No período, a SPTrans realizou o acompanhamento técnico das melhorias propostas no âmbito da requalificação do corredor, com foco nas intervenções a serem implantadas no pavimento e nas paradas, visando à melhoria das condições de circulação, acessibilidade, conforto e segurança dos usuários. Estas ações contribuem para a elevação do desempenho operacional, a qualificação da infraestrutura existente e a melhoria da experiência de deslocamento, em consonância com as diretrizes de priorização do transporte coletivo e de requalificação do espaço público.
Corredor Expresso Tiradentes
A SPTrans acompanhou tecnicamente o projeto de extensão da Linha 15 – Prata do Metrô, no trecho compreendido entre a Estação Vila Prudente e a futura Estação Ipiranga da CPTM, avaliando suas interfaces físicas, operacionais e funcionais com o corredor. Esta atuação teve como objetivo assegurar a adequada integração intermodal, a compatibilização dos fluxos de passageiros, a preservação da eficiência operacional do corredor e a qualificação da conectividade entre os sistemas sobre pneus e sobre trilhos, reforçando a racionalidade da rede estrutural de transporte coletivo e a qualidade do atendimento aos usuários.
Terminais de Integração – SPTrans
Os Terminais de Ônibus são componentes fundamentais do Sistema de Transporte. Configuram-se como equipamentos necessários para o desempenho e a integração das linhas, favorecendo os deslocamentos e sua implantação tem potencial para impactos sociais e econômicos positivos aos usuários e para a Cidade.
O desempenho dos Terminais existentes é sistematicamente acompanhado pela SPTrans e, sempre que verificada a necessidade, são realizados estudos com objetivo de identificar oportunidades de implementar melhorias em termos de desempenho e condições de operação.
Projetos de novos Terminais de Ônibus constam dos planos urbanos da Cidade (Revisão do PDE 2014 e PlanMob/SP 2015) e têm horizontes de implantação a médio e longo prazo, a depender do porte, localização e tipo de empreendimento. São realizados estudos com a finalidade de calcular o seu dimensionamento e as melhores condições de acesso e operação, frente às restrições viárias e de topografia. O objetivo é alcançar o melhor desempenho operacional possível das linhas que atendem aos Terminais.
A seguir, estão apresentadas algumas ações realizadas em 2025, referentes aos Terminais existentes e planejados.
Estudos de Novos Terminais Previstos no PDE, PdM e PlanMob
Terminal Itaim Paulista (Meta 25)
O Terminal Itaim Paulista é um dos equipamentos previstos na Revisão 2023 do PDE 2014 e no PlanMob/SP 2015 e está associado aos Corredores planejados Itaim – São Mateus e Celso Garcia (no trecho da Av. São Miguel e Mal. Tito).
Localização do Terminal Itaim Paulista/Fonte: SPTrans imagem: Google
No período, a SPTrans desenvolveu o projeto operacional com reestudo de toda a bacia de alimentação de linhas e pré-dimensionamento físico, com vistas à definição da capacidade, dos fluxos internos e das condições de operação. No contexto do projeto PIU Arco Leste, foi solicitada à SPUrbanismo a alteração das diretrizes viárias da Rua Manuel Barbalho de Lima, junto ao córrego do Lageado, para compatibilização com os projetos elaborados para a implantação do novo Terminal Itaim Paulista.
Realizadas análises técnicas e emitido parecer específico sobre duas propostas recebidas que previam a redução da área originalmente destinada à implantação do terminal. Paralelamente, a SPTrans acompanhou as tratativas técnicas com a SPObras e a CET relativas às alterações no leiaute do projeto do terminal e aos acessos viários, com o objetivo de garantir a adequada inserção urbana, a segurança da circulação, a eficiência operacional e a melhor experiência dos usuários.
Itaim Paulista / Fonte SPTrans
Novo Terminal Itaquera – SPTrans (Meta 24)
Trata-se da implantação no novo Terminal Itaquera, integrado ao Terminal municipal existente e ao terminal metropolitano e da Estação Itaquera do Metrô e da CPTM. No período, foram elaborados estudos técnicos para a implantação desse terminal, visando à integração com os demais equipamentos existentes. Ainda em 2025, nas proximidades do Terminal atual, foram concluídas as obras da denominada fase 1 da implantação, que já representa a ampliação das áreas de plataforma, implantação de passarela, melhoria de acessos e da circulação no setor do terminal, atualmente sob administração da SPTrans. A fase 2 do Terminal está em execução, com continuidade prevista para 2026.
Terminal Itaquera – Passarela da Fase 1 finalizada em 2025/ Fonte: Diário do Transporte
Terminal Itaquera – Fase 2 em construção em 2025/ Fonte: SECOM-PMSP
Terminal Perus (Meta 26)
Em 2025, houve continuidade dos estudos técnicos destinados a subsidiar a retomada da proposta de implantação do Terminal Perus, considerando sua localização estratégica, nas proximidades da Estação Perus da CPTM. As análises têm como objetivo avaliar o dimensionamento, as condições de acesso, a circulação interna, a integração intermodal e a compatibilização com o sistema viário do entorno, de modo a assegurar a viabilidade operacional e a adequada inserção urbana do equipamento.
Localização do futuro Terminal Perus / Fonte: SPTrans – imagem: Google
A implantação do terminal apresenta potencial para qualificar a integração entre o sistema por ônibus e o sistema sobre trilhos, racionalizar a rede de linhas, ampliar a capacidade de atendimento e melhorar a experiência de deslocamento dos usuários na região, contribuindo para a eficiência do sistema, a inclusão territorial e o fortalecimento da rede estrutural de transporte coletivo.
Terminal Pedreira (Meta 27)
Com a inclusão do Terminal Pedreira no Programa de Metas 2025-2028, foram retomados os estudos técnicos destinados à sua viabilização e implantação, reconhecendo-se o caráter estratégico do equipamento para a organização da rede de transporte coletivo na região. No período, foram desenvolvidos novos cenários de simulação operacional, a partir da elaboração de proposta atualizada de reestruturação das linhas, já considerando as condições vigentes do sistema e a operação do Projeto Aquático-SP. As análises contemplaram a avaliação de fluxos, capacidade, integração modal e impactos operacionais, com o objetivo de assegurar o adequado dimensionamento do terminal, a racionalização da oferta e a melhoria da conectividade entre os modais. A implantação do Terminal Pedreira apresenta potencial para qualificar a integração intermodal, ampliar a eficiência do sistema, reduzir tempos de deslocamento e melhorar a experiência dos usuários, em consonância com as diretrizes de planejamento municipal, inclusão territorial e fortalecimento da rede estrutural de transporte coletivo.
Terminal Cocaia (Meta 28)
Assim como o Terminal Pedreira, o Terminal Cocaia foi incluído no Programa de Metas 2025-2028, compondo um novo conjunto de investimentos estratégicos na região da Represa Billings, em complemento ao Projeto Aquático-SP. A implantação do terminal insere-se na lógica de fortalecimento da rede estrutural de transporte coletivo na Zona Sul, com potencial para qualificar a integração modal, ampliar a capacidade de atendimento e melhorar a conectividade da região. No período, foram realizadas reuniões técnicas com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento – SMUL e com a equipe do Programa Mananciais, com foco na definição da localização do terminal e na avaliação das alternativas de sistema viário de acesso. Estas tratativas tiveram como objetivo assegurar a adequada inserção urbana do equipamento, a compatibilização com as diretrizes ambientais e urbanísticas da área de mananciais e a viabilidade operacional da proposta, em consonância com as diretrizes de planejamento municipal, sustentabilidade ambiental e qualificação da mobilidade na região.
Transporte Hidroviário na Represa Billings – Aquático – SP
No período de 01/01 a 31/12/2025, foi registrado o atendimento de 656.955 passageiros, por meio de 33.472 viagens, perfazendo um total de 931.100 passageiros e 46.153 viagens, desde o início da operação, em maio de 2024.
Embarcação no Terminal Hidroviário Pq. Linear Cantinho do Céu/ Foto: Edson Lopes / Fonte: SECOM-PMSP
Paralelamente, foi realizada a instrução processual de contratações, bem como o acompanhamento, gestão e fiscalização dos contratos necessários para a eficiência e segurança da execução do serviço público de operação de travessias na represa Billings, sob responsabilidade da SPTrans, firmados pela Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana – SETRAM.
Expansão das Ligações Hidroviárias na Represa Billings
Foi realizado levantamento técnico para a definição do local mais adequado à implantação do Atracadouro Jardim Apurá, considerando critérios de acessibilidade, inserção urbana, viabilidade operacional, condições de navegação e integração com a rede de transporte coletivo. Em paralelo, foram elaborados cenários operacionais com base em estudos de demanda das ligações entre os atracadouros Cantinho do Céu, Cocaia, Jardim Apurá e Pedreira, com o objetivo de avaliar fluxos potenciais, dimensionar a oferta, estimar tempos de viagem e subsidiar a configuração futura das linhas do sistema hidroviário. Estas análises integram a estratégia de expansão do Projeto Aquático na região da Represa Billings, Meta 29 do PdM 2025-2028, buscando assegurar a complementaridade entre os modais, a ampliação do acesso da população ao transporte coletivo, a eficiência operacional do sistema e a qualificação da mobilidade na Zona Sul, em consonância com as diretrizes de planejamento municipal, sustentabilidade ambiental e inclusão territorial.
Transporte Hidroviário na Represa Guarapiranga
Com a aprovação popular do Projeto Aquático, encontram-se em desenvolvimento estudos técnicos voltados à ampliação do serviço para a Represa Guarapiranga, no âmbito da estratégia de diversificação e qualificação da mobilidade na Zona Sul do Município, conforme Meta 30 do PdM 2025-2028. No período, foram elaborados estudos preliminares de análise de origens e destinos dos usuários das linhas de ônibus da região. Paralelamente, foram realizados estudos para a definição de possíveis locais de implantação de atracadouros, considerando critérios de acessibilidade, inserção urbana, viabilidade operacional, condições de navegação e compatibilização ambiental. Também foi desenvolvida proposta operacional de serviços alimentadores e construídos cenários para simulação de demanda dos atracadouros propostos, visando subsidiar o dimensionamento da oferta, a avaliação de tempos de viagem e a configuração futura da rede hidroviária.
Estudos Batimétricos para Expansão do Aquático – SP
No âmbito de suas atribuições de planejamento, avaliação e estruturação de soluções inovadoras de mobilidade, e em alinhamento às diretrizes do Plano de Metas da Prefeitura de São Paulo, a SPTrans conduziu o processo de contratação de estudo especializado em levantamentos hidrográficos batimétricos multifeixe nos Reservatórios Billings e Guarapiranga, etapa fundamental para viabilizar a expansão do Sistema de Transporte Público Hidroviário – Aquático SP. A iniciativa está diretamente associada às metas municipais de ampliação do acesso ao transporte coletivo, integração territorial, qualificação da mobilidade nas áreas periféricas e promoção de soluções sustentáveis.
Batimetria
A contratação assegura a obtenção de dados geográficos e hidrográficos de alta precisão, essenciais para a segurança da navegação, o planejamento técnico do transporte sobre águas e a tomada de decisão baseada em evidências. Os levantamentos batimétricos permitem a verificação das profundidades e a definição precisa das áreas navegáveis, constituindo a base técnica para a localização de atracadouros, berços de atracação, bacias de evolução e rotas de navegação das futuras hidrovias urbanas, em consonância com os objetivos de ampliar a conectividade e reduzir desigualdades territoriais. Estas informações são imprescindíveis para a elaboração dos Estudos Ambientais, dos Estudos de Viabilidade Técnico-Econômica e dos Projetos Básico e Executivo, incluindo a implantação do atracadouro Apurá e a viabilização do Aquático Guarapiranga, contribuindo para a expansão do atendimento em regiões com menor oferta de transporte estruturado e maior vulnerabilidade socioespacial. O estudo abrange áreas estratégicas para a expansão do sistema, priorizando o alcance e o benefício direto à população, como o Reservatório Billings (cerca de 34 km² do Compartimento Pedreira no município) e o Reservatório Guarapiranga (cerca de 27 km² no município, com orla de 65,5 km de alto potencial). Ao direcionar os esforços para esses territórios, a SPTrans reforça seu papel na implementação das políticas públicas de mobilidade da cidade, promovendo inclusão social, melhoria da acessibilidade e valorização do espaço urbano de forma integrada.
Veículo Leve Elétrico (DRT/VLT)
O estudo avaliou a aplicabilidade dos sistemas DRT (Digital Rail Transit) e VLE para o contexto paulistano, em comparação com outras soluções de transporte de média capacidade. O DRT, operado sobre pneus e guiado digitalmente por pregos magnéticos, câmeras, GPS e navegação inercial, foi analisado quanto à sua viabilidade técnica, econômica e urbanística.
Entre os principais resultados, destacam-se:
Capacidade entre 162 e 332 passageiros, superior ao BRT e equivalente a sistemas de VLT;
Capacidade de vencer rampas de até 15% e raio de curva de 15 m, adequados à topografia acidentada de São Paulo, superando os limites do VLT tradicional;
Prazo reduzido de implantação, estimado em aproximadamente 11 meses para 12 km, frente a cerca de 48 meses para um VLT de 15 km;
Propulsão elétrica, com modelos equipados com supercapacitores ou célula de hidrogênio, reforçando o alinhamento com a agenda de descarbonização;
Vida útil estimada em 30 anos, equivalente ao VLT e superior à dos ônibus elétricos.
O estudo demonstra que o DRT pode atuar como modal estratégico intermediário, viabilizando soluções de maior qualidade em corredores onde o VLT se mostra financeiramente inviável. A ausência de trilhos e catenárias reduz impactos urbanos, favorece intervenções paisagísticas e contribui para a valorização do patrimônio histórico, em consonância com os princípios de desenvolvimento urbano sustentável e de integração com as comunidades locais.
Teleférico Urbano
O estudo avaliou a aplicação do teleférico urbano como modo complementar em áreas com topografia acentuada e baixa acessibilidade, com foco nos sistemas de gôndola desengatável monocabo (1S), considerados os mais adequados ao contexto paulistano. A análise demonstrou que essa tecnologia, com capacidade de até 3.000 passageiros por hora e por sentido, pode desempenhar papel estratégico como alimentadora da rede estrutural de transporte, especialmente em regiões onde intervenções convencionais demandariam elevados custos de desapropriação ou obras de grande impacto.
Foram analisados, entre outros, os projetos Brasilândia–CEU Paz e Jabaquara–Jardim São Savério, este último com 3,3 km de extensão e cinco estações, com potencial de redução expressiva dos tempos de deslocamento e ampliação da integração com o sistema de ônibus por meio do Bilhete Único.
O estudo apontou que o teleférico, ao vencer barreiras geográficas históricas e proporcionar deslocamentos mais rápidos, seguros e sustentáveis, configura-se como alternativa viável para promover inclusão social, melhorar a conectividade urbana e ampliar o acesso da população a oportunidades de trabalho, educação e serviços, em alinhamento com os princípios relativos a comunidades locais, acessibilidade e impacto social.
Participação em Programas, Grupos de Trabalho, Conselhos e Comissões e Trocas de Experiências com Stakeholders
A SPTrans mantém participação ativa e qualificada em fóruns institucionais, conselhos, comitês, grupos técnicos, e em apresentações e trocas de experiências com stakeholders, conforme relacionado a seguir:
Conselho Municipal de Trânsito e Transporte – CMTT;
Câmaras Temáticas do CMTT;
Comitê Diretor de Transporte Integrado – CDTI;
Câmara Técnica de Legislação Urbanística – CTLU;
Comissão de Aprovação de Projetos de Parcelamento do Solo – CAPPS;
Grupo Técnico Intersecretarial do Sistema de Informação Geográfica do Município – GTI/SIG;
Comissão de Transporte Coletivo Regular da Região Metropolitana de São Paulo – RMSP;
Observatório Metropolitano da Mobilidade de São Paulo – OMMU-SP;
Viagem à Moscou, Rússia, com visitas técnicas e participação em curso focado no aprimoramento do público de transporte;
Participação no evento 22º Rio de Transportes;
Encontros do Grupo de Benchmarking da WRI Brasil;
Arena ANTP; e
Apresentações e diálogo na Universidade de São Paulo – USP.
PLANEJAMENTO DA REDE DE TRANSPORTE
GRI 2-29 | 413-1 | ODS 11 | ODS 13
O planejamento da rede de transporte coletivo municipal em São Paulo considera a complexidade territorial da Cidade, seu dinamismo urbano e a elevada demanda diária, buscando garantir cobertura adequada, acessibilidade e eficiência na prestação dos serviços.
O Sistema de Transporte coletivo transporta em média 7,2 milhões de passageiros por dia útil, operando com 1.300 linhas e uma frota operacional de 12.098 veículos.
O Sistema de Transporte é organizado em oito Áreas de Operação, que circundam a Área Central. Essa divisão demográfica orienta a delegação dos serviços de transporte e a definição dos parâmetros para a operação de cada serviço dos 32 contratos de concessão.
A seguir, segue o mapa da Cidade de São Paulo, dividido por Área de Operação e contratos de concessão.
Grupo Estrutural
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência dos Usuários
Grupo Local de Articulação Regional
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência dos Usuários
Grupo Local de Distribuição
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência dos Usuários
O quadro a seguir sintetiza a operação das linhas do Sistema de Transporte de cada Área de Operação.
Em 2025, A SPTrans criou um total de 10 novas linhas regulares no Sistema de Transporte e promoveu a ampliação da oferta de lugares. A iniciativa decorre de reprogramações operacionais, adequações de frota e ajustes nos quadros horários, com foco em ganhos de capacidade, eficiência e melhor distribuição da oferta nas regiões com maior necessidade, com destaque para:
Linha TEA – criada a linha 2034-10 – Metrô Tietê – Centro TEA Circular como uma solução dedicada de mobilidade inclusiva, voltada ao atendimento do Centro Municipal para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista de São Paulo, localizado na zona norte da Cidade. O atendimento foi estruturado com três veículos em circulação, com funcionamento nos dias úteis, das 8h30 às 19h30 e, aos sábados, das 8h30 às 17h. Desde o início da operação, em maio de 2025, a linha registrou o transporte de aproximadamente 16,5 mil passageiros, até o final de 2025.
Linhas Liviero – as linhas 4491-21 – Vl. Liviero – Metrô Santos Imigrantes e 519L-10 – Vl. Liviero – Metrô São Judas, em operação desde setembro e outubro de 2025, respectivamente, foram implantadas com o objetivo de ampliar e tornar mais eficiente a integração dos usuários ao sistema metroviário, além de contribuir para o equilíbrio operacional de outras linhas do sistema, melhorando a distribuição da demanda na região. Em 2025, as linhas transportaram mais de 31 mil e 49 mil passageiros, respectivamente.
Linha Estação Varginha – a linha de ônibus 695Y-42 – Term. Parelheiros – Est. Varginha, em operação desde novembro de 2025, oferece aos passageiros transportados uma integração direta e rápida com a rede metroferroviária, conectando o Terminal Parelheiros à estação Varginha da Linha 9 – Esmeralda, que iniciou sua operação comercialmente em 25 de outubro. Até o final de 2025, a linha registrou mais de 466 mil embarques, evidenciando a relevância do serviço na ampliação do acesso ao sistema metroferroviário e na melhoria da mobilidade na região.
Linhas Paulistar – como marco comemorativo dos 100 dias do Programa Domingão Tarifa Zero, que impulsionou a demanda para destinos turísticos, a SPTrans estruturou o projeto Linhas Paulistar, com foco em qualificar a experiência do usuário e reduzir o tempo de espera.
Foram criadas três linhas temáticas, operadas exclusivamente com ônibus 100% elétricos, em funcionamento todos os domingos das 8h00 às 19h, com intervalos regulares de 20 minutos:
A Linha Paulistar 1 atende o circuito cultura, conectando o Centro Histórico e equipamentos como o Museu da Língua Portuguesa, o Theatro Municipal e a Pinacoteca;
A Linha Paulistar 2 estrutura o circuito parques, integrando áreas verdes estratégicas, como os Parques da Independência, Ibirapuera e Aclimação;
A Linha Paulistar 3 compõe o circuito lazer, atendendo o Estádio do Pacaembu e o entorno da Avenida Paulista.
Até o final de 2025, as linhas Paulistar transportaram mais de 21 mil passageiros.
Linhas Paulistar Cultura
Linhas Paulistar Parque
Linha Paulistar Lazer
Mais informações estão disponíveis no site da SPTrans: https://www.sptrans.com.br/paulistar.
Operações Especiais para Grandes Eventos
Os indicadores de desempenho do turismo na capital, especialmente os relacionados ao fluxo de visitantes, apontam crescimento, passando de 37,7%, em 2024, para 42,7%, em 2025.
Diante desse cenário, em 2025, a SPTrans estruturou operações especiais de transporte para os principais eventos da Cidade, com planejamento técnico, reprogramações operacionais, criação de linhas especiais e desvios de itinerários.
No Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, a operação mobilizou 7 linhas especiais, com 12 veículos na sexta-feira e 48 veículos no sábado e no domingo, conectando pontos estratégicos como a Avenida Paulista, o Terminal Santo Amaro e o Aeroporto de Congonhas. Foram realizados desvios de itinerários na região do autódromo, impactando 107 linhas ao longo do evento.
O Carnaval de São Paulo exige planejamento antecipado e intensa coordenação do Sistema de Transporte, em razão da ampla distribuição territorial dos eventos e do elevado volume de deslocamentos. Em 2025, a SPTrans estruturou uma operação especial abrangendo os períodos de pré-carnaval, carnaval e pós-carnaval, com alterações em um total de 1.678 linhas. No período, foram mobilizados 12.615 veículos e transportados mais de 7.771.607 passageiros.
Outras operações relevantes inclu崭ram a Fórmula E, com linha expressa operada por 14 veículos, 100% elétricos e reprogramação de 12 linhas; o Lollapalooza, com duas linhas especiais e desvios em 44 linhas; e a Virada Cultural, com acréscimo de 25% da frota dominical e linha exclusiva com ônibus elétricos na Região Central.
Também foram realizadas operações diferenciadas para eventos como Finados, FUVEST, ENEM, Virada Cultural, Revelando São Paulo, Festival das Cerejeiras, The Town, Festival do Japão, Produções Artísticas da SPCINE, além de diversos shows em grandes equipamentos como a Arena Allianz Parque e o Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbis), Evento no Campus da USP, corridas de rua diversas, entre outros.
Operação Especial Natal Iluminado
Em 2025, a SPTrans estruturou uma operação especial de transporte, com foco em ampliar a oferta de serviço, incentivar o uso do transporte público e garantir deslocamentos seguros e acessíveis durante o evento. A operação mobilizou aproximadamente 150 veículos, sendo aproximadamente 50% com tecnologia elétrica, todos caracterizados e iluminados para a ocasião.
Foram implantadas três linhas especiais gratuitas, com funcionamento aos finais de semana e destino à Avenida Paulista, principal polo do evento, partindo da Rua Alvinópolis, na Estação Vila Matilde (Linha 3 - Vermelha), do Shopping Interlagos e da Avenida Luiz Dumont Villares, no Metrô Parada Inglesa (Linha 1 - Azul). As partidas ocorreram a partir das 18h, acompanhando o pico de demanda noturno.
Adicionalmente, foi criada uma linha especial de circulação na Região Central e na própria Avenida Paulista, operada com três veículos 100% elétricos e iluminados, em funcionamento diário das 18h às 23h30, com cobrança regular de tarifa. Durante o período de operação, a linha registrou 11.797 embarques.
