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processo de privatização da CMTC
 
 

 

  
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No início de 1993, a CMTC desempenhava, ao mesmo tempo, as funções de gestora do sistema de transporte coletivo e de operadora, detendo cerca de 27% de participação no sistema urbano de transporte coletivo por ônibus.

O sistema, à época, remunerava as empresas operadoras pelo serviço prestado exigindo, no entanto, uma forte política de subsídio à tarifa do transporte urbano. No caso da ex-CMTC, o poder público injetava altas subvenções para a sua manutenção. Num primeiro momento, buscou-se formas de reduzir esse custo através da mudança do perfil da frota municipal (então, totalmente despadronizada) e da diminuição do número de empregados. Verificou-se, contudo, que essas medidas exigiram um volume de investimentos significativo, sem a consequente redução dos gastos.

Optou-se, então, por encerrar as atividades operacionais da antiga CMTC, através da "privatização" de toda a operação dos 2700 ônibus pertencentes à empresa e as respectivas garagens, reduzindo o quadro de pessoal de 27 mil para cerca de 1.200 empregados.

A partir daí foi dado empenho no processo de definição da empresa como gestora do sistema, dedicando-se à elaboração de projetos e programas especiais que visam a modernização do transporte coletivo na cidade.

Foram tomadas providências no sentido de se recuperar as finanças do setor. Por outro lado, a forma de remuneração dos serviços prestados pelas empresas privadas contratadas foi inovada, alterando-se o critério anterior de pagamento, calculado pelo custo do quilômetro rodado, por um valor limite por passageiro transportado, diminuindo assim a necessidade de subsídio da PMSP.

A antiga CMTC foi transformada numa nova empresa, a São Paulo Transporte S.A.- SPTrans. A nova estrutura da SPTrans foi adaptada à função exclusiva de gestora dos transportes da população paulistana, e não mais como operadora do Sistema, como era a CMTC. O seu organograma foi alterado, redefinindo-se o quadro de pessoal e as atividades das diversas áreas.

Com a implantação do Sistema Interligado, novo organograma foi elaborado, procurando dar condições à empresa de cumprir seu papel neste processo.

As três fases da "privatização"da CMTC ocorreram a partir de processos de licitação de lotes de linhas, frota e instalações:

Primeiro processo de licitação - início em junho de 1993
Objeto Empresas Vencedoras
- 20 lotes de veículos
- Substituição de 1.022 ônibus
Consórcio ARC
Auto Viação Brasil Luxo Ltda.
Rápido Zefir Junior
Amafi Comercial e Construtora (Masterbus)
Consórcio Transkuba
Primavera Transportadora Turística
Viação Paratodos
Consórcio Alfa
Consórcio Transdaotro
Segundo processo de licitação - início em outubro de 1993
Objeto Empresas Vencedoras
- 4 lotes/garagens de veículos
- Operação de frota pública
- 4 garagens
Rápido Zefir Junior
Consórcio Leste-Oeste
Viação Itamarati

Terceiro processo de licitação - início em outubro de 1993
Objeto Empresas Vencedoras
- Frota diferenciada
- 480 troleibus
- 39 ônibus articulados
- 3 garagens
Transbraçal
Eletrobus
Imperial


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