Projeto Corredores Verdes
A Portaria do Prefeito nº 1.184, de 17 de junho de 2025, instituiu o Grupo de Trabalho Intersecretarial dos Corredores Verdes de Transporte – GT-CVT, responsável pela elaboração do projeto conceitual desses Corredores da Cidade de São Paulo. A SPTrans integra o Grupo de Trabalho e contribui para a iniciativa por meio do reforço da operação com tecnologia limpa, incluindo a ampliação do número de veículos elétricos em circulação nos corredores contemplados.
A Avenida Nove de Julho foi definida como o primeiro trecho do projeto Corredor Verde, com infraestrutura urbana orientada à sustentabilidade, incluindo pontos de ônibus com placas solares, ampliação de áreas permeáveis para escoamento das águas pluviais e incremento de vegetação.
Em 2025, a SPTrans atuou de forma estratégica no reforço da operação com tecnologia limpa nesse Corredor, ampliando de 9 para 47 o número de veículos elétricos em circulação, o que representa um aumento acima de 400% da frota elétrica no trecho.
Planejamento em Números
Foram elaborados planos operacionais de linhas, reprogramações horárias e ajustes na frota, além de alteração de itinerários para manutenção da operação decorrentes de obras, eventos, interdições, entre outras demandas.
O quadro a seguir sintetiza o volume de atividades do Planejamento da Rede de Transporte realizadas, as quais, ainda, são precedidas de reuniões técnicas, vistorias, estudos e projetos de readequações.
Pontos de Parada do Sistema de Transporte
Os pontos de parada são elementos essenciais da infraestrutura do Sistema de Transporte para embarque e desembarque de passageiros e influenciam diretamente a facilidade de uso dos serviços. Sua adequada implantação envolve condições como calçamento e iluminação apropriados, sinalização do espaço destinado aos ônibus, abrigo contra intempéries e a disponibilização de informações sobre como utilizar os serviços.
A implantação, remanejamento, reinstalação, restabelecimento, substituição ou supressão de pontos de parada, sejam totens ou abrigos, faz parte de um processo sistemático que garante o atendimento às características de qualidade requeridas. Existem instalados 22.186 mil pontos de parada, sob responsabilidade da SPTrans.
Além do atendimento às necessidades do planejamento operacional das linhas, recebemos, analisamos e tratamos demandas de pessoas físicas ou jurídicas e de órgãos públicos, considerando as condições do passeio público, distanciamento entre paradas, dentre outros itens estipulados em norma e procedimentos internos.
Esse processo envolve a realização de vistorias, elaboração de croquis e de relatórios técnicos indicando ou não a viabilidade do atendimento à demanda, conforme critérios estabelecidos. Quando viáveis, as demandas são encaminhadas à SPObras, empresa responsável pelas implantações e alterações.
As necessidades identificadas para implantação de sinalização horizontal junto aos pontos de parada, onde ocorrem estacionamentos irregulares, são encaminhadas à CET para garantir que os coletivos possam atender aos embarques e desembarques de passageiros parando próximo às calçadas, objetivando a melhoria do acesso, promovendo conforto e segurança para os usuários, em especial, àqueles com mobilidade reduzida.
A seguir os resultados das vistorias aos Pontos de Parada.
Fonte: Área de Pontos e Abrigos
154 novos módulos de abrigo
242 equipamentos substituídos em 2025, ante 51 em 2024
Informações ao Usuário
A SPTrans vem aprimorando continuamente os mecanismos de comunicação com os usuários.
As informações referentes às linhas de ônibus, com respectivos intervalos por período do dia e indicação de integração com o sistema metroferroviário, são definidas e atualizadas pela SPTrans e disponibilizadas por meio de adesivos afixados nos pontos de parada. Esses materiais incluem mapas do entorno, com a indicação dos principais serviços públicos em um raio de aproximadamente 300 metros, além da identificação por cores das regiões da Cidade, facilitando a orientação dos usuários.
Como parte do aprimoramento da comunicação com os usuários, a SPTrans disponibiliza QR Code integrado aos adesivos dos pontos de parada e aos instalados nos pontos de controle das linhas:
QR Code Ponto de Parada – permite ao usuário rápido acesso à localização dos veículos da linha desejada por meio do sistema “Olho Vivo”, além de informações como: quadro de horário, itinerários, pontos de parada ao longo do trajeto e eventuais alterações operacionais, incluindo desvios decorrentes de obras e eventos.
QR Code Linha – instalado junto ao ponto de controle da linha (TP - Terminal Principal ou TS - Terminal Secundário), permite que o usuário salve o código no smartphonee acesse, a qualquer momento, informações atualizadas sobre sua linha, como: horários, itinerário e eventuais alterações operacionais.
PLANEJAMENTO E GESTÃO AMBIENTAL
GRI 2-27 | 3-3
A SPTrans coloca a sustentabilidade no centro de sua estratégia. Nosso objetivo é planejar e
operar o Sistema de
Transporte, minimizando impactos negativos e garantindo responsabilidade ambiental a longo
prazo.
Em 2025, esta gestão consolidou sua atuação em cinco frentes principais:
Planejamento Ambiental: 5 Frentes de Atuação
Fonte: Assessoria de Planejamento Ambiental
Licenciamento Ambiental
Em 2025, a SPTrans gerenciou um total de 45 processos administrativos, com equilíbrio entre a
expansão da rede (sob
responsabilidade direta da SPTrans) e a regularização de equipamentos já em operação (sob
responsabilidade das
Concessionárias do Sistema de Transporte). Esse trabalho garante que tanto os novos projetos
da SPTrans quanto os
Terminais já existentes, operados por empresas parceiras, funcionem em conformidade.
A maioria dos processos foi concluída, está em atendimento da licença ambiental ou em
andamento do processo de
licenciamento ambiental, conforme demonstrado a seguir.
Fonte: Assessoria de Planejamento Ambiental
Abaixo, estão os principais marcos de 2025 para o licenciamento ambiental:
Janeiro: iniciamos os processos para os Terminais Anhanguera e Perus;
Março: foram definidas as regras ambientais (Termo de Referência) para o Terminal
Anhanguera;
Abril: obtivemos a Licença Ambiental Prévia para o Terminal São Mateus, tendo o plano
para este novo terminal
sido aprovado ambientalmente;
Maio: avançamos com os estudos para a Requalificação da Celso Garcia, focando em
transformar um dos eixos mais
importantes da Cidade; e
Setembro: trabalhamos para concluir a regularização dos Terminais Jd. Ângela e
Guarapiranga, reforçando o
革ompromisso com os passageiros da Zona Sul.
Alguns projetos, por sua natureza inovadora, exigem estudos de altíssima complexidade
(EIA-RIMA) e debates constantes
para garantir a conformidade ambiental:
Aquático-SP: em processo de definição da tipologia do estudo e do enquadramento no
licenciamento ambiental; e
Programa de Mobilidade Sul: em fase de complementações técnicas, após audiências
públicas.
Além disso, mantivemos o monitoramento contínuo das infraestruturas existentes, para garantir
que operem sempre
dentro das normas e de forma sustentável:
Corredores: renovação de licenças para os corredores Pirituba-São João, Eixo Rio Bonito,
Expresso Tiradentes e
Guarapiranga; e
Expansão Zona Leste: no Corredor Leste Itaquera I, estamos unificando licenças para
otimizar a gestão e
avançando para a Licença de Instalação no trecho II.
Em continuidade ao monitoramento dos equipamentos de transporte em operação, nosso trabalho,
em conjunto com as
Concessionárias, trouxe os seguintes resultados em 2025:
SPE Sul: 100% dos Terminais com Licença Ambiental de Operação (LAO) deferida; e
SP Noroeste: todos os 8 Terminais já tiveram seus protocolos realizados e aguardam
análise técnica do órgão
ambiental (SVMA).
A gestão contínua das exigências ambientais em Terminais de Ônibus gera impactos positivos
diretos na qualidade de
vida da população e na sustentabilidade urbana.
Impactos Positivos - Licenciamento Ambiental dos Terminais
Fonte: Assessoria de Planejamento Ambiental
Manejo Arbóreo
No âmbito da SPTrans, o manejo arbóreo é essencial para proteger usuários e colaboradores,
preservar estruturas e
garantir a segurança da operação de ônibus em Terminais, Pátios e Garagens. As ações de
manejo visam tanto a
preservação da saúde das árvores quanto a prevenção de quedas de galhos ou exemplares
arbóreos, reduzindo riscos de
acidentes.
A SPTrans busca conciliar prevenção de acidentes, continuidade e eficiência da operação do
transporte público com a
legalidade e responsabilidade ambiental, promovendo espaços mais seguros, o bem-estar da
sociedade e uma arborização
urbana saudável.
Fonte: Assessoria de Planejamento Ambiental
Nos Terminais sob regime de concessão, as solicitações de manejo são realizadas diretamente
pelas Concessionárias, em
seus próprios processos, cabendo à SPTrans o acompanhamento e a fiscalização das
intervenções.
Compensação Ambiental
Termo de Compromisso Ambiental – TCA
Com o objetivo de qualificar e expandir continuamente a infraestrutura do transporte público,
a SPTrans vem
aprimorando seus processos de gestão, controle e acompanhamento dos instrumentos ambientais,
assegurando que todas
as intervenções sob sua responsabilidade sejam conduzidas de forma planejada, eficaz e em
conformidade com a
legislação vigente.
A SPTrans celebra Termos de Compromisso Ambiental TCA(s) vinculados a intervenções em
infraestrutura de transporte,
voltadas à melhoria operacional, implantação de novos Terminais e Corredores, à segurança
dos usuários e à ampliação
da acessibilidade.
A seguir, apresenta-se um panorama geral da quantidade de TCA(s) vinculados às intervenções
em infraestrutura de
transporte, incluindo também aqueles emitidos para obras de requalificação de Terminais,
atualmente sob gestão das
Concessionárias do Sistema de Transporte e sob fiscalização da SPTrans.
Panorama dos TCA(s)
Fonte: Assessoria de Planejamento Ambiental
No que se refere às concessões dos Terminais dos blocos Sul e Noroeste, a SPTrans tem
acompanhado de perto os trabalhos
de requalificação dos Terminais, com especial atenção à celebração do Termo de Compromisso
Ambiental. Esse
acompanhamento visa garantir o cumprimento integral das compensações ambientais exigidas,
evitando o surgimento de
passivos ambientais futuros.
Além dos Terminais, a SPTrans faz a gestão dos TCA(s) de projetos vitais, tais como a
implantação e adequação da
acessibilidade do Corredor Itaquera e do Terminal Hidroviário Mar Paulista.
Fonte: Assessoria de Planejamento Ambiental
Termos de Ajustamento de Conduta – TAC
A SPTrans mantém acompanhamento sistemático de seus passivos e riscos ambientais, adotando
medidas voltadas à
garantia da conformidade legal e ao aprimoramento contínuo de sua gestão ambiental.
Em 2025, foram realizadas tratativas de três processos de TAC, todos decorrentes de multas
ambientais aplicadas pela
Secretaria do Verde e Meio Ambiente – SVMA. Os processos vêm sendo conduzidos de forma
técnica, em articulação com
as Subprefeituras e a SVMA, visando apresentar as soluções mais adequadas para a
regularização das inconformidades e
o cumprimento das obrigações ambientais estabelecidas pelos Autos de Infração e Multa.
Processo de TAC – Avenida Vereador José Diniz 01: prevê como medida
compensatória o plantio de
949 mudas arbóreas, conforme Projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental (PTRDA)
aprovado;
Processo de TAC – Avenida Vereador José Diniz 02: estabelece o
compromisso de plantio
compensatório de 297 mudas e doação de 602 mudas ao viveiro municipal, igualmente
condicionados à definição de
projeto PTRDA, ainda sob análise do Órgão Ambiental responsável;
Processo de TAC – Garagem Gatusa: prevê medidas compensatórias à
construção de pátio de
estacionamento de veículos pela antiga CMTC sobre Área de Preservação Permanente (APP).
A estimativa é o plantio
reparatório de 219 mudas, condicionado à aprovação de PTRDA, atualmente em fase de
elaboração do processo de
contratação.
Gestão Ambiental dos Terminais
A partir da celebração dos contratos de concessão dos Terminais de Ônibus, a SPTrans assumiu
o papel fundamental de
fiscalizadora dos serviços delegados. Essa supervisão visa assegurar que todas as atividades
operacionais e de
engenharia estejam em estrita conformidade com os contratos estabelecidos, as normas
técnicas vigentes e a
legislação ambiental aplicável.
O objetivo central desta gestão é garantir a conformidade legal e ambiental durante a
execução das obras de
acessibilidade e requalificação das infraestruturas.
As atividades de gestão ambiental realizadas durante 2025 estão fundamentadas em cinco
pilares estratégicos, que
abrangem desde a regularização jurídica até o manejo de ativos naturais:
ATIVIDADES DA GESTÃO AMBIENTAL DOS TERMINAIS
Fonte: Assessoria de Planejamento Ambiental
Gestão Ambiental de Garagens e Pátios de Estacionamento
A SPTrans é responsável por fiscalizar e estabelecer diretrizes para a gestão ambiental das
Garagens e Pátios de
estacionamento operados pelas Concessionárias do Sistema de Transporte. Os anexos 5.2.2 –
Manual de Infraestrutura
Básica de Garagens e 5.2.3 – Procedimentos de Gestão Ambiental, integrantes do contrato de
concessão, fixam
exigências documentais, de infraestrutura e de gestão ambiental para esses equipamentos.
Cumpre às Concessionárias encaminharem a documentação de cada equipamento e elaborar os
programas de monitoramento
ambiental para análise da SPTrans. Além disso, cabe à SPTrans realizar vistorias técnicas
bienais sobre os quesitos
de gestão ambiental ou no caso de haver inclusão de novas Garagens e/ou Pátios ao Sistema de
Transporte.
Em 2025, foram realizadas 7 vistorias ambientais pontuais em decorrência de intervenções ou
mudanças de local, com
objetivo de garantir a funcionalidade do Sistema de Transporte.
Em virtude da transição energética da frota municipal, foi iniciado o processo de atualização
do Manual de
Infraestrutura Básica de Garagens e do Manual de Procedimentos de Gestão Ambiental, de modo
que a infraestrutura e a
gestão ambiental das garagens do Sistema de Transporte contemplem essa nova tecnologia.
Considerando os contratos de financiamento para eletrificação da frota de ônibus com o Banco
Mundial e o Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID), a atualização do Manual passará também a contemplar
as diretrizes do Plano
de Ação Ambiental e Social acordado com as instituições bancárias envolvidas. Dessa forma,
busca-se adequar as
especificações técnicas tanto à eletrificação quanto às salvaguardas socioambientais,
modernizando a fiscalização da
SPTrans.
Programas, Ações e Governança Ambiental
Em 2025, a SPTrans ampliou sua atuação ambiental por meio da consolidação de programas, ações
estruturantes e
instâncias de governança, com foco na conformidade legal, na sustentabilidade e na
resiliência climática do Sistema
de Transporte. Dentre as iniciativas, destacam-se:
Programas, Ações e Governança Ambiental | Fonte: Assessoria de Planejamento
Ambiental
As iniciativas se concentram na regularização de passivos ambientais, na elaboração de
manuais de boas práticas e na
celebração e acompanhamento de TCA(s) e TAC(s), visando assegurar o atendimento às normas
vigentes e reduzir riscos
operacionais e jurídicos. Destacam-se, nesse contexto, os processos relacionados à
regularização de Garagens,
Terminais e áreas de infraestrutura de transporte.
No âmbito da gestão ambiental da infraestrutura, destacam-se a adoção das diretrizes do Banco
Mundial na
implementação da gestão socioambiental das obras do Novo Centro de Operações (COP), bem como
o desenvolvimento de
diretrizes técnicas para o licenciamento ambiental de empreendimentos de transporte, e a
elaboração do Manual de
Boas Práticas Ambientais, em articulação com a CETESB, SVMA e de representantes de outros
modais de transporte, como
ARTESP/EMTU, Metrô e CPTM, no âmbito do Comitê Diretor de Transporte Integrado - CDTI.
A SPTrans também avançou na padronização de procedimentos ambientais, com a elaboração de
manuais de boas práticas
voltados à operação de Terminais e à execução de obras de infraestrutura, promovendo uma
gestão ambiental mais
eficiente, preventiva e alinhada às diretrizes municipais.
No eixo de transição energética e mitigação das emissões, a empresa manteve atuação
estratégica na eletrificação da
frota de ônibus, contribuindo para a redução de emissões de gases de efeito estufa e para o
fortalecimento de uma
matriz energética mais limpa e resiliente.
Complementarmente, a SPTrans reforçou sua participação em políticas públicas e comitês
ambientais, com destaque para
a atuação junto à Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas (SECLIMA) e o Grupo de
Trabalho do Plano Municipal de
Educação Ambiental (PMEA), apoiando a definição de diretrizes técnicas e ações
institucionais voltadas à
sustentabilidade.
De forma integrada, essas ações reforçam o compromisso da SPTrans com a mitigação de impactos
ambientais, a prevenção
de sanções legais e o fortalecimento da governança ambiental, contribuindo para um Sistema
de Transporte público
mais sustentável e alinhado às metas climáticas do Município de São Paulo.
PLANEJAMENTO TERRITORIAL
O planejamento territorial se desdobra em 5 áreas de atividade principais:
Estudos de Viabilidade;
Declaração de Utilidade Pública;
Desapropriação e Imissão na Posse;
Projeto de Lei de Alinhamento Viário; e
Cessão de Uso.
Estudos de Viabilidade
Realização de análises e pesquisas territoriais para identificar as áreas necessárias à
implantação dos
empreendimentos.
Em 2025, foram realizados estudos de viabilidade para 08 novos empreendimentos de
infraestrutura de transporte:
Fonte: Assessoria de Planejamento Ambiental
Declaração de Utilidade Pública
Elaboração do material técnico necessário para a obtenção do Decreto de Utilidade Pública
(DUP);
Em 2025, demos prosseguimento a 10 processos de Solicitação de Decreto de Utilidade Pública
(DUP), os quais se
encontram atualmente com os seguintes status: protocolados os materiais técnicos (3);
aguardando assinatura do
Decreto (6), processos publicados não ajuizados (5), como podemos observar mais
detalhadamente na tabela abaixo:
Desapropriação e Imissão na Posse
Execução das medidas e atividades para subsidiar a desapropriação de imóveis e garantir a
imissão na posse das áreas.
A SPTrans, em conjunto com a Prefeitura de São Paulo e seguindo rigorosamente o arcabouço
legal vigente (como o Decreto-Lei nº 3.365/1941 e a Constituição Federal), conduz esses
processos com o máximo de transparência e ética. A premissa fundamental é assegurar que os
cidadãos cujas propriedades são necessárias para a execução de obras de interesse público
recebam um tratamento justo e equitativo, com uma indenização justa, prévia e em dinheiro e
reassentamento adequado, quando for o caso.
Durante o exercício de 2025, demos prosseguimento aos processos de desapropriação iniciados
no ano anterior. Das 124 ações de desapropriação ajuizadas, obtivemos 99 imissões na posse
até o término de 2025, representando um índice de resolutividade de aproximadamente 80%. Esse desempenho evidencia o êxito na gestão dos processos e garante a segurança jurídica
necessária para o cumprimento do cronograma físico das obras/projetos dos empreendimentos. A
continuidade das ações remanescentes para o próximo ciclo segue monitorada, assegurando que
o fluxo de liberação de áreas mantenha a eficiência observada.
O Departamento de Desapropriações - DESAP da Procuradoria Geral do Município de São Paulo é o
responsável por conduzir as diligências para a imissão na posse ou as vistorias
administrativas para a entrega voluntária da posse. Essas ações contam com o acompanhamento
de uma equipe técnica da SPTrans.
Essa atividade apresenta diversos aspectos e desafios, e toda a estratégia é cuidadosamente
organizada para atender às necessidades dos expropriados. O objetivo é fornecer os recursos
necessários para que os mandados sejam cumpridos da melhor maneira possível, com
tranquilidade e sem causar prejuízos a nenhuma das partes envolvidas.
A manutenção de um canal de comunicação aberto, claro e constante com a população é
considerada um pilar estratégico no processo de desapropriação. A SPTrans reconhece a
importância de desmistificar o processo, que muitas vezes é complexo e gera ansiedade e
incerteza.
A Empresa oferece apoio contínuo aos moradores impactados, fornecendo orientações sobre as
etapas do processo, prazos e formas de contato para que possam sanar eventuais dúvidas.
Essa interação proativa ajuda a construir confiança e colaboração, garantindo que os cidadãos
afetados não apenas entendam seus direitos plenamente, mas também se sintam amparados
durante todo o trâmite, desde a declaração de utilidade pública até a imissão na posse e o
recebimento da justa indenização.
Projeto de Lei de Alinhamento Viário
Adoção de providências relativas à obtenção da Lei de Alinhamento Viário.
O Projeto de Lei de Alinhamento Viário é etapa fundamental e prévia do Planejamento
Territorial e é necessário quando a intervenção urbana altera o desenho oficial das ruas da
Cidade, exigindo aprovação legislativa antes que o prefeito possa decretar a utilidade
pública da área.
Em 2025, as atividades referentes à alinhamento viário foram iniciadas com o desenvolvimento
das peças gráficas necessárias para a aprovação da Lei de alinhamento viário do
empreendimento Corredor Itaquera II – Trecho Binário (Polo Institucional). Essa aprovação é
essencial para que se possa solicitar a Declaração de Utilidade Pública - DUP.
Tal medida se faz necessária pois o projeto exige uma alteração física no traçado da Rua
Tomazzo Ferrara, com a criação do binário. As demais áreas afetadas pela nova geometria
proposta pelo empreendimento já estão contempladas pela Lei Municipal nº 16.020/14.
Cessão de Uso
Realização de tratativas junto a outros órgãos governamentais (da esfera municipal ou não)
para obtenção de cessão de uso para áreas públicas necessárias à implantação de equipamentos
de transporte.
Para a implantação dos empreendimentos de transporte, muitas vezes, torna-se necessário
ocupar áreas pertencentes a outras esferas de governo tanto municipal quanto estadual ou
mesmo federal.
Neste caso, como o município não pode desapropriar áreas públicas (estaduais, federais e
municipais), é solicitada uma cessão de uso da área.
Em 2025 foram iniciados os processos de pedido de cessão de área para 2 (dois)
empreendimentos:
Área do Metrô-SP: situada à Av. Adélia Chohfi para implantação do Terminal São Mateus;
Área da CPTM: sob a via férrea para implantação do Corredor Itaquera.
DESENVOLVIMENTO E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA VEICULAR – MEIO AMBIENTE
A SPTrans tem como responsabilidade, além da gestão do Sistema de Transporte, o fomento ao
desenvolvimento
tecnológica considerando a mitigação do impacto ambiental causado pela operação desse
Sistema.
Com relação às alternativas energéticas ao diesel de petróleo, a SPTrans realizou e vem
realizando pesquisas,
estudos, além de contatos e reuniões com os diversos fabricantes, com o objetivo de analisar
as tecnologias veiculares quanto ao impacto ambiental e a eficiência operacional no Sistema de Transporte.
O trabalho foi orientado de maneira a identificar as tecnologias veiculares de transporte
diferenciadas e que podem ser promissoras.
PLANEJAMENTO DE ENGENHARIA VEICULAR
GRI 2-6 | 416-1 | 416-2
Evolução dos Padrões Técnicos
Na SPTrans, a engenharia não é estática. Nossos padrões técnicos evoluem constantemente,
impulsionados por três pilares:
Inovação Tecnológica: adoção de novos materiais e sistemas;
Voz do Passageiro: ajustes baseados em demandas reais dos usuários; e
Compliance Legal: adaptação rigorosa às
legislações vigentes.
Rumo à Descarbonização
O ano de 2025 foi um marco no desenvolvimento da frota sustentável. Trabalhamos em parceria
com fabricantes de
carrocerias e fornecedores globais para acelerar a introdução de matrizes energéticas
limpas.
Ciclo de Desenvolvimento em Números
24 Projetos analisados: 22 de tração elétrica a bateria e 2 em
biometano (gás).
Prototipagem: 12 “veículos cabeça de série” produzidos e submetidos a
testes de conformidade.
Aprovação final: 5 modelos de ônibus, prontos para operação, abrangendo
diversas configurações de chassis e carrocerias.
Identidade Visual de Veículos
A SPTrans gerencia e fiscaliza a identidade visual do Sistema de Transporte, garantindo que a
comunicação interna e
externa dos veículos siga as diretrizes do nosso Manual de Identidade Visual.
Assim como a tecnologia evolui, nossa imagem também acompanha esse movimento. Revisamos
constantemente o manual para
incluir novas normas e garantir uma frota moderna e padronizada.
Destaques e Entregas de 2025
Em 2025, atuamos em frentes estratégicas para modernizar a frota e fortalecer a
transparência.
Mobilidade Elétrica: aprovação da nova identidade visual para os veículos
elétricos a bateria.
Mobilidade Elétrica: aprovação da nova identidade visual para os
veículos elétricos a bateria.
Projetos Especiais: desenvolvimento da sinalização do Smart
Sampa
Transparência no Financiamento: criação de adesivos de identificação
para veículos financiados
pelo BNDES e FGTS.
Conformidade Legal: atualização dos leiautes conforme Norma ABNT NBR
14.022 – março de 2025.
Evolução de Marca: estudos para a nova logomarca do Serviço Atende+.
TRAÇÃO ELÉTRICA
Sistema Trólebus
Mobilidade Elétrica – O legado e a Eficiência dos Trólebus
O Sistema de Trólebus de São Paulo se reafirma como uma das soluções mais maduras e
sustentáveis para o transporte de
massa. Com emissão zero de poluentes e baixo impacto sonoro, essa frota de 189 veículos é
vital para a qualidade de
vida nas Regiões Leste e Central da capital.
Infraestrutura e Robustez
Para manter a operação contínua, contamos com uma rede de suporte e alta complexidade:
Em 2025, a operação superou com folga os padrões de qualidade estabelecidos, demonstrando a
maturidade da gestão de
infraestrutura
Fonte: Superintendência de Engenharia Veicular e Mobilidade Especial
Ônibus Elétrico a Bateria
Evolução Estratégica – Da Frota Piloto à Escala de Mercado
Em novembro de 2019, a Cidade de São Paulo iniciou a transição energética do transporte
público com uma frota piloto
de 15 ônibus elétricos a bateria. O que começou como um teste de viabilidade se converteu,
em 2025, em um
ecossistema competitivo e diversificado. A validação técnica da SPTrans não apenas aprovou
novos modelos, mas
reduziu a dependência tecnológica ao ampliar o leque de fornecedores.
Com a entrada de gigantes como Volvo, Mercedes-Benz (MBB) e Volkswagen, o sistema paulistano
superou a fase de
prototipagem. Hoje, a SPTrans conta com 19 modelos aprovados e outros 5 em processo de
aprovação, garantindo
resiliência no fornecimento e variedade de tipologias para diferentes demandas urbanas.
Eletrificação da Frota
O estudo apresentou um panorama consolidado da evolução da eletrificação do transporte
público municipal, que em 2025
ultrapassou a marca de mil veículos em operação, considerando ônibus a bateria e trólebus. Esse avanço representa um
marco relevante na política de descarbonização da frota e na redução de emissões de gases de
efeito estufa, em
consonância com os compromissos ambientais do Município e com as diretrizes de
sustentabilidade.
Destacou a necessidade de expansão coordenada da infraestrutura elétrica para assegurar a
continuidade e a
escalabilidade do programa, mitigando riscos operacionais e garantindo a confiabilidade do
serviço. No âmbito das
análises técnicas, foram realizadas reuniões especializadas para avaliação de soluções
complementares à recarga
convencional, incluindo a tecnologia de carregamento sem fio, já testada em países como
Israel, Suécia e Alemanha. Essa alternativa apresenta potencial de integração às vias, Garagens e Terminais, ampliando
a flexibilidade
operacional e reduzindo o tempo de indisponibilidade dos veículos.
O relatório reafirma a eletrificação como eixo estruturante da política de mobilidade
sustentável, destacando que sua
consolidação depende de planejamento energético integrado, inovação tecnológica e governança
interinstitucional, em
alinhamento com os princípios do uso eficiente de energia, redução de emissões e geração de
valor ambiental.
Radiografia da Frota e Impacto Operacional
1.149 veículos compõem a frota eletrificada, sendo:
960 ônibus a bateria
Esses veículos não são apenas unidades de transporte, eles representam o cumprimento rigoroso
do Manual de Padrões
Técnicos da SPTrans, que garante autonomia e desempenho em condições reais de operação.
Infraestrutura e Governança – O Desafio da Recarga
A eletrificação exige mais do que veículos, demanda uma revolução logística nas Garagens. Para assegurar a
operacionalidade, a SPTrans implementou duas frentes de controle:
Monitoramento de Campo: visitas técnicas e acompanhamento de obras em
20 garagens estratégicas
(como Via Sudeste, Santa Brígida e Metrópole), garantindo que a infraestrutura de
recarga acompanhe o ritmo de
chegada dos veículos.
Comitê Técnico (Sinergia Institucional): a criação de um fórum semanal
entre SPTrans,
Concessionárias e ENEL-SP remove gargalos burocráticos e técnicos no fornecimento de
energia, tratando a
infraestrutura como um ativo crítico e compartilhado.
Eficiência Energética e Projeção de Demanda
Atualmente, o Sistema de Transporte opera com uma demanda instalada de 61.670 kW, suportada
majoritariamente por
carregadores de alta potência (180 kW). No entanto, o olhar analítico está no futuro: a
solicitação de mais 57.930
kW junto à concessionária de energia revela um planejamento de expansão que praticamente
dobrará a capacidade atual
a curto prazo.
Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE
A SPTrans atua sistematicamente na mitigação do impacto ambiental dos veículos do Sistema de
Transporte, utilizando
as diretrizes do PROCONVE como régua de eficiência. A transição tecnológica da frota é o
principal vetor para a
redução de poluentes locais (NOX e MP) e gases de efeito estufa (CO2).
O Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE foi instituído
em 1986, pelo Conselho
Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, com o objetivo de controlar e reduzir a emissão de gases
poluentes emitidos
pelos automóveis, caminhões e ônibus.
Esse Programa, a partir de sua criação, foi evoluindo de forma gradativa, com a redução dos
níveis de emissões de
gases poluentes ao longo dos anos, cujas fases estão demonstradas na tabela a seguir.
Atingimos a marca de 99,9% da frota em conformidade com o padrão P7 (EURO V). A substituição
dos veículos de
tecnologia da fase P5 – EURO III reduziu drasticamente a carga de poluentes locais. O início
da fase P8 – EURO VI,
embora represente 0,1% da frota atual, estabelece o novo padrão de referência para as
próximas renovações, visando à
máxima redução possível em motores a combustão interna.
Programa de Acompanhamento da Substituição de Frota por Alternativas Mais
Limpas
Em conformidade com a evolução do marco regulatório municipal, destacamos a aprovação do
substitutivo ao Projeto de
Lei nº 825/2024, em janeiro de 2025. Essa alteração na Lei nº 14.933/2009 é um direcionador
estratégico para a
operação, pois estabelece metas claras de transição energética. O compromisso da Prefeitura
do Município de São
Paulo - PMSP de atingir 2.200 ônibus de matriz limpa até 2028 funciona hoje como o principal
KPI de conformidade
ambiental da nossa frota.
Ao final de 2025, a frota de tração elétrica atingiu 1.149 veículos (composta por 17% de
trólebus e 83% de veículos a
bateria). Esse número representa um avanço de 52% em direção à meta de 2028.
Mais do que uma mudança numérica, a expansão da frota elétrica resultou em uma
descarbonização direta da operação. A
substituição tecnológica permitiu:
Redução de Emissões (Escopo 1): queda proporcional nas emissões de GEE
e material particulado
em Corredores críticos;
Eficiência Energética: evitou o consumo de mais de 2 milhões de litros
de diesel, reduzindo a
dependência de combustíveis fósseis e mitigando riscos de volatilidade de preços de
commodities.
O quadro evolutivo da frota durante 2025 e a quantificação de poluentes que deixaram de ser
emitidos pela implantação
da frota elétrica estão demonstrados a seguir:
Fonte: Superintendência de Engenharia Veicular e Mobilidade Especial
Poluentes que deixaram de ser emitidos: 153t NOx
1,28t MP
63.464t CO2
O ganho ambiental, comparando com a data base estipulada pela legislação de dezembro de
2016, está demonstrado nos
gráficos a seguir.
Fonte: Superintendência de Engenharia Veicular e Mobilidade Especial
Fonte: Superintendência de Engenharia Veicular e Mobilidade Especial
Fonte: Superintendência de Engenharia Veicular e Mobilidade Especial
Fonte: Superintendência de Engenharia Veicular e Mobilidade Especial
Consumo de Combustível da Frota de Veículos Auxiliares
Em 2025, foram realizados 4.613 atendimentos com veículos auxiliares para os empregados, a
fim de apoiar as
atividades administrativas e operacionais da SPTrans. A frota teve seu consumo de
combustíveis e a quilometragem
monitorados, assim como as estimativas de emissões de gases de efeito estufa, com base em
indicadores da CETESB e do
Instituto de Energia e Meio Ambiente – IEMA.
A utilização predominante de veículos flex, com maior uso de etanol, contribuiu para
a redução dos impactos
ambientais e para uma operação mais sustentável.
Fonte: Gerência de Logística e Superintendência de Engenharia Veicular e
Mobilidade Especial
Na tabela abaixo, estão demonstrados os fatores de emissão enviados pela CETESB/IEMA para o
cálculo:
Para o cálculo da emissão de CO2 da frota de veículos auxiliares da SPTrans, foram
utilizados os seguintes
indicadores:
Quilometragem percorrida pela frota;
Tipo de combustível utilizado;
Consumo de combustível;
Fatores de emissão por tipo de combustível. Esses fatores foram fornecidos pela CETESB e
Instituto de Energia e
Meio Ambiente – IEMA.
Adequação de Infraestrutura para Veículos Auxiliares Elétricos
Iniciadas as ações para adequação da infraestrutura civil destinada à futura instalação de
carregadores para veículos
elétricos nas unidades da SPTrans, iniciativa relacionada ao novo contrato de locação de
veículos auxiliares, que
entrará em vigor em 2026 e contará com 80 veículos elétricos em sua frota auxiliar. Os
serviços se encontram em
andamento, contemplando estudos técnicos e adequações elétricas necessárias para garantir
condições seguras e
adequadas à operação dos carregadores.
Mesmo em fase de implantação, a ação representa um avanço importante na modernização da
infraestrutura da SPTrans,
contribuindo para a redução de emissões, o uso mais eficiente de energia e o fortalecimento
das práticas de
sustentabilidade.
INFRAESTRUTURA DO SISTEMA DE TRANSPORTE
GRI 203-1 | 413-1
Somos responsáveis por implantar, readequar e manter a infraestrutura do Sistema de
Transporte, realizando projetos,
reformas, adequações e manutenção da infraestrutura já implantada. Em 2025, foram liberados
para pagamento 92 processos
de medição, totalizando R$ 113.807.318,10, referentes aos contratos vigentes.
MANUTENÇÃO DE INFRAESTRUTURA
Serviços e Quantidades Executados em 2025
Fonte: Gerência de Infraestrutura
Fonte: Gerência de Infraestrutura
Fonte: Gerência de Infraestrutura
Fonte: Gerência de Infraestrutura
Fonte: Gerência de Infraestrutura
Fonte: Gerência de Infraestrutura
Dos principais serviços, os recursos foram distribuídos conforme quadro a seguir.
Avaliação do Desempenho e da Qualidade dos Serviços de Transporte
Índice de Qualidade do Transporte – IQT
O IQT tem como finalidade promover a melhoria contínua dos serviços prestados no Sistema de
Transporte, por meio do
estabelecimento de um ranking de desempenho das empresas operadoras. O índice é calculado a
partir de um conjunto de
indicadores vinculados a categorias de avaliação que refletem os principais processos
envolvidos na produção do
serviço de transporte.
O IQT constitui, assim, um instrumento estruturado de avaliação da qualidade da prestação dos
serviços, por meio da
atribuição de pontuação às Concessionárias, com base em uma sistemática de ponderação dos
indicadores, expressa em
uma escala de 0 a 100 pontos. O desempenho mínimo exigido em contrato é o conceito
“Regular”, cuja nota deve ficar
acima de 60 pontos.
Os processos de apuração e divulgação dos indicadores de avaliação do transporte ocorrem em
ciclos semestrais e são
divididos por subsistema:
Estrutural (E): composto por ônibus maiores que utilizam as principais
vias da Cidade (avenidas
e Corredores) até o centro, conforme figura 1.
Articulação Regional (AR): composto por ônibus de porte médio que ligam
o bairro aos grandes
Corredores e outras regiões, conforme figura 2;
Distribuição (D): composto por ônibus de pequeno porte que circulam
dentro dos bairros e
alimentam Terminais, estações do Metrô/CPTM e subcentros regionais, conforme figura 3.
O IQT é composto por 11 indicadores que qualificam o serviço em termos de satisfação do
usuário, serviços
operacionais, manutenção, recursos humanos e meio ambiente. Esses indicadores estão
relacionados a seguir:
IQF – Quantidade de quilômetros operados entre falhas;
ISQ – Quantidade de sinistros a cada 1.000.000 de quilômetros percorridos;
ICV – % de cumprimento das viagens programadas;
IOP – Número de passageiros em pé por m2;
IRO – Número de passageiros transportados a cada reclamação de conduta de operador;
IPP – % de pontualidade nas partidas realizadas;
IRS – Número de passageiros transportados a cada reclamação do serviço;
ISU – Índice de satisfação do usuário;
ICF – % de cumprimento de frota;
ICL – Conservação, limpeza e manutenção da frota;
IEP – Veículos aprovados em inspeção de poluentes.
Os resultados do IQT por subsistema, referentes ao 8º e ao 9º ciclos de avaliação, ocorridos
em 2025, estão
apresentados no gráfico a seguir.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência dos Usuários
A leitura do gráfico evidencia que, mantidos os subsistemas nos mesmos patamares de
classificação, as notas médias
apresentaram melhoria no 9º ciclo em relação ao 8º ciclo de avaliação. Observa-se que os
três subsistemas
registraram evolução positiva dos resultados. Mesmo nos subsistemas com desempenho
relativamente inferior, os
resultados permanecem em níveis elevados e compatíveis com os padrões contratuais
estabelecidos.
A SPTrans avaliou 39 empresas, distribuídas entre os 32 lotes estabelecidos nos contratos
vigentes, verifica-se nas
médias semestrais (8º e 9º ciclos) de 2025 apresentados a seguir, a existência de empresas
que alcançaram desempenho
mensal classificado como “Ótimo” nos três subsistemas de avaliação.
Resultados do 8º e 9º Ciclos do IQT – Grupo Estrutural, Local de Articulação Regional
e Local de Distribuição
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência dos Usuários
Certificações ISO
A SPTrans realiza o acompanhamento dos processos de certificação da qualidade das
Concessionárias, conforme previsto
nos contratos, que estabelecem que essas deverão obter certificações de Sistema de Gestão da
Qualidade série NBR
ISO/9001, Ambiental série NBR ISO/14001 e de Segurança Viária série NBR ISO/39001, nas
versões vigentes, conforme
prazos estabelecidos.
O gráfico a seguir apresenta o percentual de atendimento às certificações exigidas até
dezembro de 2025, evidenciando
que 100% das empresas operadoras apresentaram as certificações requeridas.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência dos Usuários
Velocidade Comercial Média dos Veículos
As tabelas a seguir apresentam o desempenho da velocidade média nos corredores, faixas
exclusivas e no Sistema de
Transporte como um todo, em 2025, permitindo a comparação entre os diferentes tipos de
infraestrutura viária.
Velocidade Comercial Média (Km/h) dos Veículos do Sistema de Transporte
Coletivo
Fonte: SPTrans/ SPA/GAE
15 km/h Velocidade média
Velocidade Comercial Média (Km/h) dos Veículos do Sistema de Transporte Coletivo nas
Faixas Exclusivas
Fonte: SPTrans/ SPA/GAE
19 km/h Velocidade média
Velocidade Comercial Média (Km/h) dos Veículos do Sistema de Transporte Coletivo nos
Corredores Exclusivos
Fonte: SPTrans/ SPA/GAE
20 km/h Velocidade média
Esses resultados indicam que as vias dotadas de infraestrutura dedicada aos ônibus
apresentaram desempenho
aproximadamente 25% superior em relação às vias sem viário exclusivo, evidenciando a
efetividade dos corredores e
faixas exclusivas na melhoria da fluidez e da confiabilidade operacional do transporte
coletivo.
Avaliação da Mobilidade e Experiência dos Usuários
A SPTrans é responsável pelo gerenciamento dos serviços de transporte público coletivo em uma
das maiores metrópoles
do mundo, atuando em um contexto de elevada complexidade operacional, diversidade
territorial e intensa demanda por
deslocamentos. Nesse cenário, a avaliação contínua da mobilidade e da experiência dos
usuários constitui atividade
estratégica e permanente, fundamental para assegurar a qualidade, a eficiência, a
confiabilidade e a adequação dos
serviços prestados à população.
A gestão do Sistema de Transporte é sustentada por um conjunto estruturado de indicadores de
desempenho e qualidade
dos serviços, que permitem o monitoramento sistemático de aspectos como regularidade,
pontualidade, cumprimento de
viagens, oferta, lotação, tempos de deslocamento, confiabilidade operacional, conforto,
acessibilidade e segurança.
Esses indicadores são essenciais para a identificação de desvios de padrão, avaliação de
tendências, priorização de
ações corretivas e orientação de investimentos, contribuindo para a melhoria contínua do
serviço e para o uso
eficiente dos recursos públicos.
Em 2025, destacam-se as análises realizadas sobre a qualidade dos serviços prestados pelas
Concessionárias do Sistema
de Transporte, abordadas a seguir.
Tarifa Zero – Avaliação da Demanda e Frequência de Uso
Em 2025, o Programa “Domingão Tarifa Zero” alcançou a significativa marca de 100 dias de
operação. Desde seu
lançamento em 17/12/2023, o Programa tem sido um sucesso, garantindo a gratuidade do
transporte público aos
domingos, no Natal, Ano Novo e no Aniversário da Cidade.
As análises realizadas, demonstraram que a implementação da gratuidade aos domingos alterou
de forma significativa os
padrões de deslocamento e de uso do transporte público pela população, ampliando o acesso à
Cidade e às
oportunidades de lazer, cultura, convivência e serviços, ao eliminar a barreira financeira
de acesso ao Sistema,
conforme dados a seguir:
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Aos sábados não se verifica variação significativa da demanda, o que permite isolar e
evidenciar o efeito Tarifa Zero
como o principal fator indutor da mudança observada aos domingos.
Com relação ao acesso ao transporte público, verificou-se crescimento mais acentuado entre
jovens de até 19 anos e
adultos na faixa etária de 50 a 59 anos. Observou-se crescimento nas viagens de curta (até 3
km) e de maior
extensão, sendo que, na faixa de 25 a 30 km, a demanda apresentou aumento de 26%.
O impacto do Programa, por gênero e por tipo de sistema de transporte, apresentou frequência
de uso bem próxima entre
homens e mulheres, registrando um aumento superior a 30%, percentual três vezes superior ao
observado no sistema
sobre trilhos. Ainda, sobre as viagens realizadas, foi possível delimitar os 16 principais
destinos da Cidade que
concentram maior volume de destinos e analisar os fluxos de deslocamentos associados. Essa
análise permitiu
identificar pontos críticos, riscos à qualidade do serviço e oportunidades de melhoria.
A partir desse sucesso, foi desenvolvido o Painel Tarifa Zero, produto semanal gerado após os
dias do programa, com
um resumo do Programa Domingão Tarifa Zero.
Elaboração: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Linhas Paulistar
A SPTrans realizou, no período de 28/09 a 26/10/2025, avaliação específica para analisar a
receptividade das linhas, seu
desempenho inicial e o perfil dos usuários atendidos. Nesse intervalo foram transportados
4.875 passageiros. Os dados
são apresentados a seguir.
Perfil passageiros Linhas Paulistar. Elaboração: Gerência de Avaliação de
Mobilidade e Experiência dos Usuários
Com relação à distribuição horária da demanda, há predominância de embarques das 11h às
16h59, com destaque para a
faixa das 14h, seguindo o comportamento típico dos sistemas de ônibus da Cidade aos
domingos, com predominância de
embarques entre-picos. Ainda, foi possível mapear os distritos de residência dos passageiros
das três linhas,
permitindo a análise territorial da origem da demanda.
Linhas eletrificadas
Anualmente, a SPTrans realiza o monitoramento das linhas que passam a incorporar veículos
elétricos, tanto trólebus
quanto ônibus a bateria, mapeando a evolução da frota e sua inserção na rede.
Considerando o mês de novembro de 2025 (por ser o último mês típico do ano), a SPTrans
mensurou que 194 linhas (das
1.386 ativas no mês) operaram com ao menos 1 veículo elétrico, na maioria de seus dias
operacionais (50% ou mais dos
dias de operação de cada linha).
Das 194 linhas elétricas citadas, apenas 2 operaram exclusivamente com trólebus, 7 operaram
com frota mista entre
trólebus e bateria, 28 operaram exclusivamente com frota de veículos movidos à bateria e o
restante (157 linhas)
operaram com frota mista entre veículos movidos a diesel e movidos à bateria.
Considerando o mês de novembro de 2025, foram analisadas 37 linhas que operaram
exclusivamente com veículos
elétricos, para verificação objetiva da distribuição, do padrão de atendimento e da
consolidação da operação de
baixa emissão, cujos resultados são apresentados a seguir.
Linhas em operação exclusivamente com veículos elétricos em novembro/2025.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário.
No mês de novembro de 2025, os veículos elétricos do sistema municipal percorreram
aproximadamente 3,6 milhões de
quilômetros, distribuídos em 261 mil viagens, evidenciando a consolidação da operação
elétrica em escala relevante
dentro da rede de transporte público.
Esses dados permitem mensurar de forma objetiva a contribuição da eletrificação para a
redução de emissões locais,
melhoria da qualidade do ar e mitigação de impactos ambientais associados à operação do
Sistema de Transporte.
Aplicando-se a mesma metodologia do indicador de atendimento da rede utilizado pela SPTrans —
que mensura o
percentual da população com acesso, no mínimo, a uma parada de ônibus a até 300 metros de
sua residência — foi
construído o indicador de Atendimento da Rede Elétrica. No mês de referência, esse indicador
alcançou 60%, o que
corresponde a cerca de 6,8 milhões de munícipes residentes a uma distância máxima de 300
metros de um ponto de
parada atendido por, ao menos, uma linha operada com veículos elétricos.
Painéis Informativos
Índice de Permeabilidade do Transporte Coletivo – IPTC
No contexto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para Cidades e Comunidades
Sustentáveis da Organização
das Nações Unidas (ONU), a Meta Municipal 11.2 da Prefeitura de São Paulo consiste em, até
2030, proporcionar o
acesso para todos a sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e com preços
módicos, com especial
atenção para as necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade: mulheres, crianças,
idosos, pessoas com
deficiência, pessoas negras e de regiões periféricas, notadamente por meio da expansão do
transporte público,
fazendo com que 70% das viagens realizadas por veículos motorizados sejam por modo coletivo
e pelo transporte ativo,
de forma que as viagens por bicicleta cheguem a, pelo menos, 3,2% do total.
Com o objetivo de monitorar, qualificar e orientar o atendimento a essas metas, foi
desenvolvido o Índice de
Permeabilidade de Transporte Coletivo (IPTC), um indicador sintético que caracteriza
espacialmente a qualidade da
oferta dos serviços de transporte e sua distribuição pela Cidade.
O IPTC é composto por um conjunto de indicadores ponderados, retratados de forma resumida, a
seguir:
IPTC - indicadores e suas ponderações. Fonte: Gerência de Avaliação de
Mobilidade e Experiência do Usuário
O IPTC é classificado em cinco categorias diferentes, a depender do percentil em que o
distrito se encontra. Com base no
percentil é atribuída uma nota entre 0 e 100. Na tabela a seguir as pontuações de corte para
cada classificação:
Classificação do IPTC. Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e
Experiência do Usuário
Ao longo de 2025, o IPTC e suas variáveis foram consolidados ao nível dos distritos da
Cidade, permitindo a análise
regionalizada e o monitoramento histórico-espacial das decisões de planejamento e
investimento. Essa é uma forma
concisa e rápida de consultar e viabilizar o IPTC em diferentes regiões da Cidade em um
único produto.
Em 2025, também foi realizada uma análise histórica da média da Cidade, com atualização
metodológica para ponderação
dos indicadores pela população residente de cada distrito, assegurando maior precisão,
equidade e representatividade
dos resultados. A base de cálculo adotou o grid estatístico do IBGE, com agregação
posterior por distrito,
considerando pontos de parada em um raio de até 300 metros, garantindo consistência técnica
e transparência na
construção dos indicadores.
A seguir, são apresentados os resultados dos oito indicadores que compõem o indicador geral
da Cidade.
Atendimento da Rede Diurna
O Indicador “Atendimento da Rede Diurna” consiste no percentual da população que acessa ao
menos um ponto de parada
da rede de transporte diurna, em até 300 m em linha reta (distância euclidiana).
Em novembro de 2025, o Índice de Atendimento da Rede Diurna atingiu 95,9%, indicando que a
ampla maioria da população
residente no Município encontra-se a até 300 metros de um ponto de parada do transporte
coletivo diurno. Esse
resultado evidencia a elevada capilaridade da rede e a efetividade do Sistema de Transporte
na promoção do acesso ao
transporte público.
O indicador apresentou ligeiro crescimento, em relação a 2024, conforme demonstrado na tabela
ao lado, sinalizando
avanço contínuo na ampliação da acessibilidade da rede. Ressalta-se que o resultado de 2020
foi diretamente
impactado pela pandemia de Covid-19, o que afeta a comparabilidade direta com os anos
subsequentes.
Atendimento da Rede Noturna
O indicador de “Atendimento da Rede Noturna” considera exclusivamente as 150 linhas que
compõem a rede noturna, em
operação no período da 00h00 às 04h00. Não são incluídas, para fins de cálculo, as linhas
diurnas que apenas iniciam ou
encerram suas operações em torno da 03h00 ou após zero hora.
O indicador mensura o percentual da população que possui acesso a, pelo menos, um ponto de
parada da Rede Noturna a uma
distância máxima de 300 metros em linha reta (distância euclidiana).
Em novembro de 2025, o Indicador de Atendimento da Rede Noturna, foi de 65,3% de cobertura da malha viária atendida por linhas de ônibus da rede da madrugada, se mantendo estável em relação ao ano anterior.
Intervalo Médio das Linhas BC/PM
O indicador do “Intervalo Médio das Linhas BC/PM”, mensura o tempo médio de espera nos
pontos de parada entre veículos
de uma mesma linha nos pontos de parada. A escala desse indicador varia de 0 (mais que 60
minutos de intervalo) a 100
(até 5 minutos de intervalo).
Dessa forma, o indicador é maior quanto maior a frequência de ônibus em uma linha,
independentemente da quantidade de
linhas que atendam ao ponto.
Na média de toda Cidade, em 2025, o indicador de intervalo médio das linhas na hora de pico
foi de 11 minutos e 54
segundos, com ligeira diminuição em relação ao ano anterior.
Frequência Média nos Pontos BC/PM
O Indicador de “Frequência Média nos Pontos BC/PM” consiste na quantidade de vezes que
veículos são monitorados nos
pontos de parada por hora, no sentido Bairro-Centro (BC) e no pico manhã (PM). A escala
desse indicador varia de 0
(1 veículo por hora) a 100 (30 veículos por hora) e é feita a média das frequências por
ponto ponderadas pela
demanda. Dessa forma, o indicador é maior quanto maior a frequência de ônibus em uma linha,
independentemente da
quantidade de linhas que atendam ao ponto.
O indicador em 2025 teve 23 veículos por hora, mantendo-se estável em relação aos dois
últimos anos.
Ocupação Média dos Veículos BC/PM
O Indicador de "Ocupação Média dos Veículos BC/PM" mensura a taxa média de ocupação dos
veículos, expressa pela
quantidade de passageiros em pé por metro quadrado, no pico manhã (PM), das 05h00 às 08h59,
por trecho entre pontos
de parada. Foram considerados cinco dias úteis para composição do indicador e a média foi
ponderada pelo
carregamento das linhas em todas as faixas horárias. A escala desse indicador varia de 0
(taxa de ocupação acima de
10 passageiros por metro quadrado) a 100 (taxa de ocupação somente com passageiros
sentados).
Em novembro de 2025 a ocupação média dos veículos foi de 1,31 passageiros em pé por m², apresentando
ligeira diminuição com
relação ao ano anterior.
Idade Média da Oferta de Viagens
O indicador de “Idade Média da Oferta de Viagens” consiste na idade média dos veículos
ponderada pelas viagens
monitoradas no período do pico manhã, entre 05h00 e 08h59. A escala desse indicador varia
de 0 (acima de 10 anos) a
100 (menos de 1 ano).
A Idade Média da Oferta de Viagens calculada para novembro de 2025 no Município foi de 6,1
anos, que evidencia um
padrão de frota relativamente jovem. Destacam-se positivamente alguns distritos da região
Norte, que apresentaram
idade média inferior a 5 anos.
O indicador tem apresentado crescimento desde 2022. A título de exemplo, em relação aos anos
de 2025 e de 2024,
observou-se um crescimento de 0,49 anos, conforme a tabela ao lado.
Acesso a Empregos
O Indicador de “Acesso a Empregos” mensura o percentual de postos de trabalho acessíveis em
até 60 minutos de
deslocamento por transporte público, a partir de qualquer local da Cidade. Para isso, a
Cidade foi dividida em
hexágonos de 0,24 km². Em sequência, foi calculado o tempo de viagem por transporte público
entre todos os
hexágonos, de forma a obter o tempo de viagem entre quaisquer dois locais da Cidade, com
precisão de 300 metros.
Em novembro de 2025, o Município apresentou, em média, acessibilidade a 20,2% dos empregos
formais em até 60 minutos
por transporte público.
A análise espacial evidencia forte concentração de acessibilidade nos distritos centrais, com
destaque para República
(79,7%) e Sé (76,2%), que apresentam os maiores percentuais de empregos acessíveis no tempo
considerado.
Ao lado, uma compilação histórica dos dados de acessibilidade a empregos desde 2019, com o
percentual de
acessibilidade médio do Município.
Considerando-se a média ponderada por população do Município inteiro, o indicador apresentou
variações consideráveis
na série histórica, tendo seu ápice em 2020. Em 2025, houve um aumento de 0,73% em relação a
2024.
Declividade
O Indicador “Declividade” mensura a inclinação média das vias por quadrícula, com base na
cartografia topográfica
disponibilizada pelo GeoSampa (2019). Esse indicador influencia diretamente na qualidade da
experiência do usuário,
seja no acesso (caminhada) até um ponto de parada ou no deslocamento dentro do veículo.
A escala desse indicador varia de 0 (acima de 10% de declividade) a 100 (0% de declividade). A média geral para a
Cidade, ponderada pela população, é de 4,33.
Ranking Geral
O mapa a seguir apresenta a espacialização do Índice de Permeabilidade do Transporte para
cada distrito. Observa-se
como cada distrito da Cidade performou no IPTC em 2025. Pode-se identificar os distritos com
maiores notas de IPTC
no mês (República, 90% e Brás, 87%) e os com piores notas (Marsilac, 42% e Parelheiros,
58%). Em paralelo,
identificamos que, para novembro de 2025, o indicador demonstrou que a região mais central
do Município tende a
apresentar notas maiores, enquanto as regiões mais afastadas do centro tendem a apresentar
notas mais baixas. Isso
se relaciona com as oportunidades de emprego e necessidade de ônibus de menor porte para
operar em região com
dificuldades operacionais, que, apesar de demonstrar o acesso do transporte em todas as
regiões da Cidade, essas
regiões obtêm notas menores no IPTC.
Ranking Geral IPTC por Distritos | Fonte: Gerência de Avaliação de
Mobilidade e Experiência do Usuário
O IPTC da Cidade de São Paulo manteve-se praticamente estável em relação ao ano anterior,
alcançando, em 2025, a nota de
72,16.
Painel dos Terminais
A SPTrans elabora mensalmente um painel-síntese de avaliação dos Terminais, com o objetivo de
monitorar o desempenho
operacional, o perfil de uso e os impactos sociais associados a cada equipamento.
O painel consolida informações em três grandes blocos analíticos:
Informações Gerais e Estruturais
Reúne dados essenciais para caracterização física, operacional e de integração do Terminal.
Perfil de Uso e Passageiros (Dia Útil)
Permite compreender o perfil socioeconômico, os padrões de utilização e a dimensão social do
atendimento.
Mapa de Origem e Destino
Apresenta a visualização espacial das origens e destinos dos usuários, incluindo o tempo de
deslocamento do Terminal
para toda a Cidade no pico da manhã.
Painel Mensal - Novembro/2025 - Terminal Parque Dom Pedro II | Fonte:
Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
A revitalização dos Terminais a partir da PPPs Noroeste e Sul, possibilitou disponibilizar
no SIM o acesso a mais de 400
câmeras, conforme dados a seguir:
Fonte: Superintendência de Tecnologia da Informação e Administração
Indicador de Atendimento Frequente
Em 2025, foi solicitada a obtenção de Certificação ISO 37120 (Cidades e comunidades
sustentáveis) para a PMSP. Assim,
foi construída pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia – SMIT, em parceria com a
SPTrans, uma metodologia
de cálculo para o indicador 19.06 da ISO (Percentual da população que vive dentro de 0,5 km
de transporte público
funcionando pelo menos a cada 20 minutos durante os períodos de pico).
Para o cálculo do indicador, foram utilizadas quatro fontes de dados: a grade estatística do
IBGE de 2022; a
delimitação geográfica do município de São Paulo, da plataforma GeoSampa de 2024; a
localização dos pontos de parada
ativos do Sistema de Transporte, do cadastro no Sistema de Informações de Oferta de
Transporte Coletivo da Cidade de
São Paulo (InfoTrans); e os horários de partida previstos de cada linha da SPTrans, do
cadastro do InfoTrans.
A seguir, o resultado do indicador acompanhado de um breve descritivo de premissas adotadas e
de um mapa que
apresenta os locais aprovados ou não pela métrica do indicador.
Indicador de Atendimento Frequente conforme estabelecido pela ISO 37120 -
19.06 | Elaboração: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Após aplicação da metodologia, dentro das premissas de cálculo estabelecidas, calculou-se que
o percentual da
população que vive dentro de 0,5 km de transporte público funcionando pelo menos a cada 20
minutos durante os
períodos de pico, é de 98,69%.
Mapa Geoespacial Multi-Análises
Em 2025, a SPTrans desenvolveu o Magma (Mapa Geoespacial Multi-Análises), uma ferramenta
interativa de visualização e
análise de dados de transporte, concebida para ampliar a transparência, a eficiência
analítica e a capacidade
institucional de tomada de decisão baseada em evidências. O Magma surgiu da necessidade de
facilitar o acesso
interno às informações analíticas já produzidas no âmbito da Diretoria de Planejamento de
Transporte.
As fontes primárias de dados do Magma incluem, principalmente, as transações do Bilhete Único
(Bilhetagem
Eletrônica), os registros de localização dos veículos por meio de GPS e a base da própria
rede de transporte,
incluído a programação dos serviços.
O Magma atua como uma camada integradora desses produtos, reunindo grandes volumes de dados
processados e
apresentando-os de forma organizada, intuitiva e espacializada em mapas interativos. Essa
abordagem permite uma
leitura clara e territorializada do funcionamento do transporte público na Cidade de São
Paulo.
Por meio da ferramenta, técnicos e gestores podem acessar informações detalhadas sobre o
comportamento das lines e
da rede, realizando consultas granulares por faixa horária, tipo de dia (dia útil, sábado ou
domingo) e sazonalidade
ao longo do ano, além de comparações entre diferentes recortes temporais.
O Magma oferece um conjunto detalhado e integrado de indicadores de desempenho e
características da rede, separados
atualmente em três módulos:
Módulo Linhas
Esse módulo integra demanda, oferta, monitoramento de desempenho operacional, itinerários dos
serviços, sequências
dos pontos de parada e origens e destinos calculadas a partir da sequência de transações do
Bilhete Único, ao longo
do dia, pelos usuários do Sistema. Um exemplo foi reproduzido na figura a seguir, para a
linha 875A-10, sentido TPTS
(do terminal principal no Aeroporto ao terminal secundário em Perdizes), para a faixa
crítica das 7h às 8h, nos dias
úteis típicos do mês de novembro de 2025.
Seguem os detalhamentos dos conjuntos de dados disponibilizados nesse módulo:
Diagnóstico de Demanda e Oferta: Visualização detalhada de volume
estimado de embarques,
desembarques e quantidade de veículos atendendo aos pontos de parada, assim como o
carregamento (quantidade de
passageiros por trecho), o nível de serviço e a quantidade de passageiros por metro
quadrado (m²). Ao selecionar
uma linha, a ferramenta identifica e destaca automaticamente a faixa crítica (trecho com
maior ocupação),
agilizando o diagnóstico de gargalos.
Monitoramento de Desempenho Operacional: Apresentação das velocidades
comerciais praticadas
entre pontos de parada calculada a partir dos dados brutos de GPS e dados comparativos
de oferta. O painel exibe
partidas e frota (programadas versus monitoradas) por período, permitindo
identificar o cumprimento
real da operação e o volume de ônibus nos trechos, mitigando distorções de análise ao
possibilitar uma visão
unificada das informações.
Itinerários e Infraestrutura de Linha: Mapeamento completo dos
itinerários nos dois sentidos
(TPTS/TSTP), com visualização sequencial das paradas, incluindo nome, endereço, foto e
atributos cadastrais.
Origem e Destino: Representação gráfica das origens e destinos dos
passageiros da linha
selecionada no período da faixa horária, permitindo a análise visual das regiões de
início e término da viagem,
facilitando a interpretação das conexões dos pelos usuários para realização das viagens
completas.
Módulo Pontos
Com foco nas paradas do Sistema de Transporte, esse módulo facilitou a visualização da rede
de transporte disponível
a partir dos pontos, com uma busca dinâmica integrada às linhas, e possibilita um
comparativo e evolutivo histórico
da rede ao permitir a escolha do mês de referência. O módulo permite:
Visualizar gráficos de Embarque, Desembarque e Volume por hora específicos do ponto
selecionado;
Consultar a listagem de todas as linhas que atendem a parada com suas respectivas cores,
com destaque visual do
itinerário com a interação do usuário na lista, assim como o vínculo com o módulo de
linhas a partir do
itinerário destacado no mapa;
Identificar atributos do ponto (ID, endereço, tipo de abrigo) e visualizar círculos
proporcionais à movimentação
total no mapa na funcionalidade de visualização dos pontos do entorno nos níveis de zoom
mais altos;
Analisar a conectividade da rede local, exibindo itinerários entre pontos atendidos e
próximos;
Análise detalhada da oferta e da rede para diferentes faixas horárias (período noturno,
primeiras ou últimas
faixas horárias do dia, finais de semana) e comparativos com meses anteriores.
Módulo Movimento
Módulo de análise visual da operação baseada em GPS, projetado para dar suporte à avaliação
dinâmica do Sistema. Um
exemplo desse módulo da ferramenta está na figura a seguir. Nela, foi escolhida a camada
base de “Satélite” e a
visualização da movimentação dos prefixos da linha 408A-10, no dia 05/01/2026. Cada prefixo
aparece com uma cor
distinta e seu rastro é apresentado por meio de círculos no mapa ao longo da linha do tempo. O módulo permite o
"replay" ágil do rastreamento dos veículos, para qualquer dia e linha de meses
recentes, possibilitando,
dentre outras aplicações:
Verificar a aderência dos veículos ao itinerário oficial e identificar desvios;
Visualizar a tecnologia e a localização dos prefixos monitorados ao longo do dia;
Listagem dos prefixos com viagens monitoradas na linha.
Pesquisas de Avaliação
A gestão da qualidade de serviços e produtos da SPTrans está estruturada em princípios de
inclusão, materialidade,
transparência, ética e responsabilidade corporativa. O conhecimento sistemático das
expectativas, necessidades e
percepções dos usuários constitui base essencial para a identificação de impactos relevantes
e para o direcionamento
de políticas, estratégias e recursos voltados à melhoria contínua dos serviços, à geração de
valor público e ao
fortalecimento da confiança da sociedade na atuação da Empresa.
O foco no usuário, enquanto parte interessada central, é elemento estruturante de um sistema
de gestão da qualidade
eficaz e orientado à sustentabilidade no longo prazo. Ao incorporar de forma estruturada a
voz dos usuários em seus
processos decisórios, a SPTrans reforça seu compromisso com a prestação de contas, a
governança responsável e a
tomada de decisão baseada em evidências, contribuindo para o aprimoramento contínuo dos
serviços e para a mitigação
de riscos sociais e operacionais.
As pesquisas constituem instrumentos estratégicos do sistema de gestão da qualidade e
representam mecanismo formal de
escuta ativa, diálogo e engajamento social, permitindo identificar impactos relevantes,
avaliar a percepção dos
serviços prestados e orientar a priorização de ações e investimentos. Adicionalmente,
possibilitam conhecer o perfil
socioeconômico dos usuários, seus padrões de deslocamento, a utilização dos produtos e
serviços ofertados e a imagem
institucional percebida pela população, contribuindo para o alinhamento das decisões
corporativas aos princípios de
responsabilidade social, inclusão, equidade e desenvolvimento sustentável.
As pesquisas realizadas em 2025 consolidam um diagnóstico estratégico sobre a mobilidade
urbana em São Paulo,
evidenciando a importância do monitoramento contínuo para o ajuste dos serviços às demandas
da população.
Mamãe Tarifa Zero
A pesquisa realizada permitiu avaliar de forma objetiva o impacto social do Programa Mamãe
Tarifa Zero, evidenciando
que o benefício atende prioritariamente mulheres negras e famílias de baixa renda, as quais
são as únicas
responsáveis pelo sustento de seus filhos, confirmando o alcance aos segmentos em maior
situação de vulnerabilidade
social no município.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Além de validar o atendimento ao público-alvo, o levantamento revelou barreiras econômicas e
territiais relevantes
enfrentadas pelas beneficiárias antes da concessão da gratuidade. Esses achados reforçam a
materialidade do programa na
redução de desigualdades e na ampliação do acesso à educação e à mobilidade.
As sugestões das usuárias para ampliar a faixa etária das crianças atendidas (18,82%) e
diversificar os meios de recarga
(14,12%) são indicações valiosas para o aperfeiçoamento do programa. Ao ouvir que 29,41%
desejam um processo de
inscrição mais simplificado, a SPTrans tem em mãos a oportunidade de tornar mais acessíveis
seus sistemas digitais e
elevar ainda mais a nota média de 9,66 obtida nesta avaliação.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Os resultados posicionam o Programa Mamãe Tarifa Zero como instrumento efetivo de promoção
da equidade, inclusão social
e geração de valor público, refletido na taxa de aprovação de 98,92%.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Programa Domingão Tarifa Zero
Com o objetivo de assegurar escuta ativa, transparência e tomada de decisão baseada em
evidências, foi realizada
pesquisa junto aos usuários para identificar perfil, hábitos de uso, experiência de viagem e
avaliação do Programa. Os resultados a seguir indicam o perfil do público usuário do serviço.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Quanto à principal finalidade das viagens, os resultados demonstram que o Programa cumpre
seu propósito de ampliar o
acesso da população às atividades culturais, de convivência e consumo, contribuindo para a
vitalidade urbana e para a
qualidade de vida.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Os destinos de viagem mais citados foram parques e jardins (48,54%), atividades culturais
(32,04%) e atividades de
consumo (30,58%). O destaque ficou para o Parque Ibirapuera e a Avenida Paulista, com 57,47%
e 35,09% de menções,
respectivamente.
O Programa “Domingão Tarifa Zero” consolidou-se como iniciativa relevante, ao permitir que a
população conheça e usufrua
da Cidade com economia, promovendo direito à mobilidade e à ocupação do espaço urbano.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Antes da implementação do Programa, 84,27% dos usuários arcavam com o pagamento da tarifa e
cerca de 2% não saíam de
casa aos domingos, o que evidencia o impacto direto da gratuidade na ampliação do acesso,
redução de exclusões e
fortalecimento da participação social.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
A aprovação geral do Programa “Domingão Tarifa Zero” foi de 97,51%.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Aquático-SP
A pesquisa constitui instrumento estratégico para a SPTrans na validação do papel
socioeconômico do transporte
hidroviário, evidenciando que o modal se consolidou como ferramenta de produtividade,
inclusão e geração de valor
público para a Cidade.
A seguir, apresentamos o perfil dos usuários do Aquático-SP:
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Ao demonstrar que 53,57% das viagens têm como destino o trabalho, o estudo confirma o
atendimento a uma demanda
essencial de deslocamento, reforçando a relevância do serviço para a mobilidade cotidiana e
para o suporte à atividade
econômica local.
No âmbito da eficiência operacional e da qualidade do serviço, os resultados funcionam como
validação técnica do
projeto, destacando a agilidade como o principal diferencial percebido. A maior rapidez em
comparação ao ônibus foi o
aspecto positivo mais citado, o que se reflete no elevado índice de usuários que
recomendariam o serviço.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
O tempo de espera, apontado como principal gargalo, assim como as questões ambientais
relacionadas à poluição e ao mau
cheiro das águas da represa, e a necessidade de melhor integração entre os horários dos
ônibus e dos barcos, são
utilizados como insumos para priorização de ações, mitigação de impactos e aperfeiçoamento
da operação.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Ao incorporar de forma sistemática a experiência real dos usuários na gestão, a pesquisa
permite à SPTrans manter o
elevado nível de satisfação geral de 90,34%.
Virada Cultural
Foi realizada pesquisa junto aos usuários da linha 2002-10 (Terminal Parque Dom Pedro II –
Terminal Bandeira) durante o
evento, a fim de aferir a satisfação, a receptividade às alterações operacionais e o perfil
do público atendido. Os
resultados são apresentados a seguir:
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
As finalidades de viagem foram diversas, demonstrando a multiplicidade de usos do transporte
coletivo, mesmo em
contexto do grande evento. Embora a Virada Cultural estivesse em andamento, o trabalho foi o
principal motivo de
deslocamento (28,83%), seguido da ida ao evento (18,02%).
Entre os usuários que se deslocaram para a Virada Cultural, 85% buscavam atrações musicais,
com destaque para os
palcos do Anhangabaú (45%) e da República (25%). Além disso, 75% dos participantes
utilizaram ou pretendiam utilizar
a linha para circular entre diferentes atividades do evento, demonstrando o papel
estratégico da linha na integração
territorial e na mobilidade interna do evento.
O serviço foi avaliado de forma positiva, com 75,68% dos usuários declarando-se satisfeitos
ou muito satisfeitos, e
as alterações de itinerário e reforço de frota aprovadas por 84,68% dos entrevistados,
indicando boa aceitação das
medidas adotadas e aderência às necessidades do público. As principais críticas referiram-se
à maior demora para
chegar ao destino (52,94%) e ao aumento do percurso (41,18%), percepção manifestada
principalmente por usuários com
finalidades de viagem distintas do evento, fornecendo insumos relevantes para o
aperfeiçoamento do planejamento
operacional em ações futuras.
Linhas Paulistar
Foi realizada pesquisa em dois domingos consecutivos (09/11 e 16/11/2025), junto aos usuários
do serviço, abordando
opinião, hábitos de uso e perfil dos respondentes. A seguir, são apresentados os resultados:
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Embora 74,60% dos usuários residam na capital, o serviço demonstrou capacidade de atração
turística, recebendo
usuários de outros estados (como Minas Gerais, Bahia e Pará) e até de outros países
(Argentina, Portugal, Chile e
Coreia do Sul).
Entre os entrevistados, 70,63% realizavam a viagem acompanhados. As redes sociais foram o
principal meio de
conhecimento do programa (29,37%), evidenciando a relevância da comunicação digital na
disseminação de políticas
públicas. Observa-se ainda elevada aprovação da tecnologia de propulsão elétrica (98,81%),
embora parte dos usuários
não associe diretamente a cor verde dos veículos à sustentabilidade, apontando oportunidades
de aperfeiçoamento na
comunicação e educação ambiental.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Os destinos mais frequentes foram o Parque do Ibirapuera (21,31%), o Museu do Ipiranga
(11,68%) e a Avenida Paulista
(11,34%).
A avaliação do serviço aponta que os atributos com maior índice de satisfação foram
conforto/lotação e atendimento dos
operadores, conforme demonstrado ao lado.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
O Programa Paulistar obteve 100% de aprovação entre os entrevistados.
Serviço Atende+
A pesquisa de avaliação do Serviço Atende+, realizada anualmente, teve como objetivo
mensurar a qualidade do transporte
porta a porta destinado a pessoas com deficiência física severa e Transtorno do Espectro
Autista (TEA).
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
A pesquisa também identificou oportunidades de aprimoramento. As sugestões dos usuários
concentram-se principalmente na
melhoria da programação das viagens, no fortalecimento dos canais de contato com as centrais
de atendimento, dentre
outros aspectos relevantes.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Satisfação com o Transporte Público por Ônibus na Cidade de São Paulo
As pesquisas de satisfação constituem instrumento essencial para a identificação, mensuração
e gestão dos impactos
sociais associados à prestação do serviço de transporte público por ônibus, permitindo
avaliar de forma sistemática
a qualidade dos serviços, produtos e processos ofertados à população.
No âmbito do Sistema de Transporte, a pesquisa é realizada em atendimento aos requisitos
estabelecidos nos contratos
de concessão, com periodicidade anual.
A Pesquisa de Satisfação do Usuário, conduzida pela SPTrans, adota uma das maiores
amostragem no campo da mobilidade
urbana, totalizando 8.000 entrevistas, distribuídas por Grupos de Operação, Lotes e
Empresas. A amostragem é do tipo
probabilística, assegurando elevado grau de confiabilidade estatística e margem de erro
controlada em cada lote, com
distribuição proporcional à participação de cada setor no conjunto da demanda total,
garantindo representatividade,
comparabilidade e consistência dos resultados.
Anualmente, são avaliados fatores considerados relevantes para os usuários e para a qualidade
do serviço, tais como:
conforto dos veículos, rapidez da viagem, segurança pessoal e da viagem, confiança de chegar
ao destino,
regularidade no cumprimento dos horários, cobrança da tarifa, atendimento e comunicação, bem
como aspectos
relacionados aos cuidados com o meio ambiente.
A partir das notas atribuídas pelos usuários aos fatores e atributos das linhas pesquisadas,
é calculado o Índice de
Satisfação do Usuário (ISU) por Grupo de Operação e por Lote/Empresa, que compõe o Índice de
Qualidade do Transporte
(IQT). A satisfação é mensurada por meio de escala atitudinal de 1 a 5, sendo 5 a satisfação
máxima e 1 a
insatisfação máxima.
A pesquisa é realizada ao final do segundo semestre de cada ano. Os dados referentes à
pesquisa de 2024,
disponibilizados em 2025, indica uma leve variação do ISU geral do Sistema em relação ao ano
anterior, de 3,53 para
3,50, permanecendo dentro do intervalo de segurança estabelecido.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
O Grupo Local de Articulação Regional apresentou o melhor desempenho médio (3,68), seguido
pelo Grupo Estrutural, que
obteve média de 3,54.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Entre os fatores avaliados, destacou-se “Atendimento e Comunicação”, que registrou a média
mais elevada (3,83), com
desempenho ainda mais expressivo no Grupo Articulação Regional (4,02). Na sequência, os
fatores “Segurança” e “Cobrança
da Passagem” também se sobressaíram, alcançando médias de 3,79 e 3,68, respectivamente.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Entre todas as empresas dos três Grupos, a Ambiental S.A., no lote AR-00, alcançou a maior
média, com 3,81. Na análise por Grupo, destacaram-se as seguintes empresas com as melhores médias: Gatusa, no
Grupo Estrutural, com 3,72; Movebuss, no Grupo Local de Distribuição, com 3,59; e Ambiental S.A., no Grupo Local de
Articulação Regional, com 3,81.
Os resultados detalhados por Grupo e por empresa são apresentados a seguir:
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Hábitos de Uso e Tempos de Viagem
O conhecimento dos hábitos de deslocamento e dos tempos de viagem pelos usuários constitui
insumo estratégico para a
atuação da SPTrans, no estabelecimento de políticas públicas voltadas à facilitação do
acesso, à melhoria da
experiência de uso e ao fortalecimento do vínculo, contribuindo para a fidelização dos
usuários.
Na pesquisa realizada em 2025, observou-se que, no Sistema de Transporte, predomina o perfil
de usuários que utilizam
o serviço cinco dias ou mais por semana, representando 66,18% dos entrevistados, indicando
leve redução em relação
ao ano anterior, quando esse percentual foi de 70,95%.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
O principal motivo de utilização do transporte por ônibus permanece sendo o deslocamento
para o trabalho, que representa
72,74% das viagens, ainda que se observe redução em relação a 2024, quando esse percentual
foi de 81,68%. O deslocamento
para estudo é o segundo motivo mais relevante, com 9,92%, registrando leve aumento em
comparação ao ano anterior
(8,85%).
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
O Vale-Transporte permanece como o principal meio de pagamento da tarifa, representando
38,92% das utilizações, ainda
que se observe redução em relação a 2024, quando esse percentual foi de 42,52%. Em seguida,
destaca-se o Bilhete Único
Comum, com 30,54%, também registrando diminuição em comparação ao ano anterior (34,61%).
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Cerca de 41,33% dos usuários utilizam outros meios para complementar suas viagens,
representando um leve crescimento em
relação ao ano de 2024, quando esse percentual foi de 40,25%.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Os meios de acesso mais citados são o metrô, com 50,82%, e a locomoção a pé em deslocamentos
de até 500 metros (31,70%). Em comparação com 2024, os valores representavam 68,68% e 12,06%, respectivamente.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Em relação ao tempo total de viagem, em 2025 os usuários declararam média de 1h24min,
indicando aumento em comparação a
2024, quando a média foi de 1h15min. Apesar dessa elevação no tempo percebido de
deslocamento, observou-se melhora na
satisfação dos usuários em relação ao tempo total de viagem, que passou de 37,82%, em 2024,
para 44,42%, em 2025.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Esse comportamento positivo foi verificado em todos os Grupos operacionais, demonstrando
percepção mais favorável dos
usuários quanto à qualidade e à previsibilidade do deslocamento, mesmo diante de tempos de
viagem ligeiramente
superiores. No Grupo de Articulação, embora o crescimento tenha sido mais moderado, também
se registrou evolução, com a
satisfação passando de 40,58%, em 2024, para 42,77%, em 2025.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Imagem externa SPTrans
A pesquisa de imagem tem por objetivo compreender como os usuários percebem a SPTrans, quais
valores, atributos e
significados associam à sua atuação e como se constrói a representação institucional da
Empresa no imaginário coletivo.
A imagem institucional é formada a partir das experiências individuais no uso do Sistema de
Transporte, das interações
cotidianas com os serviços e das informações recebidas por meio dos processos de comunicação
pública.
A Empresa é reconhecida por 94,82% dos entrevistados. Realizada com uma amostra de 600
pessoas, no mês de setembro de
2025, a pesquisa indica que a imagem da SPTrans está fortemente associada aos conceitos de
“Transporte” e “Ônibus”,
reforçando sua identificação direta com a gestão e a organização do Sistema de Transporte
coletivo municipal.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
A avaliação institucional da SPTrans alcançou média geral de 3,68, mantendo patamar elevado
de percepção positiva. Entre
os fatores analisados, destacaram-se os Serviços ao Usuário, que obtiveram a melhor
avaliação, com média de 3,97.
Fonte: Gerência de Avaliação de Mobilidade e Experiência do Usuário
Merecem destaque os Programas Domingão Tarifa Zero e Mamãe Tarifa Zero, que alcançaram médias
expressivas de 4,62 e
4,47, respectivamente.
Outros aspectos da gestão também apresentaram desempenho positivo, com destaque para
Planejamento e Gestão,
especialmente nos quesitos planejamento de corredores e faixas e planejamento de pontos de
parada, que obtiveram
médias de 4,04 e 3,88, respectivamente.
Observou-se, ainda, que usuários mais jovens e pessoas negras tendem a avaliar a gestão de
forma mais positiva,
indicando boa receptividade das ações institucionais junto a esses públicos.
Gestão e Controle dos Contratos de Concessão do Sistema de Transporte
Em 2025, a SPTrans prestou apoio à SMT na condução dos processos de formulação de documentos
e intermediação entre as
partes envolvidas, a fim de garantir a formalização dos Termos de Aditamento aos Contratos
de Concessão do Sistema
de Transporte firmados com as Concessionárias.
Fonte: Superintendência de Gestão de Contratos
Equipamentos Embarcados na Frota
Atualmente, os equipamentos instalados na frota e conectados com o Sistema Integrado de
Monitoramento - SIM, tem a
seguinte configuração:
Fonte: Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação
Preparação dos Profissionais de Recursos Humanos das Concessionárias do Sistema de
Transporte
Como agente de transformação social, a SPTrans reafirmou seu compromisso com a dignidade
humana e a sustentabilidade,
por meio de solução educacional dinâmica e interativa, para estimulas a reflexão sobre o
atendimento humanizado e
seguro.
O programa de treinamento foi executado pelas Concessionárias ao longo de 2025, sob
monitoramento e auditoria técnica
da SPTrans, garantindo a padronização e a eficácia da entrega aos passageiros. Em 2025,
foram realizadas 268
auditorias, presenciais e documentais, visando manter as diretrizes e a padronização.
Das ações desenvolvidas, buscando parcerias para formar os profissionais dos Recursos
Humanos, foram intensificadas
para seguir a estratégia de avanços tecnológicos e atendimento seguro e humanizado. Dessas
atividades destacaram-se:
Formação Conhecer para Incluir: em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com
Deficiência;
Palestra sobre Segurança e Sinistros CPTran: realizada pelo Comando de Policiamento de
Trânsito da Polícia
Militar do Estado de São Paulo;
Atendimento Básico em Situações de Emergência – Ônibus Elétrico;
Programa Mamãe Tarifa Zero;
Formação dos Motoristas da Linha TEA (Transtorno do Espectro Autista).
* Fonte: Gerência de Desenvolvimento de Recursos Humanos |
** Fonte: Assessoria do Cadastro da Frota e dos Operadores
Receita Extratarifária
Mídia em Ônibus – Mensagens Publicitárias durante as Viagens
A Publicidade em MídiaOut Of Homeestá ganhando cada vez mais credibilidade e as
agências estão investindo
em espaços mais criativos para chegar ao público-alvo. Nesse sentido, o ônibus oferece uma
nova experiência durante
o trajeto.
A SPTrans entende esse movimento e promove a modalidade Mídia em Ônibus. Essa modalidade é
pautada na Lei Municipal
nº 13.241, § 3° do art.28, de 12 de dezembro de 2001, possibilitando a Concessionária
utilizar outras fontes de
receitas alternativas, complementares ou acessórias. A atividade é estabelecida nas
Portarias SMT.SETRAM – nº
002/2021 e nº 009/2024 e possui Regulamento específico publicado na página https://www.sptrans.com.br/midias-e-negocios/
Frota Disponível e Descontos na Remuneração em 2025
Em 2025, evoluímos de forma significativa nessa atividade e alcançamos na veiculação de
material impresso, realizado
por meio de painéis, anteparos, adesivo no encosto dos bancos eB-air,um desconto
na remuneração de R$
547.534,08, foram utilizados 10.552 veículos/ano. No ano anterior, o desconto na remuneração
foi de R$298.692,90 e
foram utilizados 6.616 veículos/ano.
Em maio/ 2025 deu início a veiculação por mídia eletrônica, o desconto na remuneração foi de
R$ 430.848,00,
inicialmente em 111 veículos, finalizando o ano com 220 veículos equipados com conjuntos de
monitores.
Os valores citados foram considerados a partir do mês da veiculação, e não pelo mês do
efetivo abatimento na
remuneração das Concessionárias.
Em 2025, o número de empresas cadastradas e autorizadas aumentou para 16 (dezesseis) em mídia
impressa e 1 (uma) em
mídia eletrônica. A SPTrans permite que essas empresas comercializem o espaço interno do
ônibus para divulgação
publicitária.
Formatos mais utilizados
Painel (sancas) - Placa de publicidade, moldura e suporte para afixação da mídia
impressa;
Adesivo translúcido;
B-Air- Formato de mídia anexado ao balaústre do veículo;
Bancos - Mídia impressa afixada no encosto dos bancos; e
Mídia eletrônica, formato de veiculação por meio de monitor de TV.
O Bilhete Único, administrado pela SPTrans, consolida-se como o maior Sistema de Bilhetagem
Eletrônica do país. Com
mais de 13 milhões de cartões ativos, ele integra de forma prática e eficiente diversos
modais de transporte da
Cidade, como ônibus, transporte hidroviário, metrô e trem, e ainda viabiliza benefícios como
vale-transporte,
meia-tarifa estudantil e gratuidades para pessoas idosas, com deficiência e estudantes
contemplados por esse
direito.
Atendimento aos Usuários do Bilhete Único
Em 2025, a SPTrans se dedicou intensamente ao aperfeiçoamento do atendimento aos usuários do
Bilhete Único, buscando
torná-lo cada vez mais ágil, seguro e acessível. Foram implementadas inovações objetivando
maior oferta de serviços
e melhor experiência ao cidadão, tanto nos atendimentos presenciais, realizados nos Postos
da SPTrans, como também
nos atendimentos pela internet, sobretudo, os oferecidos pelo Site de Atendimento. As
soluções e facilidades
disponizadas ao público fizeram com que a procura por esse canal crescesse.
Aprimoramento do Site de Atendimento
O canal oferece diversos serviços do Bilhete Único pela internet. Ao longo de 2025, o
cardápio de soluções e
facilidades disponibilizadas ao público aumentou, fazendo com que a procura pelo novo canal
aumentasse.
4,2 milhões de acessos em 2025
1,9 milhão de acessos em 2024
Lançado em março de 2025, o Bilhete Único Mamãe Tarifa Zero garante gratuidade no transporte
por ônibus para que
mães, pais e responsáveis legais de famílias de baixa renda possam levar e buscar crianças
matriculadas em creches
da rede municipal.
O benefício pode ser requisitado para crianças entre 0 e 4 anos, devidamente matriculadas em
uma creche da rede
municipal, que morem a mais de 1,5 quilômetro da instituição e a família esteja registrada
no CadÚnico.
Para facilitar o processo, foi criado um site especial para o Mamãe Tarifa Zero com
informações sobre o programa e
respostas para as perguntas mais frequentes: sptrans.com.br/mamae-tarifa-zero.
Site Mamãe Tarifa Zero
4.539 cartões entregues
99% de aprovação entre os beneficiários
Meta 76 do Programa de Metas da PMSP
Entrega do Bilhete Único Comum em Casa
Em setembro de 2025, foi lançado o serviço de solicitação do Bilhete Único Comum com entrega
em casa. Essa
facilidade, também disponível no Site de Atendimento, proporciona mais praticidade e
conveniência para o cidadão,
que não é mais obrigado a se deslocar até um Posto de Atendimento para adquirir o cartão.
Mais de 40 mil cartões de Bilhete Único entregues
Entrega em até 10 dias úteis no endereço escolhido
Plataforma para Envio de Matrículas
Em parceria com o Documento Nacional do Estudante – DNE, foi desenvolvida e implementada uma
nova interface para o
sistema de envio de matrículas pelas instituições de ensino, aperfeiçoando a gestão dos
benefícios do Bilhete Único
de Estudante e do Bilhete do Professor.
A plataforma, disponível pelo link matricula.documentodoestudante.com.br,
possui design
moderno e apresenta aos profissionais das escolas o conjunto de informações necessárias para
o cadastramento de
alunos e professores no Sistema de Bilhetagem Eletrônica.
Atendimento Presencial
Foram acompanhadas as reformas dos Postos de Atendimento pertencentes aos Terminais sob
concessão da SP Terminais
Noroeste S/A e São Paulo Sul S.A, a fim garantir a estrutura necessária para proporcionar
mais qualidade no
atendimento ao público.
Os locais reformados passaram a contar com novos recursos, como uma nova identidade visual,
guichês 100% acessíveis,
atendimento via CIL – Central de Intermediação em Libras, chamador de fila e painéis em Led,
para veiculação de
informações e campanhas.
Ao mesmo tempo, foram iniciados os estudos e alinhamento para as reformas previstas nos
Postos de Atendimento dos
Terminais concedidos à CS Mobi Leste SP e realizados estudos para oferta de um novo local de
atendimento em Santana,
em substituição ao atual posto de atendimento.
O Sistema de Bilhetagem Eletrônica – SBE é um sistema que processa os dados do Bilhete Único
e opera, praticamente,
24x7x365, de forma a garantir a mobilidade dos usuários do Serviço de Transporte da Cidade
de São Paulo, envolvendo
tanto a arrecadação de pagamentos como a liberação do acesso aos meios de transporte
(ônibus, trens e metrô), por
meio do uso do Bilhete Único, considerado sistema de missão crítica.
Segurança, Criptografia e Resiliência da Bilhetagem
Em 2025, foram realizadas ações estruturantes voltadas à elevação do nível de segurança,
resiliência e modernização
do SBE, assegurando sua operação contínua e aderente às melhores práticas tecnológicas.
Destaca-se a ativação dos appliances criptográficos THALES, em substituição às
antigas placas criptográficas
IBM, nos ambientes dos sites CENESP e TRANSAMÉRICA, promovendo a modernização da
infraestrutura de
segurança e criando as bases para a implantação de soluções mais robustas, resilientes e
alinhadas aos padrões
atuais de proteção criptográfica das transações do Bilhete Único.
Modernização da Plataforma de Dados da Bilhetagem
No âmbito da sustentação dos sistemas de missão crítica, foi concluída a migração do banco de
dados ORACLE da versão
11 para a versão 19, abrangendo os devidos ajustes técnicos em todas as aplicações que
integram o ecossistema da
bilhetagem eletrônica, incluindo venda e distribuição de créditos, emissão e gestão de
cartões, loja virtual,
controle de recargas, mecanismos antifraude e sistemas de retaguarda.
Essa evolução assegurou maior desempenho, estabilidade, segurança e capacidade de evolução
tecnológica da plataforma,
compatível com o elevado volume de transações processadas diariamente pelo sistema.
Evolução da Infraestrutura de Segurança dos Cartões
Ainda no campo da segurança lógica, houve a migração dos módulos de segurança (SAM)
utilizados nos validadores
embarcados e na rede de recarga, substituindo o modelo legado SAM PIC pelo moderno chip P71
da NXP. Essa iniciativa
habilita a elevação do nível de segurança dos cartões para o padrão Security Level 3 (SL3),
reforçando a proteção
criptográfica das transações e preparando o sistema para futuras expansões de
funcionalidades e meios digitais.
Em complemento, foi realizada a modernização da retaguarda de controle e assinatura de
arquivos, utilizados nos
processos de configuração de equipamentos e no processamento das transações da bilhetagem,
utilizando os novos
recursos disponibilizados pelos appliances criptográficos THALES.
Prevenção e Combate à Fraude do Bilhete Único
A SPTrans adota uma abordagem integrada de gestão voltada à prevenção, detecção e repressão
de fraudes no Sistema de
Transporte Público, com foco na proteção do erário, na integridade dos benefícios tarifários
e na sustentabilidade
econômica do Sistema.
Essa abordagem é operacionalizada por meio de ferramentas tecnológicas, fiscalizações
presenciais, processos
administrativos sancionatórios e articulação com órgãos de controle. As ações de prevenção e
combate à fraude do
Bilhete Único são continuamente aprimoradas, destacando-se, entre outras, a implementação de
parâmetros, não
perceptíveis aos usuários, nos validadores, o uso de modelos preventivos mais antecipatórios
e a ampliação do escopo
das análises do Sistema de Reconhecimento Facial – RECON, estando alinhadas à Meta 14 do PdM
2025-2028.
Em 2025, houve uma diminuição significativa no número de cartões cancelados, o que evidencia
a maturidade e a
efetividade das medidas preventivas, conforme demonstrado no quadro a seguir:
CARTÕES CANCELADOS OU APREENDIDOS
Fonte: Gerência de Inteligência de Negócio
No que diz respeito aos processos relacionados a fraudes contra o Sistema de Transporte,
oriundos de Delegacias de
Polícia, Ministério Público, Defensoria e Poder Judiciário, a análise dos processos subsidia
estudos técnicos para
definição de novas regras de negócio e para implementação de medidas adicionais de
prevenção.
Em 2025, foi identificada uma nova modalidade de fraude envolvendo cartões clonados, o que
demonstra o
aperfeiçoamento dos mecanismos de monitoramento, prevenção e detecção e a atuação proativa
da Empresa. Foram
analisados 842 cartões, registrando 61.444 utilizações indevidas e um prejuízo causado de R$
303.315,88.
Processo de Apuração de Irregularidades – PAI
A instauração do PAI se destina a apurar e ressarcir prejuízos causados ao Sistema de
Transporte em virtude de
fraudes cometidas por operadores das Concessionárias. Os valores apurados são descontados da
remuneração da
operadora, acrescidos das penalidades previstas.
Em 2025, a implementação da automatização dos processos de detecção e apuração possibilitou a
rápida notificação das
Concessionárias, a interrupção das práticas fraudulentas e o fortalecimento das ações
preventivas, conforme quadro a
seguir:
Emissão e Entrega de Cartões de Bilhete Único
Em 2025, foram emitidos 2.373.333 cartões de Bilhete Único. Com a manutenção do processo de
personalização, iniciado
em 2024, fora da estrutura interna, o serviço se tornou mais ágil e resultou na redução do
tempo de entrega dos
cartões aos usuários finais.
Foram, ainda, fornecidos 4.194 cartões de Bilhete Único Corporativo às entidades e
instituições que possuem programas
sociais, atividades filantrópicas, entre outros interesses públicos, para distribuição aos
seus assistidos.
Rede Credenciada
A SPTrans conta com um total de 23 empresas credenciadas e ativas na Rede Complementar de
venda e recarga de créditos
de Bilhete Único, sendo que 13 vendem créditos por aplicativo e 10 vendem ou carregam
créditos em locais físicos. Em
2025, a Rede Complementar contava com 5.547 PDVs e 7.945 equipamentos, entre
autoatendimento, venda assistida e
equipamentos para recarga.
Novos meios de Pagamento
Para realizar o pagamento da passagem no transporte por ônibus, são disponibilizadas opções
por meio de pagamento via
cartões de débito e crédito, QR Code e Bluetooth. As quantidades de
veículos com as novas
tecnologias e das transações realizadas, são demonstradas nos gráficos a seguir:
Bilhete Único Especial – Pessoa com Deficiência
Em 2025, com melhorias na experiência do usuário no site de Atendimento e o aperfeiçoamento
da plataforma de análise de
pedidos utilizada pela equipe médica da SPTrans, o processo de solicitação do Bilhete Único
da Pessoa com Deficiência
obteve ganhos de agilidade e eficiência. Assim, 92,9% dos pedidos realizados – o equivalente
a 127.295 solicitações –
foram analisados e concluídos em até 3 dias.
Serviço Atende+ GRI 2-6 |
413-1 | ODS 9 | ODS 11
O Serviço de Atendimento Especial – Atende+ é destinado a pessoas com deficiência física
severa, transtorno do
espectro autista (TEA) e surdo-cegueira. Esse serviço opera no âmbito do Município de São
Paulo sob a modalidade
porta a porta e sua finalidade é oferecer um transporte de qualidade, contribuindo no
processo de recuperação do
estado físico e da saúde dos usuários e no engajamento à sociedade.
Esse transporte é regido pela Lei Municipal nº 16.337/2015 e regulamentado pelo Decreto nº
57.320/2016.
19.471
beneficiários atendidos
3.151.071
viagens programadas
25.520.648 km
extensão percorrida
72%
demanda mensal atendida
Composição da Frota 662 veículos específicos 134 táxis acessíveis
Inovação e Sustentabilidade da Frota
2025 marcou a aceleração da transição tecnológica do Atende+. A modernização foi pautada por
dois eixos:
Expansão Operacional: incorporação de 44 novos veículos, reduzindo a idade média da
frota e aumentando a
confiabilidade do serviço;
Descarbonização: início da fase de testes com vans elétricas acessíveis. Essa iniciativa
visa analisar a
viabilidade técnica (autonomia e performance), para a integração de tecnologias de baixa
emissão de carbono,
alinhando o serviço às metas globais de sustentabilidade ambiental.
Transformação Digital: Módulo DRT e Gestão Inteligente
A implementação do módulo de Transporte Responsivo à Demanda – DRT no Sistema de
Monitoramento e Gestão Operacional –
SMGO representa um salto qualitativo na inteligência logística.
Otimização Analítica: o sistema permite a análise em tempo real da dispersão geográfica
e ocupação dos veículos;
Eficiência de Rotas: a tecnologia DRT possibilita o ajuste dinâmico de trajetos,
reduzindo tempos de espera e
otimizando o consumo de combustível e quilometragem rodada.
Planejamento do Transporte Escolar Gratuito GRI 413-1
A SPTrans realiza estudos e supervisiona a logística do Programa de Transporte Escolar
Municipal Gratuito – Vai e
Volta, abrangendo:
Fonte: Gerência de Soluções e Logística para Transporte Escolar
FISCALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE TRANSPORTE
GRI 2-6 | 203-1 | 413-1 | 416-1 | ODS 11
Nossa equipe de fiscalização atua, ininterruptamente, para exercer seu papel de fiscalizar o
cumprimento das
obrigações contratuais e legais de Concessionárias do Sistema de Transporte e dos táxis,
fretados, escolar, moto
frete e carga frete (serviços autorizados).
Fiscalização do Sistema de Transporte
Ao longo de 2025, foram realizadas 113.259 ações de fiscalização em campo. Essas atividades
são complementadas pelo
monitoramento eletrônico, 24 horas por dia, 7 dias por semana, por meio do Sistema Integrado
de Monitoramento– SIM.
A seguir, temos a demonstração dos resultados das ações de fiscalização nos veículos do
Sistema de Transporte:
1.866 veículos suspensos 171 veículos apreendidos
390 técnicos em campo 24h/dia monitoramento via SIM
R$ 151.539,00 total do valor apurado com as apreensões
As ações de fiscalização proporcionaram: - mais segurança aos usuários;- retirada de circulação de veículos em condições inadequadas; e- melhoria da qualidade e confiabilidade dos serviços
As ações são desenvolvidas de forma integrada, com diversos órgãos e entidades, promovendo
alinhamento e pronta
resposta às demandas do Sistema. Adicionalmente, a SPTrans mantém atuação presencial
ininterrupta, 24 horas por dia,
7 dias por semana, no Centro de Controle do Smart Sampa, reforçando o
monitoramento, a articulação
interinstitucional e a tomada de decisões em tempo real.
Coordenação e Fiscalização de Eventos
A SPTrans presta serviços de planejamento, organização e fiscalização em atendimento a
diversos eventos culturais,
esportivos, religiosos e sociais que, por suas próprias características, requerem alteração
nas condições normais de
operação do Sistema. Em 2025, as equipes de fiscalização acompanharam os seguintes eventos
realizados na Cidade de
São Paulo: Corrida Internacional de São Silvestre; Aniversário de São Paulo; Operação
Carnaval; Carnaval de Rua;
Lollapalooza; 1º de Maio – Dia do Trabalhador; Corpus Christi; Revolução Constitucionalista
– 9 de julho; Independência – 7 de Setembro; Dia das Crianças e Nossa Senhora Aparecida; Virada Cultural; NFL – National
Football League; Operação Finados; Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1; Fórmula E;
Expo Transamérica; Festa
das Cerejeiras – Parque do Carmo; Paraolimpíadas; Parada Orgulho LGBT; Virada Esportiva;
Marcha para Jesus; Show e
Jogos nos Estádios: Morumbi, Allianz Parque, Neo Química – Itaquera, Vibra São Paulo; Operação Natal – Brás; Natal
Iluminado; Réveillon na Paulista.
Fiscalizações dos Serviços Autorizados – Transporte Diferenciado
A equipe de fiscalização do Transporte Diferenciado, composta por 98 profissionais, sendo 92
técnicos de fiscalização
que atuam em campo, ininterruptamente, realizando estudos, planejamento e logística da
fiscalização dos serviços de
táxi, escolar, fretamento, lotação, moto frete, OTTC e carga-frete, considerando dados do
quadro a seguir:
Fonte: Sistema de Gerenciamento de Transporte Público - SGTP
Ao longo de 2025, foram realizadas 205.011 ações de fiscalização, conforme resumo a seguir:
Fonte: Superintendência de Operações
As equipes do Transporte Diferenciado têm, ainda, participação ativa no acompanhamento dos
serviços prestados pelas
modalidades táxi e fretamento, nos Terminais Rodoviários Jabaquara, Tietê e Barra Funda e no
Aeroporto de Congonhas; monitoramento da área abrangente da Zona Máxima de Restrição de Fretamento – ZMRF; nas
operações especiais, por meio
de ações simultâneas dos órgãos: SPTrans, Departamento de Transportes Públicos – DTP,
Companhia de Engenharia de
Tráfego – CET, Polícia Militar – CPTRAN, Guarda Civil Metropolitana – GCM, Subprefeituras,
Agência Nacional de
Transporte Terrestre – ANTT, Instituto de Pesos e Medidas – IPEM e Agência Reguladora de
Serviços Públicos Delegados
de Transporte do Estado de São Paulo – ARTESP; elaboração de Planos Operacionais e
acomhamento de eventos na
Cidade, e na Operação Carnaval e Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1.
Controle das Penalidades Decorrentes do RESAM
Em decorrência das irregularidades na prestação dos Serviços de Transporte,constatadas por
nossas equipes, são
aplicadas penalidades previstas no Regulamento de Sanções e Multas – RESAM. Para os Boletins
de Irregularidades e
Descumprimento de Viagens (G64), são emitidos e gerados os respectivos Autos de Infração às
Concessionárias.
Em 2025, foram emitidos 328.469 Autos de Infração, totalizando R$ 92.931.643,66, uma queda
aproximada de 1%, em
comparação aos 331.792 emitidos em 2024, que totalizaram R$ 80.882.522,55. A seguir os
totais dos Autos de Infração
emitidos em 2025, por tipo de penalidade:
Fonte: Assessoria de Cadastro e Multas do Sistema de Transporte
Portal Operacional
Durante o ano de 2025 foram protocolados 314.707 Recursos em 1ª Instância administrativa, em
nosso Portal Operacional
SPTrans – Módulo COMIM e, destes, foram protocolados 166.210 Recursos para nova apreciação,
em 2ª Instância. Foram
efetivamente julgados, em 2025, 326.069 Recursos em 1ª Instância administrativa e, destes,
foram novamente
apreciados e julgados 180.984 Recursos, em 2ª Instância administrativa. As pequenas
diferenças entre o total de
Recursos protocolados e julgados, em ambas as Instâncias, deveu-se a residual oriundo de
2024, processado em 2025.
Em 1ª Instância administrativa, a grande maioria dos Recursos (75,82% do total) foi julgada
no mesmo dia de seu
Protocolo.
Rede de Ônibus da Madrugada – Noturno
Em 2025, por meio da Operação Controlada, foi realizado o acompanhamento das 150 linhas de
operação noturna – da zero
hora às 4h – num total de 213 ônibus/dia.
Foram transportados 5.816.130 passageiros, proporcionando acesso a 22 Terminais Urbanos, nove
Estações do
Metropolitano, uma Estação da EMTU e uma Estação da CPTM.
Operação Programa Domingão Tarifa Zero
Para assegurar o bom funcionamento da operação, as equipes de fiscalização da SPTrans
realizam diversas ações de
acompanhamento em toda a Cidade, com presença nas principais vias e nos Terminais de Ônibus,
com foco na
regularidade das viagens, oferta de frota, cumprimento das programações e atendimento aos
usuários, com o
envolvimento e monitoramento da frota pelo Centro de Operações – COP. Essa atuação integrada
garante um serviço
eficiente, confiável e acessível aos usuários do Programa Domingão Tarifa Zero.
Faixas Exclusivas para Ônibus
O efetivo de nossas equipes de fiscalização foi mobilizado para fiscalização e acompanhamento
dos Corredores e Faixas
Exclusivas.
Visando priorizar o transporte coletivo, por meio do cumprimento da legislação de trânsito,
foram credenciados
empregados para exercer função como Agente da Autoridade de Trânsito, permitindo a emissão
de Autos de Infração. Em
2025, foram emitidas 309.004 Autuações de Trânsito – AIT(s) por invasão de Faixa
Exclusiva/Corredores.
Tais ações proporcionaram o aumento na velocidade dos ônibus, melhorando o desempenho geral
do Sistema de Transporte
e o atendimento à demanda.
Renovação da Frota do Sistema de Transporte
Renovar a frota significa melhorar as condições de conforto, segurança e confiabilidade dos
services de transporte
coletivo público de passageiros oferecidos aos usuários. Com base nessa premissa, em 2025,
foram incluídos no
Sistema de Transporte, 666 veículos zero quilômetro, movidos a bateria. A frota acessível se
manteve no percentual
de 100% da frota, como no ano anterior.
Informações Cadastrais da Frota e dos Operadores
A SPTrans mantém o cadastro da frota patrimonial do Sistema de Transporte, referente às
Concessionárias, controlando
as inclusões, exclusões e substituições de veículos, de acordo com suas características e
tecnologias.
Fonte: Assessoria de Cadastro e Multas do Sistema de Transporte
Mantém, ainda, o cadastro da tripulação embarcada e dos fiscais das empresas que operam no
serviço de transporte coletivo público de passageiros na Cidade de São Paulo.
Fonte: Assessoria de Cadastro e Multas do Sistema de Transporte
Centro de Operações – COP
Responsável pelo monitoramento da frota e pelo tratamento de emergências envolvendo o Sistema
de Transporte, o Centro
de Operações – COP da SPTrans atende, acompanha e registra as ocorrências operacionais,
desenvolvendo, ainda, outras
atividades relacionadas ao controle, movimentação de recursos e suporte às equipes de
fiscalização em campo.
Foto: Equipe de Monitoramento e Tratamento de Ocorrências
75.669 ocorrências atendidas
Em 2025, houve um aumento de 15,22% em comparação às 65.671
ocorrências atendidas
em 2024.
A agilidade no tratamento das informações, crucial para promover regularidade do Sistema de
Transporte, é ainda mais
necessária em casos de paralisações, manifestações e acidentes.
Fonte: Centro de Operações – COP
Monitoramento do Serviço Atende+
Diariamente é realizado o monitoramento de cerca de 662 veículos adaptados do Serviço
Atende+.
Em 2025, por meio do monitoramento e em razão de situações imprevistas, foram alteradas as
programações de
aproximadamente 10.400 rotas, mediante remanejamentos, encaixes, cancelamentos, serviços
extras e outras urgências
surgidas durante a operação, para garantir o atendimento aos passageiros com qualidade e
eficiência.
Programa de Redução de Acidentes em Transportes – PRAT
O Programa de Redução de Acidentes em Transportes – PRAT foi criado pelo Decreto Municipal nº
48.246/2007, com o
objetivo de reduzir a quantidade e a gravidade dos acidentes em transportes.
Nas ocorrências com vítimas (acidentes e atropelamentos), os técnicos de campo das Gerências
Regionais elaboram o
Relatório Preliminar de Acidente (RPA) e encaminham para análise do Grupo Executivo do PRAT
(GEX). Após a análise,
se constatado que o motorista não dirigiu defensivamente, ele é afastado e bloqueado no
Cadastro, até que refaça o
curso de Direção Defensiva (reciclagem) e apresente exame psicotécnico e de sanidade física
e mental, emitidos por
profissionais legalmente habilitados.
Em 2025, as ações a seguir foram realizadas, conforme quadro comparativo:
Fonte: Centro de Operações da SPTrans - COP
Apesar do aumento de 6% no número de motoristas envolvidos em sinistros de trânsito
analisados, houve uma redução de
11% nos afastamentos, em relação a 2024, o que evidencia a maior responsabilização de
terceiros nas ocorrências.
Além do acompanhamento das ocorrências, os técnicos, também, atuam de forma preventiva,
analisando e identificando
locais e situações de risco para motoristas e pedestres, cujos apontamentos são encaminhados
às áreas competentes,
para o devido tratamento.
Projeto de Segurança Operacional
Com a finalidade contribuir para a redução de acidentes e evitar atropelamentos de pedestres,
colisões com
motociclistas e ciclistas, veículos e danos ao mobiliário urbano e de terceiros, a SPTrans
deu início ao projeto de
segurança operacional por sensores e câmeras veiculares, denominado Câmeras de Segurança
Operacional (CSO). Com
isso, além da captura e armazenamento de imagens, teremos um sistema computacional embarcado
em dispositivo
centralizador, com uso de inteligência obtida por algoritmos de processamento das imagens
capturadas pelas câmeras. Diante de determinados resultados, atuam como sensores e/ou sistemas de alertas para
prevenção de acidentes,
detectando condições inseguras ao redor do veículo e sinalizando ao condutor informações
sobre riscos potenciais de
acidentes e que imediatamente complementam o processo de tomada de decisão do motorista,
enquanto dirige,
possibilitando uma consciência situacional mais abrangente.
Inspeção de Frota
A SPTrans realiza, de forma contínua e sistemática, inspeções periódicas e amostrais na frota
vinculada aos serviços
contratados prestados pelas Concessionárias e autorizados nas modalidades Táxi, Escolar,
Fretamento, Moto Frete e
Carga Frete, como parte de sua estratégia de segurança operacional, conformidade regulatória
e gestão de riscos.
As inspeções abrangem a verificação de sistemas mecânicos, estruturais, elétricos, de
conservação geral e de
acessibilidade e a aferição de emissões de poluentes atmosféricos e de ruídos e são
realizadas nas dependências das
garagens das Concessionárias, no Centro Integrado de Transporte – CIT ou nos Organismos de
Inspeção Acreditados,
credenciados pela SMT.
Em 2025, foram realizadas 84.860 vistorias na frota vinculada ao Sistema de Transporte e
32.076 na modalidade de
transporte diferenciado, conforme gráficos demonstrativos das vistorias por modalidade:
Fonte: Gerência de Inspeção e Auditoria Técnica
Fonte: Gerência de Inspeção e Auditoria Técnica
Auditorias de Manutenção
De acordo com o previsto nos Contratos de Concessão e com vistas à constatação da
conformidade dos processos de
manutenção adotados pelas Concessionárias, para preservação do estado de conservação da
frota, segurança e conforto
dos usuários, além das medidas de preservação do meio ambiente, são realizados ciclos
semestrais de auditorias nos
processos de manutenção dessas Concessionárias, baseadas nos critérios e conceitos das
Normas ISO 9001, ISO 14001 e
ISO 19011.
Nas auditorias, são avaliadas desde a qualificação das equipes (treinamentos) até a execução
técnica na oficina e a
organização das garagens. Cada ciclo gera um Plano de Ação, forçando as Concessionárias a
mitigarem falhas e
implementarem melhorias contínuas.
A conformidade é medida por um sistema de pontuação que reflete o grau de maturidade
operacional de cada unidade:
Fonte: Superintendência de Engenharia Veicular e Mobilidade Especial
Em 2025, foram realizadas 78 auditorias em 39 unidades de manutenção das Concessionárias, o
que representa dois ciclos
semestrais completos.
GESTÃO DA RECEITA E REMUNERAÇÃO DO SISTEMA DE TRANSPORTE
GRI 2-6 | 2-27 | 3-3 | 201-4
Em 2025, observou-se uma leve retração na demanda de passageiros transportados – em torno de
2,0% –, em comparação
com 2024.
A variação entre as médias dos dias úteis, calculadas livres de atipicidades, feriados e dias
pontes, apresentou uma
redução de 1,45%.
DEMANDA DE PASSAGEIROS TRANSPORTADOS
Fonte: Gerência de Programação Econômico-Financeira | (1) Dados sujeitos a
alterações em função de novos processamentos no sistema de bilhetagem eletrônica
referentes aos
últimos meses do ano.
Variação moderada sugere que o Sistema de Transporte mantém um
patamar relativamente estável
A média anual dos dias úteis reforça essa trajetória, registrando queda de 7.133.095
passageiros, em 2024, para 7.029.639, em 2025, o que confirma o recuo de 1,45%.
Evolução da demanda média dos dias úteis (Regime de Competência)
Fonte: Gerência de Programação Econômico-Financeira. Dados sujeitos a
alterações em função de novos processamentos no Sistema de Bilhetagem Eletrônica
referente aos últimos meses do ano.
No gráfico a seguir, são apresentadas as distribuições da demanda de passageiros por
modalidade de pagamento de
tarifa, considerando as médias dos dias úteis e a demanda aos domingos relativa ao Programa
Domingão Tarifa Zero.
Os dados indicam que a redução global da demanda decorre menos de queda generalizada e mais
de uma mudança no perfil
de utilização do Sistema, associada às políticas públicas de inclusão social com impactos
sobre a arrecadação
tarifária.
Fonte: Gerência de Programação Econômico-Financeira.
Notas: - Dados sujeitos a alterações em função de novos processamentos no sistema de
bilhetagem eletrônica referente aos
últimos meses do ano.
- Programa Domingão Tarifa Zero (gratuidade aos domingos, no Natal - 25/12, no Ano Novo
- 01/01, e no Aniversário da
Cidade - 25/01).
Receita Total do Sistema de Transporte
Em 2025, verificou-se um aumento de 11,5% da receita tarifária, em relação a 2024, que
decorre, principalmente, do
reajuste tarifário ocorrido em 6 de janeiro de 2025. A tarifa básica do Bilhete Único Comum
foi reajustada de R$
4,40 para R$ 5,00, enquanto a tarifa do Vale-Transporte passou de R$ 4,83 para R$ 5,49,
representando um reajuste de
13,6%.
Em termos nominais (Quadro 2), a receita tarifária apresentou, em 2025, um acréscimo de R$
516 milhões em relação a
2024. Esse crescimento não acompanhou o índice de reajuste da tarifa (13,6%), em razão da
mudança no perfil de uso
do Sistema, associada às políticas públicas de inclusão social, bem como da utilização de
saldo remanescente de
créditos adquiridos à tarifa anterior.
Ressalta-se que, desde 2020, não havia atualização da tarifa. No período compreendido entre
dezembro de 2019 e
novembro de 2024, a variação acumulada do INPC (IBGE) foi de 34,30%, de modo que o reajuste
de 13,6% não recompôs a
inflação acumulada ao longo do período sem reajustes tarifários.
Além disso, a atualização monetária pelo IPCA-IBGE (Quadro 2 – Item B) reduz
significativamente as taxas de
crescimento observadas em valores correntes. Enquanto a receita tarifária apresenta aumento
nominal de 11,5%, em
2025, em termos reais, o crescimento é de 6,0%, indicando que parcela relevante da variação
decorre da recomposição
inflacionária.
Assim, os valores atualizados permitem uma leitura mais acurada do desempenho econômico do
Sistema, em termos reais,
evidenciando que, embora haja crescimento da receita tarifária em 2025, esse avanço é mais
moderado, quando
descontados os efeitos da inflação.
Quadro 2 – Receita tarifária do sistema de transporte de ônibus - Regime de caixa -
em R$ milhões
Receita Tarifária se recupera após período sem reajustes, mantendo
crescimento real controlado
Fonte: Gerência de Programação Econômico-Financeira
Notas:- Dados sujeitos a alterações
Remuneração do Sistema de Transporte
Refere-se à remuneração das Concessionárias, incluindo o Serviço Atende+ (Quadro 3). A
remuneração, em 2025, alcançou
R$ 12,280 bilhões, frente a R$ 11,401 bilhões, em 2024, o que representa um crescimento de
7,71%, em termos
nominais. Essa variação reflete, principalmente, fatores que pressionaram a estrutura de
custos do Sistema, como a
aplicação do reajuste contratual anual dos operadores. No mesmo sentido, observa-se elevação
da média mensal de
desembolso, que passou de R$ 950 milhões, em 2024, para R$ 1,023 milhão, em 2025.
Quando os valores são atualizados pelo IPCA-IBGE, para dezembro de 2025 (Quadro 3 – Item B),
o crescimento da
remuneração é atenuado para 4,57%, indicando que parcela relevante da variação nominal
observada decorre da
recomposição inflacionária, com aumento real mais moderado da despesa, no período analisado.
Quadro 3 – Valores remunerados – Regime de Caixa (em R$ milhões)
Remuneração acompanha reajustes contratuais, com crescimento real moderado
Fonte: Gerência de Programação Econômico-Financeira.
Notas:- Dados sujeitos a alterações
Remuneração – Veículos de matriz energética mais limpa
A substituição dos veículos aumentará a eficiência nos transportes e reduzirá emissões de
poluentes, com impactos
positivos na saúde e na qualidade de vida das pessoas. O ônibus elétrico apresenta custo
operacional mais baixo em
comparação ao modelo a diesel, principalmente, devido ao menor gasto com energia por
quilômetro rodado e à redução
significativa dos custos de manutenção, já que possui menos componentes mecânicos sujeitos a
desgaste. Além da
eficiência econômica, a adoção desse modal traz benefícios relevantes para a Cidade, como a
eliminação das emissões
locais de poluentes, a contribuição para a redução de gases de efeito estufa, a melhoria da
qualidade do ar e da
saúde pública, bem como a diminuição do ruído urbano, aumentando o conforto dos usuários e
da população no entorno.
Em setembro de 2023, foi celebrado termo aditivo entre o Poder Concedente e as
Concessionárias do Sistema de
Transporte Coletivo do Município de São Paulo, que definiu a metodologia de remuneração dos
veículos elétricos,
baseada em subvenção para investimento. Nesse modelo, a Prefeitura financia a diferença de
custo entre o ônibus
elétrico e o veículo a diesel, cabendo à Concessionária o valor equivalente ao ônibus
convencional, não sendo a
parcela subvencionada passível de remuneração.
Os recursos para a subvenção decorrem de contratos de financiamento firmados pela Prefeitura
com o Banco do Brasil, o
BNDES e a Caixa Econômica Federal e estão em andamento os contratos com o Banco
Interamericano de Desenvolvimento
(BID), o Banco Mundial e o Banco da China. Em 2025, foram adquiridos 613 ônibus elétricos,
representando avanço
relevante na descarbonização da frota municipal (https://prefeitura.sp.gov.br/web/mobilidade/w/ve%C3%ADculos-adquiridos-com-subven%C3%A7%C3%A3o-para-investimento).
Nesse contexto, a subvenção para investimento constituiu instrumento de viabilização
econômica da implantação dos
veículos elétricos, ao permitir o financiamento da diferença de custo entre o ônibus
elétrico e o veículo a diesel,
sem transferência desse diferencial para a estrutura tarifária. Dessa forma, o modelo
adotado possibilitou a
implementação do projeto de renovação tecnológica da frota, preservando o equilíbrio
econômico-financeiro dos
contratos de concessão.
DESEMPENHO FINANCEIRO
GRI 3-3 | 201-1
A gestão orçamentária e financeira da SPTrans é de responsabilidade da Diretoria de
Administração e de Infraestrutura
e as atividades desenvolvidas e os resultados alcançados permitiram que os projetos,
aquisições, contratações e
implantações, em 2025, fossem viabilizados para todas as Áreas da Empresa, possibilitando os
pagamentos de forma a
manter ininterruptas as atividades da Companhia.
Com relação aos clientes externos como a Prefeitura Municipal da Cidade de São Paulo – PMSP,
por meio da Secretaria
Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte – SMT, da Secretaria Executiva Mobilidade e
Trânsito – SEMTRA, da
Secretaria Municipal da Fazenda – SF e da Secretaria Municipal de Planejamento e Eficiência
– SEPLAN, a Empresa
atuou na gestão e implantação de políticas públicas para o Setor, viabilizando os recursos
financeiros necessários.
No que se refere ao Tribunal de Contas, Conselhos de Administração e Fiscal, Comitê de
Auditoria Estatutárioe
Auditoria Externa, atuou com o acompanhamento, suporte e subsídio de informações
consolidadas sobre a nossa gestão e
para o gerenciamento do Sistema de Transporte da Cidade.
Com relação aos fornecedores de produtos e serviços, incluindo as Concessionárias para
execução dos serviços de
transporte público, foram realizados os pagamentos, colaborando na manutenção de obrigações
contratuais.
Quanto às ações internas, foram realizadas atividades de acompanhamento e gerenciamento das
fontes de recursos
orçamentários e ações para solicitações de recursos mediante disponibilidade financeira. Atuamos na liberação de
recursos para a aquisição de bens, produtos e serviços diversos e na análise financeira de
itens contratuais,
cauções, garantias, multas, juros, reajustes, penalidades e na repactuação de contratos,
além da validação de notas
fiscais da Empresa e de terceiros com os enquadramentos e recolhimentos devidos, aprimorando
os requisitos de
formalidades e transparência nas contratações e prestação de contas.
Possibilitamos, também, com a anuência da Junta Orçamentário-Financeira (JOF), a gestão dos
recursos financeiros
próprios, para a efetivação do Plano de Demissão Voluntário (PDV), promovendo adequação do
quadro de pessoal da
Empresa e a consequente redução da folha de pagamento.
Realizamos a administração contábil em estrito atendimento às Normas e Técnicas aplicadas à
Contabilidade da Empresa,
certificando que os registros e os atos da organização estejam de acordo com a legislação. Procedemos à
administração contábil da Empresa, com as análises, verificações e lançamentos de registros
do exercício, e na
elaboração do balanço anual, balancetes e demonstrações dos resultados, para o suporte à
alta direção, visando
viabilizar a execução de auditorias internas e externas e cumprimento das exigências dos
controladores.
No âmbito da administração financeira gerencial, garantimos o funcionamento ininterrupto das
operações da SPTrans,
por meio da gestão dos desembolsos e dos pagamentos realizados dentro dos prazos
contratuais. Mantivemos a
administração dos recursos e das contas destinadas, exclusivamente, à gestão financeira do
serviço de transporte
público junto aos correspondentes bancários e viabilizamos as contratações, os
investimentos, aquisições, custeio e
remunerações dos serviços sob a responsabilidade de gestão da Empresa, mantendo sob controle
o fluxo de caixa.
Sobre o Plano de Investimentos, garantimos a execução financeira dos programas voltados à
ampliação, manutenção e
modernização da infraestrutura dos transportes, o que colaborou para prioridade do
transporte coletivo sobre o
individual.
Em 2025, a SPTrans foi responsável pela gestão de um orçamento total de R$ 12,7 bilhões, que
foram utilizados na
manutenção da Empresa, por meio do contrato de prestação de serviços firmado com a SMT, na
manutenção e operação do
Sistema de Transporte e nos Programas de Investimentos.
As demonstrações financeiras da execução orçamentária foram resultado da consolidação das
receitas, investimentos e
despesas ocorridas no exercício. Os recursos foram classificados conforme sua fonte em
dotações específicas para
ações das políticas públicas de transporte e cumprimento das metas estabelecidas pela PMSP
para o Sistema de
Transporte.
A execução dos recursos está dividida em três itens de controle orçamentários:
São Paulo Transporte -consolidação dos dados financeiros da São Paulo
Transporte S/A como
prestadora de serviços especializados, de acordo com contrato firmado com a SMT.
Sistema de Transporte -consolidação da receita tarifária e recursos
orçamentários para o
pagamento de despesas da operação e manutenção dos serviços de transporte.
Plano de Investimentos -programas e projetos de infraestrutura para
modernização do Sistema
Transporte, de acordo com convênio firmado com a SMT.
SÃO PAULO TRANSPORTE S/A
Em 2025, os ingressos financeiros da São Paulo Transportes S/A somaram R$ 601,48 milhões,
correspondendo às receitas
do gerenciamento, especialmente as decorrentes de serviços e taxas de comercialização, às
receitas próprias,
oriundas dos aluguéis de equipamentos e imóveis e das receitas diversas, além das
decorrentes da execução do
Contrato de Gerenciamento com a SMT. Por outro lado, as despesas financeiras totalizaram R$
666,73 milhões, gerando
um resultado financeiro negativo de R$ 65,2 milhões no ano.
Receitas
Distribuição da captação de recursos financeiros na SPTrans em 2025
Fonte: Superintendência Financeira
Os recursos foram provenientes de:
Receitas do gerenciamento, no valor de R$ 180,08 milhões, provenientes dos serviços e da
comercialização de
créditos eletrônicos do Bilhete Único, emissão de 2ª via, gerenciamento da venda de
créditos eletrônicos de Vale
Transporte, carteira escolar – UNE/UMES, remuneração de serviços especiais – linha
circular USP, cessão de
espaços, acordos judiciais, aplicações financeiras e reembolso de serviços da Bilhetagem
Eletrônica, que
representou 30% do volume total dos recursos. Deste total, há também R$ 58 milhões
recebidos a título de
restituição de impostos pagos, em razão de reconhecimento da imunidade tributária;
Receitas próprias, no valor de R$ 37,1 milhões, provenientes de aluguéis de equipamentos
e imóveis próprios, bem
como de outras receitas diversas, correspondendo a 6% do volume total dos recursos;
Dotações específicas da Secretaria SMT/SETRAM, para o pagamento dos serviços contratados
(Contrato de Gestão),
no valor de R$ 327,23 milhões, incluído os recursos oriundos da SMT e SME (Programa de
Transporte Escolar
Gratuito – TEG), com participação de 55% no volume total de recursos;
Lei nº 13.241/01 (3,5%) – O valor de R$ 50,35 milhões está relacionado ao contexto da
Lei Municipal nº 13.241,
de 2001, que define as diretrizes para o custeio das atividades de estruturação do
transporte coletivo em São
Paulo. Essa legislação estabelece as responsabilidades dos operadores, bem como os
critérios para o cálculo das
tarifas, entre outros aspectos relevantes para o funcionamento do sistema.
Comparação das fontes de recursos financeiros entre 2024 e
2025(valores em R$ mil)
Obs. * Comparativo do recurso individual e total 2025 em relação ao recurso
individual e total 2024
** Comparativo do recurso individual em relação ao recurso total (ano 2024)
Fonte: Superintendência Financeira
O total das receitas em 2025 apresentaram um aumento de 10% referente à utilização dos
recursos da Lei Municipal nº
13.241/2001, bem como à receita extraordinária, a título de repetição de indébito.
Os recursos do gerenciamento (Cliente PMSP) teve uma redução de 15,7% no ano. Com isso, a
SPTrans encerrou o ano de
2025 com um déficit financeiro.
Despesas
As despesas totais da SPTrans foram de R$ 700,15 milhões, com um aumento de 25,4% em relação
a 2024, conforme
demonstrado a seguir.
Comparativo das Despesas de 2025/2024 por item de controle (valores em R$
mil)
Obs. * Comparativo da despesa individual sobre a despesa total
** Comparativo da despesa 2025 em relação a despesa 2024
Fonte: Superintendência Financeira
O crescimento das despesas operacionais já estava previsto no Orçamento Empresarial de 2025,
que serve como base para
a Proposta Orçamentária Anual da SPTrans, tendo em vista os reajustes contratuais das
atividades existentes, a
inclusão de novas atividades, bem como o Programa de Demissão Voluntária – PDV, aprovado
pela JOF.
Resultado Financeiro
A SPTrans encerrou 2025 com um resultado financeiro negativo em R$ 65,2 milhões, passando de
um saldo inicial de R$
144,8 milhões, para um saldo final de R$ 79,5 milhões.
Ingressos
Resultado Financeiro entre os anos de 2015 a 2025(valores em R$
mil)
Fonte: Superintendência Financeira
Ao longo desses anos, observa-se a recuperação do crescimento do total de Ingressos, que
havia perdido a força em
2021, saindo de um patamar de R$ 407,5 milhões em 2021 para um total de R$ 601,4 milhões em
2025.
Esse crescimento refletiu a retomada das atividades da empresa após o período de recessão
decorrente da pandemia e,
sobretudo, um aumento das receitas próprias.
Desembolsos
Resultado Financeiro entre os anos de 2015 a 2025 (valores em R$ Mil)
Fonte: Superintendência Financeira
No comportamento dos Desembolsos, observou-se um aumento de 19,01%, quando comparado a 2024,
decorrente das novas
atribuições dadas a SPTrans por força das intervenções, decretos e convênios e da
continuação das atividades e dos
contratos já existentes, que são corrigidos anualmente.
Resultados
Resultado Financeiro entre os anos de 2015 e 2025(valores em R$
mil)
Fonte: Superintendência Financeira
O Resultado Financeiro negativo de R$ 65,2 milhões diminuiu o saldo em caixa da empresa, que
encerrou o ano de 2025 com
um saldo final de R$ 79,54 milhões.
SISTEMA DE TRANSPORTE
Em 2025, foram utilizados R$ 12,77 bilhões para os investimentos e pagamentos das despesas
para o funcionamento
ininterrupto dos serviços no Sistema de Transporte.
Receitas
A receita total do Sistema de Transporte, em 2025, apresentou aumento de 507,96 milhões (11%)
em comparação ao ano
anterior, relacionada diretamente ao aumento das receitas de catraca, de venda de créditos
eletrônicos e de cartões.
Obs. * Comparativo da receita individual sobre a receita total
Fonte: Superintendência Financeira
Despesas
Em 2025, o desembolso com a remuneração das Concessionárias do Sistema de Transporte teve
aumento de R$ 988,41
milhões (8,4%), quando comparado ao ano anterior. No quadro a seguir, são demonstrados os
itens de despesa e sua
participação no total. Em maio de 2025, mês de reajuste dos contratos das Concessionárias do
Sistema de Transporte,
a tarifa de remuneração foi reajustada em 5,96%, à exceção da tarifa de remuneração do lote
AR0, que possui cálculo
diferenciado, devido à operação da frota pública de trólebus, que foi corrigido em 5,42%.
Com relação ao Serviço Atende+, que fornece os serviços especializados de vans adaptadas e
táxis acessíveis para o
transporte de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, o orçamento inicialmente
autorizado foi de R$ 159,3
milhões. Devido à necessidade de manutenção da prestação de serviços e cumprimento
contratual, o valor total da
despesa com o serviço prestado foi de R$ 221,5 milhões no ano, havendo a suplementação de R$
62,2 milhões para
suprir tal despesa.
Desembolso com o Sistema de Transporte 2023 a 2025(valores em R$
mil)
Obs. *Comparativo da despesa individual sobre a despesa total / Fonte:
Superintendência Financeira
Recursos Recebidos
O total de recursos recebidos no exercício foi de R$ 7,5 bilhões, que representa um acréscimo
de 7% em relação a
2024. O aumento se destacou pelo crescimento de R$ 436,52 milhões (6,9%) das Compensações
Tarifárias do Sistema de
Transporte, que representam 94,3% dos recursos.
Recursos Recebidos (PMSP + UNIÃO) em 2024/2025(valores em R$
mil)
Obs. *Comparativo do recurso individual sobre o recurso total / Fonte:
Superintendência Financeira
PLANO DE INVESTIMENTOS
São os programas e projetos de aprimoramento da infraestrutura do Sistema de Transporte que
foram potencializados por
meio de investimentos que permitiram a sua estruturação e consolidação, e a melhoria da
mobilidade urbana, por meio
da Implantação e Requalificação de Corredores e de Terminais de Ônibus, definidos como
prioritários pela
Administração Pública, cuja execução é delegada à SPTrans.
Em 2025, o total de recursos utilizados foi de R$ 285 milhões para manutenção,
requalificação, ampliação e construção
de Terminais, Corredores, Faixas Exclusivas, rede de trólebus e paradas que são componentes
da infraestrutura que
permitem o funcionamento do Sistema de Transporte. Os recursos para implementação dos
programas, estudos e projetos
referentes ao Plano de Investimentos são disponibilizados por meio de dotações específicas e
não alteram o
patrimônio da SPTrans.
Foram utilizados R$ 160,5 milhões para pagamento das despesas de serviços relacionados à
limpeza, vigilância e
manutenção da infraestrutura dos Terminais de ônibus.
Por fim, foram investidos R$ 133,5 milhões em projetos, obras, instalações, manutenção e
implantação de Corredores e
Terminais.
Nosso quadro é composto de empregados de Carreira Técnica, que são admitidos por meio de
Seleção Pública, e de Livre
Provimento, que são nomeados após aprovação do Conselho Municipal de Administração Pública –
COMAP.
O quadro abaixo apresenta um comparativo das informações sobre o número de empregados com a
posição de dezembro/2025
e de dezembro/2024.
Fonte: Superintendência de Recursos Humanos
A seguir, apresentamos a distribuição de empregados nas funções operacional e administrativa
na Empresa.
Fonte: Superintendência de Recursos Humanos
Encerramos 2025 com 1.627 empregados, sendo 1.316 pertencentes aos cargos de carreira técnica
e 311 aos cargos de
livre provimento, tendo sido reduzido o quadro de pessoal em 10,35%, devido ao PDV (Plano de
Demissão Voluntária),
promovido no segundo semestre de 2025.
O percentual do nível de escolaridade dos nossos empregados está distribuído conforme
demonstrado a seguir.
Fonte: Gerência de Administração de Recursos Humanos
Nas tabelas a seguir, apresentamos o total de empregados por gênero e por raça/cor e a
porcentagem de cargos de chefia
ocupados por mulheres e negros, em dezembro de 2025.
Fonte: Gerência de Administração de Recursos Humanos
Das 420 mulheres que trabalhavam na SPTrans, em 2025, 24 ocupavam cargos de chefia,
representando 34,78% do quadro de
chefia.
Fonte: Gerência de Administração de Recursos Humanos
Em 2025, 528 empregados se declararam pretos/pardos e representaram 32,45% do quadro, com 9
ocupando cargos de chefia
(13,04% do quadro de chefia).
Fonte: Gerência de Administração de Recursos Humanos
Fonte: Gerência de Administração de Recursos Humanos
Compromisso renovado: Selo Igualdade Racial 2025
Um passo rumo à igualdade
A SPTrans encerrou o ano de 2025 com uma conquista fundamental para a cidadania: a renovação
do Selo Igualdade
Racial. A renovação do selo, em 2025, viabilizada pela Gerência de Desenvolvimento de
Recursos Humanos, não é apenas
um título. É um esforço contínuo para dar visibilidade à luta antirracista, buscar a
reparação histórica e garantir
que a igualdade de oportunidades seja uma realidade cotidiana no transporte de São Paulo.
Este reconhecimento é concedido pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania e
reafirma que a SPTrans
segue rigorosamente os padrões de inclusão e diversidade.
Para a SPTrans, o caminho para um transporte melhor passa, obrigatoriamente, pelo
combate ao
racismo.
Novas Contratações e Rotatividade de Empregados
Em 2025, a taxa de rotatividade da Empresa foi de 15%, impulsionada por adesões realizadas ao
PDV, com saídas
escalonadas a partir de junho de 2025 e com encerramento previsto para abril de 2026.
Nos quadros a seguir apresentamos o nosso índice de rotatividade, a rotatividade de
empregados por faixa etária e o
total de empregados por tempo de serviço, em 2025.
Fonte: Gerência de Administração de Recursos Humanos
Fonte: Gerência de Administração de Recursos Humanos
O tempo médio de empresa foi de 20 anos, em 2025:
Fonte: Gerência de Administração de Recursos Humanos
Relações Trabalhistas/Sindicais
Na SPTrans, 100% dos empregados são cobertos pelos acordos coletivos celebrados.
Nossa Empresa mantém relação direta com três Sindicatos representantes dos empregados, sendo
53,9% representados pelo
Sindicato dos empregados administrativos, que exercem atividades em escritórios, 45,2% pelo
Sindicato dos empregados
em fiscalização, inspeção e controle operacional, e 0,9% pelo Sindicato dos Engenheiros.
Fonte: Gerência de Administração de Recursos Humanos
Anualmente, no mês de maio, data base para o início das negociações coletivas, representantes
da SPTrans e dos três
Sindicatos se reúnem para negociações que envolvem tanto o reajuste salarial das respectivas
categorias
profissionais, quanto a negociação das cláusulas vigentes e cláusulas eventualmente
propostas.
Em 2025, a Empresa e os Sindicatos, a partir de maio, iniciaram as negociações coletivas
referentes ao período de
2025/2026, sendo efetivada a aplicação dos reajustes negociados e aprovados sobre salários e
benefícios em novembro
de 2025.
Benefícios Corporativos Legais e Espontâneos
Reembolso Creche
Concedido aos empregados nos termos dos Acordos Coletivos de Trabalho, destinado às
empregadas que tenham filhos de
até 5 anos, 11 meses e 29 dias de idade e extensivo ao empregado quando na condição de
divorciado, solteiro ou viúvo
com a guarda legal dos filhos e para o pai adotante.
O valor do benefício é determinado em negociação coletiva de trabalho.
O número de beneficiários foi de 16 empregados, contemplando reembolso para 17 dependentes,
em dezembro de 2025.
Benefício Alimentação
Em atendimento à Lei nº 14.133/2021, foi realizado, em 2025, um processo de credenciamento,
para que empresas
prestadoras de serviços de administração e gerenciamento de benefício alimentação,
interessadas em atender aos
empregados da SPTrans para este benefício, manifestassem o seu interesse.
Foi aberta a todos os empregados a oportunidade de escolha da empresa de seu interesse, para
administrar o seu
benefício auxílio alimentação e as escolhidas pelos beneficiários e contratadas pela
SPTrans, por um prazo de 12
meses, foram as empresas VR Benefícios e Serviços de Processamento S.A e Pluxee Benefícios
Brasil S/A.
Modalidade Refeição
Oferecido aos nossos empregados e Diretores, exceto temporários, para alimentação no período
de trabalho com o
objetivo de proporcionar acesso a uma alimentação saudável e satisfatória.
Modalidade Alimentação
Benefício destinado aos nossos empregados para compras em supermercados e estabelecimentos
afins. Tem como objetivo
oferecer a oportunidade de compra de produtos alimentícios de acordo com a necessidade da
família.
O valor de cada modalidade é corrigido anualmente quando das negociações coletivas de
trabalho. A distribuição é
feita por meio de créditos eletrônicos para Refeição e Alimentação. É prevista, também, em
cláusulas dos Acordos
Coletivos de Trabalho, a possibilidade de o empregado optar por receber por percentual que
melhor lhe convier em
cada modalidade, respeitando o limite estabelecido.
Nossos Acordos Coletivos de Trabalho preveem a concessão de Cesta de Natal, fornecida
mediante liberação de valor
correspondente ao crédito alimentação eletrônico mensal.
Fundo de Emergência e Antecipação de Benefício Previdenciário
O Fundo de Emergência é concedido após análise social para a antecipação de valor previamente
estabelecido ao
empregado que se encontra em dificuldade sócio financeira, sendo o valor ressarcido à
Empresa por meio de desconto,
em até dez parcelas, em folha de pagamento.
A Antecipação de Benefício Previdenciário prevê a liberação de valor até 80% do salário do
empregado afastado do
trabalho, junto ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, em decorrência de doença ou
acidente. O reembolso do
valor antecipado é ressarcido à Empresa quando do recebimento do benefício da Previdência
Social, pelo empregado.
Em 2025, foram atendidos 278 empregados e 9 antecipações de benefício previdenciário.
Reembolso de Despesas Destinadas ao(a) Filho(a) com Deficiências Mentais
É o benefício concedido mensalmente na forma de reembolso de despesas aos empregados com
filho(a) com deficiências
neuro motoras graves, de patologias congênitas graves, independentemente de faixa etária.
O valor, com previsão de limite, é estabelecido em cláusula de Acordo Coletivo.
O número de empregados que se utilizaram desse benefício foi de 23, no total de 24
dependentes, em dezembro de 2025.
Serviço Social
O Serviço Social tem a sua atuação pautada no atendimento social aos empregados, orientação
sobre os benefícios
ofertados pela Empresa e realiza acompanhamento aos empregados e dependentes em situações
adversas no âmbito da
saúde, socioeconômico, financeiro e nas situações de violência identificadas.
Presta atendimento e acompanhamento aos empregados em afastamento do trabalho por Auxílio por
Incapacidade Temporária
Previdenciário e Acidentário, junto ao INSS ou não, sempre que necessário.
São prestadas, também, orientações sobre outros benefícios previdenciários e outros
benefícios da Empresa como
Complementação de Auxílio-Doença/Acidente de Trabalho, além de acompanhamentos de processos
decorrentes de
benefícios previdenciários/acidentários impetrados pela Empresa.
Ainda, compõe equipe multidisciplinar direcionada ao acompanhamento dos empregados com
deficiência recém-admitidos,
em atendimento ao proposto no Edital de Seleção Pública de 2024.
Auxílio Falecimento
O benefício contempla o pagamento de quantia fixada em cláusula dos Acordos Coletivos de
Trabalho – morte natural ou
por acidente do trabalho – a ser paga aos dependentes do empregado falecido, com o objetivo
de amparar
financeiramente os familiares, enquanto estes aguardam providências administrativas e junto
a órgãos públicos.
Em 2025, foram concedidos 12 benefícios aos familiares de empregados falecidos. Importante
esclarecer que este
benefício é distinto da assistência funeral e que, por este motivo, o número de benefícios
concedidos diverge
daquele, já que em muitas oportunidades a família já possui serviços fúnebres contratados e
não utiliza o fornecido
pela SPTrans, ou a assistência funeral é utilizada em razão do falecimento de dependentes,
definidos em Acordo
Coletivo de Trabalho.
Assistência Funeral
Com o intuito de atendimento das necessidades imediatas do empregado ou familiares, a SPTrans
firmou parceria com
empresa especializada em serviços funerários, com o objetivo de oferecer o benefício aos
empregados, seus cônjuges e
filhos até 21 anos de idade, de maneira mais especializada, personificada e eficaz, a fim de
cumprir o firmado nos
Acordos Coletivos de Trabalho, com relação ao benefício de Assistência Funeral.
A empresa contratada oferece atendimento 24 horas, para resolução de questões burocráticas de
forma abrangente e os
serviços funerários obrigatórios, com fornecimento, inclusive, de urna e coroas de flores,
propiciando
tranquilidade, confiança, conforto e apoio àqueles que vivenciam a situação. Em 2025, foram
realizadas 09
contratações.
Seguro de Vida
O benefício, previsto nos Acordos Coletivos de Trabalho, oferece cobertura às situações de
aposentadoria por
invalidez firmada pela Previdência Social – INSS e decorrente de falecimentos de empregados
por morte natural ou
acidente do trabalho, complementando o planejamento financeiro e assegurando que a família
consiga se reestruturar
após um evento de morte e, também, o empregado, quando impossibilitado de trabalhar em
decorrência da aposentadoria
por invalidez.
A SPTrans implantou instrumento que permite a manifestação em vida pelo empregado quanto à
divisão de percentuais do
valor do seguro, de forma que a quitação seja promovida com maior fluidez, a exemplo do que
ocorre quando da
liberação nos casos de aposentadoria por invalidez.
Em 2025, foram pagos 11 benefícios de falecimento e 03 liberados em decorrência de
aposentadoria por incapacidade
permanente para o trabalho.
Empregados e Dependentes com Deficiência e Doenças Ocupacionais
No quadro a seguir, apresentamos o total de empregados com deficiência, em 2025.
Fonte: Gerência de Administração de Recursos Humanos
No quadro a seguir, apresentamos quadro com o total de dependentes com deficiência.
Fonte: Gerência de Administração de Recursos Humanos
Demonstramos nos quadros a seguir a quantidade de exames ocupacionais realizados e o de
casos de doença ocupacional
existentes, em 2025.
Fonte: Gerência de Administração de Recursos Humanos
Fonte: Gerência de Administração de Recursos Humanos
Segurança e Medicina do Trabalho
A SPTrans possui corpo técnico especializado para a tratativa das questões atinentes à
medicina e segurança
ocupacional, responsável pela realização de programas de prevenção às doenças e acidentes de
trabalho como a Semana
Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT), Treinamentos de brigada de incêndio,
constituição de Comissão
Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (CIPA), com os devidos treinamentos aos
empregados eleitos e
indicados.
Nos termos da legislação vigente, ainda, elaboramos o Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional (PCMSO), o
Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR),
Análise Ergonômica do
Trabalho (AET) e Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho (LTCAT).
Em 2025, foram realizadas 37 investigações de acidente de trabalho, tanto de trajeto como
típico, e liberados, aos
empregados operacionais, 2.241 Equipamentos de Proteção Individual – EPI(s), para exercício
de suas atividades com a
devida proteção no trabalho.
Foram expedidos, nos campos de responsabilidade da Segurança e Medicina do Trabalho, 297
Perfis Profissiográficos
Previdenciários – PPP(s), para empregados ativos, desligados e ex-empregados da Empresa.
Fonte: Gerência de Administração de Recursos Humanos
Avaliação regular de desempenho e de desenvolvimento de carreira avaliação
Com o objetivo de avaliar o desempenho dos empregados de acordo com as competências definidas
pela Empresa, desde
2023, foram realizados 4 ciclos avaliativos até junho de 2025. Essa ferramenta segue com
destaque para contribuir
com a administração na gestão de pessoas.
Semestralmente são realizadas a avaliação dos empregados, avaliação do superior hierárquico e
autoavaliação.
Destaca-se que, nos 4 ciclos, as competências mais bem avaliadas pela empresa foram: Visão
Sistêmica, Comunicação,
Qualidade do trabalho e Foco no cliente, refletindo o compromisso de alinhar processos
internos à agilidade e
precisão exigidas pela municipalidade.
Fonte: Gerência de Desenvolvimento de Recursos Humanos
Plano de Desenvolvimento Individual – Treinamento e Desenvolvimento de
Pessoas
Impacto no desempenho
As diretrizes estratégicas adotadas pela SPTrans para o ciclo de 2025 refletiram, de forma
direta, nos indicadores de
desenvolvimento de pessoal.
A análise comparativa entre 2024 e 2025 revela uma redução de 38% no volume de ações de
Treinamento e Desenvolvimento
(T&D). Esta redução sinaliza tanto um ajuste nas prioridades operacionais quanto o
redimensionamento da força de
trabalho, após a implementação do Programa de Demissão Voluntária (PDV), em maio de 2025.
Para o ciclo de 2026, a
meta é estabilizar esses indicadores.
Diante desse cenário de transição, o planejamento para 2026 deverá priorizar ações voltadas à
mitigação de lacunas de
conhecimento técnico remanescentes.
Eficiência Operacional: A redução de 5.661 ações de treinamento reflete a
adaptação da malha de
T&D ao novo cenário organizacional pós maio de 2025.
Impacto Estratégico: A implementação do PDV (340 empregados) atuou como o
principal catalisador para
a revisão da volumetria, permitindo uma racionalização dos recursos de aprendizagem.
Foco em 2026: O próximo ciclo será direcionado à retenção de conhecimento,
novas tecnologias para
otimizar os processos de trabalho e proteger o capital intelectual para continuidade dos
processos.
Em 2025, o cenário de Desenvolvimento de Pessoas foi marcado por uma reestruturação
estratégica.
A redução no volume de ações de treinamento foi acompanhada por um crescimento na carga
horária total, consolidando
uma estratégia de densidade sobre frequência. Esse movimento prioriza a profundidade
técnica, por meio de conteúdos
especializados e de maior alcance, otimizando o tempo de desenvolvimento do colaborador.
Dispêndio anual de recursos para treinamento
Com uma estrutura flexível de aprendizado, as ações de 2025 integraram frentes de
desenvolvimento profissional e de
atendimento normativo, com a diversificação entre os formatos presencial e digital
permitindo uma cobertura
abrangente de empregados.
No exercício de 2025, o investimento em treinamentos totalizou R$ 379.081,03, representando
uma otimização de 28,5%
em relação ao ano anterior. É importante destacar que esta redução financeira não impactou o
volume de conhecimento
entregue, pelo contrário, observou-se um aumento na carga horária e no indicador Homem-Hora.
Treinandos por Gênero – Empregados SPTrans
O investimento de R$ 366.058,27 em 2025 permitiu a formação e atualização de 1.582
empregados,
implicando um custo por colaborador otimizado. A composição do público treinado – composto
por 422
mulheres e 1.160 homens – demonstra a abrangência de uma
estrutura flexível de
aprendizado.
Cultivando Talentos, Construindo Futuros
Programa Aprendiz SPTrans
O Programa de Aprendizagem da SPTrans em 2025 não apenas cumpriu as exigências legais, mas
consolidou o compromisso
da Empresa com a Agenda 2030 da ONU. Ao oferecer formação técnica a 70 jovens, a Empresa
contribuiu ativamente para
a ODS 4 (Educação de Qualidade) e 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), atuando como
um vetor de inclusão
social e capacitação de mão de obra qualificada para o mercado de trabalho nacional.
Além disso, a iniciativa também contribuiu diretamente para a ODS 10 (Redução das
Desigualdades), ao promover a
inclusão socioprofissional e reduzir barreiras de entrada no mercado de trabalho,
posicionando a SPTrans como um
agente ativo no desenvolvimento de uma sociedade mais igualitária.
Programa de Estágio SPTrans
A SPTrans atua como um laboratório de aprendizado prático, transformando o conhecimento
acadêmico em experiência de
alto valor.
Com uma estrutura de 90 vagas, o programa encerrou 2025 com 53 estagiários ativos nos níveis
superior, técnico e
médio.
Mais do que uma oferta de estágio, o programa foi um acelerador de competências, em ambiente
real, conectando a
teoria da sala de aula aos desafios complexos da mobilidade urbana, preparando o capital
humano que ditará o futuro
do setor.
Atração de Talentos – Processo Seletivo Público
Em continuidade ao cronograma do Processo Seletivo Público 001/2023, a SPTrans manteve o
fluxo de convocações ao
longo do exercício. Das vagas remanescentes do período anterior, consolidamos o
preenchimento de 17 postos de
trabalho, fortalecendo o quadro operacional e administrativo da Empresa.
Quadro Resumo das Atividades de Treinamento - 2025
Fonte: Gerência de Desenvolvimento de Recursos Humanos
Fonte: Gerência de Desenvolvimento de Recursos Humanos
Relações Internas
Em 2025, a Diretoria de Relações Internas (DE) manteve comunicação com os empregados por meio
de visitas setoriais,
e-mail, telefone e informações via WhatsApp, totalizando 24.242 atendimentos. As atividades
e ações realizadas em
2025 envolveram encontros sociais, por meio de eventos, cujo objetivo é promover a
aproximação dos empregados de
diversas áreas da Empresa, em datas especiais, além de confraternização, atividades
esportivas, culturais e de
valorização dos empregados.
Destaque para as homenagens aos empregados pelo aniversário de contratação, nas quais 306
foram contemplados, entre
os meses de novembro e dezembro de 2025; ações de apoio social a empregados em situação de
vulnerabilidade; Campanha
de Multivacinação aos empregados; e o acompanhamento da PL 180/2017, até a aprovação da Lei
nº 14.684/23
(Periculosidade Agentes das Autoridades de Trânsito), no Senado Federal.
Em 2025, também foram realizadas, em parceria com o Grêmio Recreativo e Cultural SPTrans,
atividades esportivas,
culturais e de lazer, que proporcionaram bem-estar e integração entre os empregados e seus
familiares.
Ao longo do tempo, muita coisa mudou, desde os novos serviços criados até as novas tecnologias que permitiram tantos avanços na forma como as atividades são planejadas, executadas e monitoradas. A marca que acompanhou a SPTrans nessa jornada, apesar de consolidada e reconhecida pela população, precisa estar alinhada aos desafios enfrentados na gestão de um dos maiores sistemas de transporte público do mundo.
Dessa forma, a Assessoria de Marketing desenvolveu estudos para chegar a uma proposta que mantém e valoriza a trajetória do logotipo original e, ao mesmo tempo, contribui para comunicar um processo de modernização pelo qual a empresa vem passando, sobretudo com a chegada de novos serviços como o Aquático-SP, Programa “Domingão Tarifa Zero”, ônibus a bateria e outras tecnologias de energia limpa, o SMGO e tantos outros projetos em andamento que farão parte do futuro da empresa e da mobilidade urbana na Cidade.
Respeito e Cidadania
Em 2025, a SPTrans completou 30 anos. Além de atingir uma marca simbólica, a Empresa segue reforçando sua importância para os deslocamentos de milhões de pessoas todos os dias. Essa relevância se deve à confiança, segurança e respeito oferecidos aos nossos passageiros. Para tanto, investimos em campanhas focadas em orientar, de forma simples e direta, sobre a importância de praticar a cidadania e priorizar a segurança nos ônibus e Terminais da Cidade, além de incentivar o combate ao abuso sexual e racismo.
Com foco no respeito e orientação dos passageiros e operadores, lançamos as campanhas permanentes Ponto Final ao Abuso Sexual e Ponto Final ao Racismo, em anos anteriores. Ambas seguiram em 2025 com novas edições do Jornal do Ônibus e publicações semanais nas redes sociais, abordando novas temáticas e trazendo Personalidades Negras como inspirações de representatividade. Todas as peças seguem as políticas públicas da Prefeitura de São Paulo, resultado da nossa parceria com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.
Em 2025, a campanha Todos Colaboram, Todos Viajam Melhor se destacou com dicas divertidas de como cada um pode ajudar a viagem a ser mais confortável para todos.
Publicamos 545 vezes nas redes sociais, somando 1.133.204 visualizações e, no Jornal do Ônibus, os temas das campanhas foram apresentados na edição 1.174.
As campanhas iniciadas em anos anteriores foram mantidas e receberam novas peças para as redes sociais, além da manutenção dos veículos adesivados.
Foram feitas 318 publicações nas redes sociais, com 725.534 visualizações.
Em 2025 foram feitas 227 publicações, que receberam 407.670 visualizações.
No ambiente digital, a SPTrans realizou 177 publicações nas redes sociais, em diferentes formatos, alcançando 420.039 visualizações. Os conteúdos abordaram dicas de segurança por meio de ilustrações e vídeos, incluindo a campanha Sextou com S de Segurança. Em 2024, foram feitas 142 publicações que receberam cerca de 207.000 visualizações.
Para o público interno, a SPTrans reforçou mensagens e ações voltadas à reflexão sobre responsabilidade e compromisso na construção de uma Cidade e de serviços de transporte mais acolhedores, seguros, acessíveis e respeitosos para todas as pessoas.
Presença Ativa no Mundo Digital
As redes sociais da SPTrans têm como objetivo ampliar continuamente sua base de seguidores, garantindo que as ações da empresa sejam amplamente divulgadas e que a população tenha acesso a informações seguras, atualizadas e confiáveis sobre o sistema de transporte da Cidade de São Paulo.
Ao longo do tempo, nossos canais digitais vêm apresentando crescimento consistente, tanto no número de seguidores, quanto na qualidade dos conteúdos produzidos. Esse avanço fortalece a posição da SPTrans como referência em comunicação pública, unindo criatividade e prestação de serviço.
O alto nível de engajamento demonstra a relação de confiança construída com o público. Por meio de uma comunicação ágil, direta e baseada na linguagem simples, oferecemos orientações acessíveis.
Em 2025, o desempenho das redes sociais foi especialmente expressivo. A SPTrans alcançou a marca de 378.440 seguidores e mais de 26 milhões de visualizações nas publicações, consolidando sua presença no ambiente digital. A atuação constante, o dinamismo das publicações e a abordagem de temas relevantes resultaram na conquista de 56.720 novos seguidores ao longo do ano.
Em 2025 os seguidores foram distribuídos da seguinte forma:
Facebook: 135.415
Instagram: 123.221
Threads: 28.507
Linkedin: 23.453
X (antigo Twitter): 41.726
YouTube: 17.100
TikTok: 9.018
Engajamento com a Comunidade e Educação Ambiental – Aquático-SP
Em seu primeiro ano de operação, em 2025, o Aquático-SP consolidou-se como uma solução inovadora de mobilidade sustentável na Zona Sul, reduzindo significativamente o tempo de deslocamento, promovendo inclusão social e valorizando a Represa Billings. Nesse contexto, a SPTrans ampliou ações de engajamento comunitário com a população do entorno, em alinhamento ao ODS 11.
As iniciativas envolveram moradores da região, o CEU local (alunos e educadores), usuários do serviço, organizações parceiras – como a ONG Meninos da Billings – e colaboradores da SPTrans, definidos a partir da área de influência do Aquático-SP. O objetivo foi aproximar a comunidade do serviço, promover educação ambiental, explicar o funcionamento do transporte hidroviário e estimular o sentimento de pertencimento e corresponsabilidade pela preservação da represa, destacando a importância da limpeza da Billings para a operação dos barcos e para a expressiva redução do tempo de viagem, de cerca de 1h20 para aproximadamente 17 minutos.
As ações incluíram palestras, oficinas de lixeiras com garrafas PET, visitas guiadas aos barcos, vivências na represa e distribuição de materiais pedagógicos, alcançando cerca de 250 estudantes do CEU Navegantes.
Como estratégia de engajamento, foi apresentada a mascote do Aquático-SP, uma capivara, cujo nome – Capi Tânia – foi escolhido por votação popular, com 52% dos 20.899 votos. As iniciativas fortaleceram o vínculo com a comunidade, ampliaram o conhecimento sobre preservação ambiental e tiveram seus materiais de divulgação incorporados aos Terminais do serviço, atendendo aos requisitos de engajamento comunitário do GRI e à Meta 11.2 do ODS 11.
Assessoramento Jurídico GRI 206-1 | 207-2
No exercício de 2025, damos destaque ao crescimento considerável obtido de decisões favoráveis aos interesses da SPTrans, na Área Cível, com valor econômico estimado em R$ 1.081.293.096,99, encerrando-se o ano com 1.853 processos em andamento.
No âmbito Trabalhista, em 2025, obtivemos, em Primeira Instância e em Instâncias Superiores (TRTs e TST), decisões favoráveis em 378 processos, perfazendo R$ 77.435.915,53 que deixaram de sair dos nossos cofres.
Em 2025, o êxito de processos julgados obtido pela Assessoria Técnico-Jurídica perfez o total de R$ 4.489.838,98.
Na Área de Direito Público, em 2025, destaque para a emissão de 297 manifestações jurídicas e 124 pareceres.
Tecnologia da Informação GRI 203-1 | ODS 9
Em um cenário de crescente complexidade na gestão do transporte coletivo urbano e de intensificação das demandas da sociedade por serviços mais eficientes, seguros e digitais, a tecnologia consolidou-se como eixo estruturante para a modernização da SPTrans, fortalecendo a capacidade de planejamento, fiscalização, monitoramento operacional e qualificação do atendimento ao cidadão.
Em 2025, a SPTrans promoveu ações evidenciando uma atuação mais abrangente que combina sustentação operacional, modernização do parque tecnológico e evolução de soluções estruturantes para a gestão do transporte público. Destacando-se a atuação contínua na sustentação do ambiente de TI, garantindo a continuidade dos serviços e o adequado atendimento às necessidades dos usuários, com atendimento e monitoramento de chamados, gestão de insumos, governança de licenças e ferramentas corporativas, além da aquisição, configuração e distribuição de equipamentos, upgrades de hardware e atualizações de sistemas e aplicações.
No eixo de infraestrutura e continuidade de serviços, foram mantidas e aprimoradas as rotinas de monitoramento e administração do Data Center, servidores, storages, rede de dados, domínios, backups e antivírus, com atendimento 24x7 ao ambiente do SIM e execução de intervenções físicas e lógicas que asseguraram disponibilidade e resiliência. O exercício também contemplou melhorias em segurança da informação, com reforço de políticas, administração e modernização de firewalls, acompanhamento de análises de vulnerabilidades, aprimoramento de rotinas de backup e avanços em conectividade, Wi-Fi institucional, VoIP e projetos de reestruturação de rede e estudos de evolução do Data Center. Complementarmente, foram executadas iniciativas relevantes em ambientes de dados e bancos, incluindo ações de racionalização, manutenção e migrações, bem como entregas voltadas à sustentação de plataformas e serviços essenciais, como MDM para dispositivos móveis corporativos e a disponibilização e gestão de acessos à API Olho Vivo.
Complementarmente, no contexto dos sistemas administrativos, a estratégia fundamentou-se em três pilares: adequação contratual ágil (suportando novos modais e regras de negócio), modernização tecnológica (atualização de plataformas para garantir longevidade e performance) e conformidade fiscal.
Atividades Administrativas GRI 204-1 | ODS 12
Em 2025, com base no Regulamento Interno de Licitações e Contratos – RILC, disponível no site da SPTrans, foram celebrados 773 instrumentos contratuais decorrentes de procedimentos licitatórios e de contratações diretas.
Processos de Contratação Concluídos
O quadro a seguir apresenta os processos licitatórios, credenciamentos e os procedimentos de dispensa de licitação em função do valor, concluídos em 2025.
Certificados de Exploração de Mídia Emitidos
Elaborados de acordo com as solicitações das empresas, obedecendo aos preceitos da legislação específica aplicável.
Resultados 2025
Foram emitidos 616 processos, dentre Pedidos de Compra, Pedidos de Serviço e Aditivos. Desse total, 47 são aditivos. Os respectivos documentos destas contratações foram originados por Dispensa de Licitação em função do valor e por Inexigibilidade.
Da previsão total, registrada nos respectivos orçamentos estimativos restou apurado o valor total inicial de R$ 6.465.902,15, sendo que as consequentes contratações atingiram o montante total de R$ 5.647.927,97, resultando uma redução de R$ 817.974,18, ou seja, 12,65% em relação aos orçamentos estimativos.
Para os processos licitatórios, foram apurados os seguintes resultados:
Concluídos, em 2025, 7 certames dos editais publicados ainda em 2024, e concluídos 15 certames dos 17 editais publicados em 2025, totalizando 22 certames geradores de instrumentos contratuais, com orçamentos estimativos totalizando R$ 452.833.584,78 e suas respectivas contratações atingiram o valor de R$ 361.280.600,98. Esse resultado gerou uma economia de R$ 91.552.983,80, ou seja, 20,22% em relação ao valor inicialmente estimado.
Gestão Patrimonial
Realizamos anualmente inventário de bens patrimoniais para controle e atualização do cadastro dos patrimônios mobiliários e imobiliários, em atendimento às exigências legais e aos procedimentos internos estabelecidos.
Em 2025, foram feitas inclusões, baixas e movimentações de bens patrimoniais, conforme comparativo a seguir.
Fonte: Assessoria de Gestão Patrimonial
Controle de Contas de Consumo GRI 2-6 | 302-1 | 303-5
Em 2025, foram processadas aproximadamente 793 contas de consumo de telefonia, de água e esgotos e de energia elétrica, no valor aproximado de R$ 10.665.876,44. Essas contas se referem às instalações da SPTrans e dos Terminais Urbanos do Bloco Leste, cujo processo de concessão foi concluído em 13 de setembro de 2025.
São Paulo, 31 de dezembro de 2025.
VICTOR HUGO BORGES Diretor Presidente
CAIO VINICIUS DE MOURA LUZ Diretor de Planejamento de Transporte
CLAUDIO BISPO DOS SANTOS Diretor de Relações Internas
FÁBIO PAPALÉO MARINS Diretor de Gestão da Receita e Remuneração
FERNANDO CANDIDO DA SILVA Diretor de Operações
MAURO ANTÔNIO GUMIERO VOLTARELLI Diretor de Administração e de Infraestrutura